Antevisão

Novo Honda Civic Type R continuará a ser puramente a combustão

O novo Honda Civic Type R chega em 2022 e será a exceção à regra: será o único modelo da marca não assistido por eletrões.

Após os rumores de que o próximo Honda Civic Type R poderia seguir a via híbrida — eixo traseiro eletrificado, tornando o hot hatch num “monstro” com tração às quatro rodas —, podemos, agora, “arquivá-los” em definitivo. O futuro Civic Type R, que chega em 2022, permanecerá fiel, apenas e só, à combustão.

Será a exceção à regra, ou melhor, aos planos avançados pela Honda em 2019 que prometiam eletrificar toda a sua gama até 2022, fosse por via da hibridização (CR-V e Jazz), fosse pela adição de veículos elétricos (Honda e).

Ao invés, a 11ª geração do Honda Civic, antecipada pelo Civic Prototype em novembro passado, nas suas versões regulares deverá seguir também o caminho da eletrificação, com motorizações híbridas, como vimos noutros modelos da marca.

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Honda Civic Type R Limited Edition
O modelo atual ainda hoje é referência entre os hot hatch. Uma pesada herança para o seu sucessor.

O que vem aí

Agora que sabemos que o futuro Civic Type R não será eletrificado, o que poderemos esperar da derradeira geração deste hot hatch puramente a combustão?

Mesmo sendo uma nova geração, não se espera que o novo Civic Type R se desvie da receita do modelo que conhecemos. Ou seja, um tudo à frente, com caixa manual de seis velocidades e ainda equipado com o K20C1, o bloco de quatro cilindros em linha com 2,0 l de capacidade e turbo. Alguns rumores falam em alguns cavalos adicionais aos 320 cv atuais, mas o foco dos engenheiros da Honda está mais no elevar da eficiência e na resposta do motor.

Não que o Civic Type R pareça precisar de mais potência: ainda é o mais potente do segmento quando nos referimos a hot hatch de tração dianteira. Para colocar toda a força do motor eficazmente no asfalto, o novo modelo herdará do atual as mesmas soluções em ligações ao solo, que tanto contribuem para a sua eficácia e agilidade.

À frente manter-se-á suspensão de eixo duplo, uma derivação do conhecido esquema MacPherson, mas que separa as funções de direção e amortecimento/tração — resulta em menor efeitos do binário na direção (torque steer) —; enquanto atrás manterá um esquema multi-braços. Também o amortecimento continuará a ser adaptativo e contará com um diferencial autoblocante para garantir o máximo de tração em todas as situações.

Observando os camuflados protótipos de teste que andam por aí, também o aspeto continuará a ser mais exuberante que contido — mesmo tendo em consideração que a 11ª geração será visualmente mais discreta —, não faltando a enorme asa traseira. Na última atualização do modelo vimos chegar uma variante visualmente mais “tímida”, a Sport Line, sem asa traseira — é provável que o novo modelo também ofereça tal possibilidade.

As grandes novidades do modelo não estarão, portanto, ao nível da sua cadeia cinemática ou chassis — que ainda permanecem no topo do segmento —, mas sim, tal como os restantes Civic, ao nível do design (exterior e interior), digitalização, conectividade e segurança ativa (assistentes à condução).

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