Apresentação

Este é o novo Nissan Juke. Tudo o que precisas de saber

Demorou talvez demasiado tempo, mas o novo Nissan Juke foi finalmente revelado. Terá os argumentos certos para regressar à liderança?

Em Barcelona, Espanha

A segunda geração do Nissan Juke é finalmente revelada, nove anos após a apresentação da primeira geração — uma eternidade em anos automóveis. A primeira pergunta que surge é precisamente, porquê tanto tempo?

Bem, gostaríamos de ter uma resposta definitiva, mas não obtivemos mais do que alguns comentários politicamente corretos por parte dos responsáveis, mas acredito quando referem que não tenha sido fácil até acertar com a fórmula correta para o sucessor.

Porquê? Bem, basta olhar para o Juke. O seu design e estilo continua tão divisivo hoje como no dia que foi apresentado. No entanto, não foi impedimento para o seu sucesso — aproximadamente um milhão de Juke foram “colocados à solta” na Europa.

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Nissan Juke 2019
Evolução, sem dúvida, mas sem parecer um simples restyling.

Foi um modelo decisivo que estabeleceu as premissas no seu segmento, tal como o Qashqai o fez no segmento acima. Destacou-se e destaca-se pela sua identidade, extremamente forte, o que dificulta automaticamente a tarefa de o substituir.

Cresceu em todas as direções

Mas teriam de o fazer, e finalmente o podemos ver. Para ver os resultados dos seus longos esforços em primeira mão, a Nissan colocou-nos num avião até Barcelona, Espanha, e no interior de um antigo armazém numa velha zona industrial, numa atmosfera algo secretiva, lá estava ele, o novo Nissan Juke.

Nissan Juke 2019
As diferenças são muitas no desenho, mas não perdeu identidade. Ainda é um Juke.

Primeira reação: ainda parece um Juke, ainda que mais sofisticado na sua aparência. As proporções e alguns dos elementos que marcaram a primeira geração continuam presentes, nomeadamente as óticas bipartidas (full LED) ou a linha de tejadilho descendente. No entanto, ao contrário do novo Clio, que parece um tímido restyling do antecessor, no novo Nissan Juke temos a percepção de que se trata de algo realmente novo.

A plataforma é nova, a CFM-B, que vimos não só no mencionado Clio, como também no “irmão” rival, o novo Renault Captur. E tal como este último, o novo Juke cresceu, e não foi pouco, algo imediatamente perceptível quando visto ao vivo.

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O comprimento é agora de 4,21 m (mais 75 mm), a largura passa a 1,8 m (mais 35 mm) e a altura a 1,595 m (mais 30 mm). Também a distância entre eixos cresceu generosamente relativamente ao predecessor em 10 cm, até aos 2,636 m. O benefício deste aumento é, claro, mais espaço a bordo, uma qualidade bem vinda ao interior do novo Juke.

Encaixado no banco traseiro, é facilmente perceptível que há muito mais espaço disponível. O construtor anuncia mais 58 mm de espaço para as pernas e 11 mm em altura. A bagageira (com duplo fundo) viu a sua capacidade crescer dos 354 l para os 422 l, digno de um pequeno familiar e míseros oito litros a menos de diferença para o Qashqai. Prometedor.

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Apesar do crescimento em dimensões, o recurso à CFM-B permitiu que o novo Juke seja 23 kg mais leve que o antecessor (1212 kg anunciados), o que é admirável, permitindo usufruir de mais espaço, sem sacrificar as prestações. O que nos leva à temática das suas motorizações, ou melhor, motorização.

Só um motor disponível?

Para já, sim. Para locomover o novo Nissan Juke estará disponível apenas uma motorização, o mesmo 1.0 DIG-T de 117 cv e 180 Nm que foi estreado no revisto Nissan Micra — recorda as diferenças deste propulsor para o 1.0 IG-T de 100 cv no nosso contacto dinâmico.

Um motor só, mas com escolha de duas transmissões: uma manual de seis velocidades e uma automática (dupla embraiagem) de sete velocidades. A manual consegue fazer com que o Juke atinja os 100 km/h em 10,4s e a de dupla embraiagem demora um pouco mais tempo, cerca de 11,1s (valor provisório). De momento, ainda não foram divulgados dados relativamente aos seus consumos e emissões.

Terá mais motores? Muito provavelmente. Pelo discurso ouvido durante a apresentação, um bloco Diesel terá muito poucas probabilidades de ser encontrado por baixo do capot do Juke. Mas, mandando o barro à parede, uma opção híbrida como a que o Clio irá ter, não nos parece descabida de todo.

Mais conectividade

Tecnologicamente o destaque vai, entre outros, para a adoção do ProPilot, conjunto de tecnologias que permite condução semi-autónoma e introduz novas funcionalidades como a Intervenção de Ângulo Morto, que não só avisa o condutor de que está um veículo no seu ângulo morto, como corrige a trajetória do Juke de novo para a sua faixa de rodagem.

No campo da conectividade, além do sistema de info-entretenimento NissanConnect, com ecrã tátil de 8″ de série em todas as versões, com Apple CarPlay e Android Auto, o novo Nissan Juke pode ter Wi-Fi a bordo, além de passar a ter como complemento a aplicação NissanConnect Services, para o nosso telemóvel.

Esta aplicação oferece várias possibilidades de controlo remoto sobre o veículo: podemos trancá-lo/destrancá-lo remotamente, verificar a pressão dos pneus ou o nível do óleo, e até limitar a velocidade que pode atingir, caso um papá ou mamã decida emprestar o seu Juke ao filho/a.

É também compatível com o Google Assistant, que permite controlar várias funções, entre as quais, a de enviar para o sistema de navegação o destino para onde queremos ir.

Quando chega?

Esta foi uma apresentação estática, ou seja, não houve oportunidade ainda de conduzir o novo Nissan Juke. De acordo com o que nos foi dito, é de esperar um Juke mais adulto na forma como se comporta — significa que será menos divertido? —, mas por outro lado, houve ganhos significativos no que toca a conforto, não só de rolamento, como acústico e refinamento geral — algo a comprovar brevemente…

O novo Nissan Juke traz fortes e novos argumentos para o segmento, alguns estranhos ao que conhecíamos do Juke, como a oferta generosa de espaço. Será o suficiente para voltar à liderança do segmento que essencialmente ajudou a estabelecer? Acreditamos que sim, mas para tal será preciso, do nosso ponto de vista, uma gama de motorizações mais ampla.

De momento ainda não foram divulgados preços, mas as encomendas deverão estar para abrir brevemente, com as primeiras entregas a acontecerem já em novembro.

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