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Estes são os 4 modelos da Ford que poderão acabar até 2020

Depois do adeus às berlinas nos EUA, a Ford poderá seguir estratégia semelhante para as berlinas e MPV — Mondeo, C-Max, S-Max e Galaxy — na Europa.

A mudança de estratégia foi anunciada, durante a apresentação dos últimos resultados da companhia, pelo CEO da Ford Motor Company, Jim Hackett, o qual, assumindo-se “profundamente desagradado” com a performance da Ford na Europa, defendeu a necessidade de “redesenhar as nossas operações” no continente, nomeadamente, “centrando a atividade nos bem mais rentáveis comerciais ligeiros e SUV”.

Numa altura em que a marca da oval espera já um ano de 2018 negativo, depois de ainda ter conseguido lucros de 234 milhões de dólares (pouco mais de 200 milhões de euros) em 2017, o diretor financeiro da Ford, Bob Shanks, considerou mesmo a atual gama europeia de veículos da marca americana, “incapaz de gerar lucros”. Principalmente, devido ao facto de estar centrada “em berlinas e veículos multi-atividades, como o C-Max”.

Ainda de acordo com a mesma fonte, propostas como a Ford Transit, o SUV Kuga e a pick-up Ranger, além de alguns veículos “importados” — embora sem confirmação, Shanks estaria a falar do SUV Edge e do muscle car Mustang — são aquelas que mais lucro estão a dar à Ford, na Europa, tendo garantindo 200% mais lucros do aqueles que estavam previstos, ainda que não cheguem a representar metade do volume de vendas e da receita.

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Ford Mustang GT 2019
O Ford Mustang tem sido um caso sério de sucesso para a marca norte-americana, também na Europa

Brexit entre os culpados

Igualmente a contribuir para a quebra nos lucros da Ford, surge o Brexit. O qual tem levado a uma quebra do valor da libra, prejudicando as operações da marca naquele que é o seu mercado mais importante, na Europa.

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Para o responsável máximo pelos mercados globais da Ford, Jim Farley, a decisão da Grã-Bretanha de abandonar a União Europeia explica “grande parte da deterioração” dos lucros do construtor na Europa.

Em 2016, fizemos 1,2 mil milhões na Europa, a maioria dos quais no Reino Unido. Com o Brexit e a queda contínua da libra, o nosso negócio na Europa tem vindo a assistir a um crescente abrandamento.

Jim Farley, diretor para os mercados globais da Ford

Mais SUV a caminho

Numa altura em que a Ford comercializa já três SUV na Europa — EcoSport, Kuga e Edge —, com o EcoSport a conseguir mesmo um recorde de vendas no segundo quadrimestre de 2018, a marca da oval assume, assim e desde já, o lançamento, até 2020, de vários novos produtos para os apaixonados dos crossover e SUV.

Ford C-Max 2017
Com os monovolumes a desaparecerem do topo das preferências dos consumidores europeus, a Ford vê o C-Max, mas também o S-Max e o Galaxy, a caírem todos os dias nas tabelas de vendas

Já quanto a modelos como o monovolume C-Max, cujas vendas terão caído cerca de 18% na primeira metade de 2018, para as 31 888 unidades, segundo dados da consultora JATO Dynamics, correm agora o risco de desaparecer. O mesmo acontecendo com a berlina Mondeo, que nos EUA, onde enverga o nome de Fusion, tem já morte confirmada para 2020; com o S-Max e com o Galaxy.

Investimento e parcerias também parte da estratégia

A par deste redesenhar de gama, o construtor de Dearborn tem ainda previsto redirecionar o investimento destinado ao desenvolvimento de novos produtos, para os SUV e comerciais ligeiros. Isto, ao mesmo tempo que tentará fazer com que os novos modelos cheguem mais rapidamente aos mercados europeus.

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Assumida foi já também a decisão de fechar a fábrica de transmissões que a Ford possui em Bordéus, na França, caso não surja qualquer interessado na compra, até ao final do ano.

Ford Transit 2018
A Ford Transit tem sido um dos valores seguros da marca da oval no Velho Continente

A par destas medidas, a Ford pretende ainda reforçar a política de parcerias, como forma de conseguir um mais rápido regresso aos lucros. Dando assim seguimento à estratégia que levou já à celebração de uma colaboração de longo prazo com o grupo francês PSA e, mais recentemente, a uma parceria com o Grupo Volkswagen, no domínio dos comerciais ligeiros.

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