Ford Mustang. O ícone americano que conquistou a Europa

O Ford Mustang simboliza a essência dos "pony car", um desportivo sinónimo de caráter e sucesso. Uma história que começou em 1964.

Estamos a 17 de abril de 1964, poucos dias antes do abrir de portas ao público da Feira Universal de Nova Iorque. Entre os 140 pavilhões, onde se podiam encontrar exibições de 80 nações, 24 estados norte-americanos e 45 empresas, estava o palco escolhido pela Ford para revelar ao mundo o seu novo modelo, o Ford Mustang.

Foi o início de uma história que ainda se escreve nos nossos dias, tendo não só originado toda uma nova categoria de automóveis, denominados pelos norte-americanos como “pony cars”, como foi um sucesso comercial acima de todas e quaisquer expectativas. A Ford colocou o Mustang à venda no mesmo dia em que o apresentou, e recebeu 22 mil encomendas só no primeiro dia.

A Ford estimava vender o Mustang ao ritmo de 100 mil unidades por ano, mas bastaram três meses para atingir essa marca. Ao fim de 18 meses já mais de um milhão de unidades tinham sido entregues. A todos os níveis, um fenómeno.

Como se explica este sucesso?

Um mix de características a começar no seu design e estilo, que rapidamente seriam a bitola para futuros concorrentes, caracterizado por um longo capot e uma traseira curta — esta assumiria o formato fastback alguns anos depois —; o preço acessível, só possível pela partilha de componentes com outros modelos Ford; a sua performance, sobretudo graças aos opcionais e carismáticos V8; as 70 (!) opções de personalização, algo inédito na altura, mas uma prática corrente nos nossos dias; e, claro, uma enorme campanha publicitária.

Ford Mustang GT350H
Rent a Racer — Tal foi o sucesso do Mustang, que originou uma versão do GT350, concebida por Carrol Shelby, específica para aluguer. Este é o Shelby Mustang GT350H, “H”, de Hertz.

O Ford Mustang nunca parou de evoluir. Ganhou novas e mais possantes motorizações e mais carroçarias; com Carrol Shelby veríamos os Mustang mais “focados” de sempre, prontos a competir; e o seu sucesso garantiu que chegasse até nossos dias — já lá vão seis gerações.

O seu sucesso chegava também ao pequeno e grande ecrã. Steve McQueen imortalizaria o Mustang em Bullitt, mas não seria o único. O “pony car” foi uma estrela de pleno direito. Gone in 60 seconds — tanto o original como o remake com Nicolas Cage —, participações na saga Fast and the Furious ou Transformers, e até no pequeno ecrã — onde assumiu o papel de KITT na nova série de Knight Rider.

O herdeiro

A sexta geração, atualmente em comercialização, foi um passo significativo na evolução do Mustang como ícone automóvel. Se as primeiras cinco gerações foram concebidas a pensar, sobretudo, no mercado norte americano — apesar do reconhecimento global do Mustang —, a sexta geração foi concebida ao abrigo da estratégia “One Ford”, com objetivos bem mais ambiciosos: o de internacionalizar o “pony car”.

Ford Mustang

Com o nome de código S550 a sexta geração foi lançada em 2014 e trouxe como grandes novidades, além de um novo estilo profundamente revisto e menos evocativo do passado, uma suspensão traseira independente e o motor EcoBoost com 2.3 litros — o mesmo que equipa o Ford Focus RS — soluções com maior potencial de convencer tanto dinâmica como comercialmente o cliente internacional.

A aposta na internacionalização foi ganha em toda a linha. O Ford Mustang é um sucesso inegável e tornou-se no carro desportivo mais vendido do mundo em 2016, com mais de 150 mil unidades vendidas, com perto de 30% destas a serem vendidas fora dos EUA.

Ford Mustang
O motor mais potente da gama Ford Mustang.
Mustang. De onde vem o nome?
É chamado de "pony car" e o seu símbolo é um cavalo a correr. O nome tem que estar associado aos Mustang, os cavalos assilvestrados dos EUA — descendentes dos cavalos domesticados europeus, mas que vivem em estado selvagem —, certo? É uma das duas teorias sobre a origem do nome Mustang, creditada a Robert J. Eggert, gestor de estudos de mercado da Ford na época... e criador de cavalos. A outra teoria associa a origem do nome ao P51 Mustang, o caça da Segunda Guerra Mundial. Esta última hipótese coloca John Najjar, designer na Ford durante 40 anos e confesso admirador do P51, como o "pai" do nome. Foi ele quem co-desenhou, com Philip T. Clark, o futurista concept Mustang I, de 1961 — a primeira vez que vimos o nome Mustang associado à Ford.

Continuar o sucesso

O sucesso não significou descanso. Em 2017 a Ford revelou um Mustang revisto com muitas novidades, não só visuais, como mecânicas e tecnológicas. Recebeu uma nova frente mais baixa, com novas óticas em LED, novos para-choques e no interior encontramos materiais renovados. As motorizações cumprem as mais exigentes normas e protocolos de testes; ganhou uma inédita caixa automática de 10 velocidades e novos equipamentos de segurança.

Entre estes, destacam-se o Cruise Control adaptativo, Aviso de Saída de Faixa e Ajuda à Manutenção de Faixa, Sistema de Assistência à Pré-Colisão com Deteção de Peões, Ford SYNC 3 com ecrã de 8 polegadas e, opcionalmente, um painel de instrumentos digital LCD de 12″.

A gama Mustang

Atualmente o Ford Mustang vê a sua gama distribuída por duas carroçarias. O Fastback (coupé) e o Convertible (descapotável) com duas motorizações: o 2.3 EcoBoost com 290 cv, o 5.0 Ti-VCT V8 com 450 cv — o Ford Mustang Bullitt recebe uma variante de 460 cv do mesmo V8. Estão também disponíveis duas transmissões, uma manual de seis velocidades e a já mencionada e inédita automática de 10 velocidades.

O Ford Mustang 2.3 EcoBoost encontra-se disponível a partir dos 54 355 euros com caixa manual e 57 015 euros com a caixa automática. Se optarmos pelo Mustang Convertible, esses valores ascendem a 56 780 euros e 62 010 euros, respetivamente.

O Ford Mustang 5.0 Ti-VCT V8 está disponível a partir dos 94 750 euros com caixa manual e 95 870 euros com caixa automática. Como Convertible, os valores sobem para os 100 205 euros e 101 550 euros, respetivamente.

Ford Mustang

 

O Ford Mustang Bullitt é uma edição limitada em homenagem ao filme homónimo de 1968 com Steve McQueen, que celebra este ano o 50º aniversário de estreia. Disponível com a cor Dark Highland Green, em alusão ao Mustang GT Fastback do filme, vem com mais pormenores exclusivos.

Temos de mencionar as jantes de cinco braços e 19″, as pinças a vermelho da Brembo, ou a ausência de símbolos da Ford — como o carro no filme. Também no interior vemos bancos desportivos da Recaro — as costuras dos bancos, consola central e do revestimento do painel de instrumentos adotam a cor da carroçaria —; e numa direta alusão ao filme, o manípulo da caixa é uma bola branca.

Além das cores exclusivas, o Ford Mustang Bullitt não traz símbolos que identifiquem a marca, como o modelo utilizado no filme, apresenta jantes exclusivas de cinco braços e 19″, pinças de travão da Brembo em vermelho e uma falsa tampa do depósito de combustível.

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