Marketing?

Rimac lucra com o acidente de Richard Hammond

Falem bem ou mal de mim, mas falem. Parece que esse princípio se aplica à Rimac, que após o acidente de Richard Hammond com o Concept One, há quase um ano, garantiu à marca explosiva exposição mediática.

“O Concept One foi chamado assim porque era apenas um projeto de aprendizagem. Nunca tínhamos pretendido vendê-lo.” São as palavras de Kreso Coric, diretor de vendas da Rimac, a pequena empresa croata, focada no fornecimento de soluções elétricas para a indústria automóvel, tendo já como clientes a Koenigsegg ou a Aston Martin.

No entanto, o seu destino seria dramaticamente e mediaticamente alterado, após Richard Hammond, ex-Top Gear e um dos três apresentadores do The Grand Tour, ter-se despistado com o Concept One — o primeiro hiperdesportivo elétrico da Rimac — na rampa de Hemberg, Suíça, a 10 de junho do ano passado. O carro capotou por algumas vezes, incendiou-se, mas Hammond conseguiu sair do carro a tempo, apesar de ferido, com um joelho fraturado.

Mas má publicidade é coisa que não existe, certo? Kreso Coric, em entrevista à Autocar, só pode concordar, sem margem para dúvidas, referindo que o acidente de Hammond “foi o melhor marketing de sempre”, e bastante lucrativo, vendendo, no próprio dia do acidente três Concept One. 

Rimac Concept One
Rimac Concept One

No entanto, apesar da “sorte”, Coric também refere que foi “assustador e sério e poderia ter acabado de uma forma diferente, e poderíamos todos ter acabado a precisar de um novo trabalho”.

Rimac, marca de hiperdesportivos?

Apenas oito Concept One chegaram a ser construídos, mas no último Salão de Genebra ficámos a conhecer o C_Two — o nome será outro após a apresentação do modelo final —, e traz objetivos muito mais ambiciosos, que cimentarão a Rimac como construtor de hiperdesportivos e não apenas como fornecedor especializado de componentes para elétricos — baterias, motores e caixas de velocidades.

O Rimac C_Two, apesar do preço por unidade ascender a mais de 1,7 milhões de euros — com a Rimac a registar, em média, a adição de 491 mil euros em opcionais (!) —, viu a procura exceder todas as expetativas, com a produção das 150 unidades previstas já praticamente toda alocada.

A produção, no entanto, só se iniciará em 2020, com o Rimac C_Two e estar ainda em desenvolvimento. As primeiras “mulas de testes” serão concluídas na segunda metade deste ano, e em 2019, 18 protótipos serão construídos.

Menos de 2,0s até aos 100 km/h

As especificações prometidas são assombrosas: 1914 cv de potência, 2300 Nm de binário, 1,95s dos 0-100 km/h, 11,8s até aos 300 km/h e uma velocidade máxima de… 412 km/h. Sem dúvida, números próprios de um hiperdesportivo.

O Rimac C_Two apresenta-se com quatro motores elétricos e quatro caixas de velocidades — de uma velocidade nas rodas da frente, e de duas velocidades nas rodas de trás. Foi a solução encontrada pela Rimac para baixar dos 2,0s dos 0 aos 100 km/h, o que não estava previsto inicialmente, mas após o anúncio bombástico do Tesla Roadster de que o conseguiria fazer — ainda não comprovado —, o construtor croata decidiu desenvolver mais o C_Two para o conseguir. Kreso Coric:

Nunca considerámos baixar dos 2,0s. Depois o Tesla Roadster apareceu com aqueles números malucos, que eles nunca comprovaram. Não gostamos de ser comparados com a Tesla, porque estão numa categoria distinta, mas é uma questão de mentalidade, porque é elétrico como nós.

Por causa de todo este hype à volta do Tesla, Mate Rimac desafiou realmente os nossos engenheiros. Nós queríamos bater esse resultado, mas não o queríamos revelar até termos a certeza de que seria possível de o alcançar.

Sabes responder a esta?
Qual a marca automóvel mais valiosa em 2018, de acordo com o ranking BrandZ Top 100 Most Valuable Global Brands?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

Estas são as 10 marcas de automóveis mais valiosas do mundo em 2018

Mais artigos em Notícias

Os mais vistos