Aston Martin Vantage GT3 obrigado a mudar de nome

25/03/2015
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O Aston Martin Vantage GT3 já foi apresentado e as 100 unidades a ser produzidas já têm destino certo. Mesmo assim, a nomenclatura GT3 terá de ser substituída por outra, devido aos direitos da Porsche sobre a tão apreciada identificação.

Já era previsível que a Porsche tivesse uma palavra a dizer sobre a denominação GT3 a que o mais radical dos Aston Martin Vantage recorre. Desde 1999 que a denominação adorna a carroçaria do Porsche 911, servindo de sinónimo para as versões mais puristas do lendário desportivo alemão.

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Os 911 GT3 foram e são desenvolvidos pela Porsche Motorsport, e servem de base aos 911 de competição que concorrem na categoria GT3 definida pela FIA. Mas o sucesso comercial dos 911 GT3, atravessando diversas gerações, é a razão pela qual a Porsche argumenta que a nomenclatura GT3 é propriedade sua, quando associada a modelos de estrada. Argumento contestado pela Aston Martin, que refere que a nomenclatura diz respeito a uma categoria de competição automóvel.

Sabe-se agora que esta disputa já tem meses. E a Porsche saiu vitoriosa da contenda, com a Aston Martin a não querer entrar num oneroso processo em tribunal. Consequência de tudo isto é o anúncio por parte da Aston Martin da alteração da denominação do Vantage GT3 para Vantage GT12. Para reforçar a mudança, também o Vantage GT3 de competição será doravante identificado como Aston Martin Vantage GT12.

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Curiosamente, a Porsche não se opôs à utilização da denominação no recente Bentley Continental GT3-R. Vantagem de pertencerem ao mesmo grupo?

Como nota final, a denominação GT3 surge originalmente num modelo de estrada não pela Porsche, mas pela Lotus. O Lotus Esprit GT3 surge em 1996, e, tal como o Porsche 911 GT3, tratava-se de uma versão aligeirada, despida e mais focada do Esprit. Ao contrário do 911 GT3, o Esprit GT3 era o modelo de acesso à gama, trocando o V8 por um 2 litros sobrealimentado de 4 cilindros e 240cv.

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