Pela primeira vez é HÍBRIDO. Já conduzimos o Nissan Juke Hybrid (2022)

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Pela primeira vez é HÍBRIDO. Já conduzimos o Nissan Juke Hybrid (2022)

O Nissan Juke Hybrid é a inédita variante híbrida do conhecido crossover japonês e já a guiámos em Barcelona, Espanha.

Em Barcelona, Espanha

O Nissan Juke Hybrid não só estreia uma nova motorização híbrida, como a ocasião foi aproveitada para «refrescar» o crossover japonês em vários aspetos.

Recebeu um novo para-choques que melhora a performance aerodinâmica, a grelha foi redesenhada para se assemelhar mais à do crossover elétrico Ariya, passou a ostentar o novo logótipo da Nissan, e atrás podemos ver um spoiler redesenhado.

Porém, a grande novidade é mesmo a nova motorização híbrida, que além de prometer consumos mais baixos passa a ser, também, a motorização mais potente da geração atual do Juke.

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O Diogo Teixeira já conduziu o Juke Hybrid em Barcelona, Espanha, e dá-nos a conhecer tudo sobre a inédita variante.

A motorização híbrida

Lançado em 2019, a segunda geração do Nissan Juke até agora só estava disponível com uma única motorização a gasolina, o 1.0 DIG-T de 114 cv. Finalmente foi adicionada mais uma opção motriz à gama, com o Juke Hybrid a assumir-se como o topo de gama.

A motorização híbrida que o equipa não é, no entanto, totalmente nova. Aproveitando as sinergias da Aliança Renault Nissan Mitsubishi, o Juke Hybrid herdou do Renault Clio E-Tech — proposta que já passou pela garagem da Razão Automóvel — a mesma motorização.

Nissan Juke Hybrid

Esta combina um quatro cilindros em linha com 1,6 l naturalmente aspirado de 94 cv de potência e 148 Nm, com um motor elétrico de tração de 36 kW (49 cv) e 205 Nm, juntando-se ainda um motor-gerador elétrico de 15 kW (20 cv), um inversor e uma bateria refrigerada por líquido de 1,2 kWh de capacidade.

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A transmissão é a parte mais intrigante da cadeia cinemática do Juke Hybrid, sendo feita através de uma caixa de velocidades multimodal de baixa fricção. Esta tem quatro relações para o motor de combustão e duas relações para o motor elétrico, não possuindo uma embraiagem convencional — recorre a embraiagens de patilhas e não anéis sincronizadores convencionais para mudar de relação.

Nissan Juke Hybrid

Contas feitas, o novo Juke Hybrid anuncia uma potência máxima combinada de 105 kW ou 143 cv, mais 29 cv que o 1.0 DIG-T, ao mesmo tempo que garante consumos, declara a Nissan, até 40% inferiores em ciclo urbano e até 20% inferiores em ciclo combinado.

Sendo um híbrido convencional (neste caso, do tipo série-paralelo), não precisamos de o carregar externamente como um híbrido plug-in. A pequena bateria que o equipa — posicionada por baixo da bagageira «rouba» 68 l de capacidade, fixando-a nos 354 l contra os 422 l do Juke só a combustão — não permite mais que 2-3 km de autonomia elétrica.

Pode parecer pouco, mas em conjunto com os momentos de desaceleração e travagem para recuperar energia e armazená-la na bateria, a Nissan diz que até 80% em condução urbana pode ser conseguida apenas com zero emissões.. A contribuir para esse cenário, os arranques são feitos sempre em modo elétrico, e pode ainda atingir os 55 km/h.

O novo Juke Hybrid é brindado ainda com a funcionalidade e-Pedal, como acontece no 100% elétrico Leaf, que permite usar apenas o pedal do acelerador para controlar o progresso do veículo. Ao contrário do Leaf, contudo, a função e-Pedal nunca chega a imobilizar o crossover — reduz a sua velocidade até os 5 km/h —, obrigando a usar o pedal do travão.

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Em Portugal

O novo Nissan Juke Hybrid já pode ser encomendado em Portugal, com os preços a arrancarem nos 32 700 euros. A versão que surge no vídeo é a Tekna, mais equipada, com preços a começar nos 35 100 euros.

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