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Nissan Juke Enigma testado. Será que ainda tem algo a esconder?

Apesar da designação Enigma desta versão, a segunda geração do Nissan Juke pouco ou nada tem de enigmático ou misterioso — é um livro aberto.

Após quase dois anos, reencontro-me com a segunda geração do Nissan Juke, agora nesta versão Enigma. Apesar do nome, de enigmática esta versão pouco ou nada tem. Além de adicionar alguns apontamentos estilísticos específicos e umas jantes de 19″ (de série), a grande novidade é o de ser o primeiro da Nissan na Europa a vir com o assistente Amazon Alexa.

Uma novidade que permite ligar o Juke Enigma ao dispositivo Alexa em casa que permite monitorizar e controlar várias funções do veículo remotamente. Podemos, entre outros, enviar uma morada para o sistema de navegação ou saber onde o carro está estacionado — a conectividade já era um dos argumentos do modelo, agora ainda mais.

Para além disso, o Nissan Juke continua igual a ele próprio, exatamente como me recordava do nosso primeiro encontro, destacando-se o amadurecimento desta segunda geração em relação ao impactante antecessor.

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Mais maduro, mas menos lúdico

Se esse crescimento (físico e metafórico) trouxe muitos aspetos positivos para o Juke, tenho de admitir que sinto falta, ao volante, do caráter mais lúdico da primeira geração.

Ao volante do Juke encontramos um B-SUV mais confortável e competente — mesmo tendo este Enigma as maiores rodas possíveis de equipar o Juke, com 19″ —, com qualidades estradistas reforçadas, mas que não consegue entreter ou cativar como o anterior.

Jantes de 19"
As jantes em liga leve Akari de 19” são de série, assim como o seu tom negro. São as rodas maiores que podem equipar o Juke, mas não se traduz em ruído de rolamento elevado; pelo contrário, está muito bem contido. O mesmo não podemos dizer do ruído aerodinâmico demasiado presente a velocidades de autoestrada perto do retrovisor, © Thomas van Esveld / Razão Automóvel

Continua a demonstrar agilidade, graças a um eixo dianteiro obediente e acutilante na sua resposta, mas o foco pende mais para a eficácia e sentimos que estamos mais “afastados da ação”. Algo para o qual contribuem os seus comandos, que são um pouco mais filtrados do que antes, reforçando essa percepção.

Esta nova atitude mais madura acaba por contrastar, em parte, com a sua aparência externa, que continua a ser das mais ousadas e distintas (e também controversas) de todo o segmento, sendo de realçar a evolução positiva no campo das proporções e coesão geral.

Bancos Monoform
Bancos Monoform são de série. Têm aspeto desportivo, com encostos de cabeça integrados e são revestidos a tecido com padrão específico. Revelaram-se confortáveis e o suporte do corpo é também bastante razoável. © Thomas van Esveld / Razão Automóvel

Apetite mais alto do que o esperado

O motor adequa-se ao caráter mais adulto. O 1.0 DIG-T, agora com 114 cv e não 117 cv (para estar em conformidade com a mais recente norma de emissões Euro 6D), tem força suficiente (200 Nm) para mover capazmente o Juke, mas apesar de cumprir tudo o que promete, falta alguma “efervescência” como a que encontramos, por exemplo, no 1.0 EcoBoost do Ford Puma.

Aqui surge associado à caixa manual de seis velocidades (precisa, mas com um tacto mais plástico que metálico) e garante um nível de performance aceitável, mas acabou por se revelar algo gastador.

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Mesmo a velocidades moderadas (90 km/h em nacional) os consumos nunca desceram dos cinco litros (como os rivais conseguem) e em autoestrada chegou mesmo a atingir os oito litros — um pouco estranho, quando o apetite foi um pouco mais comedido no passado, noutras passagens pela garagem da Razão Automóvel.

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É o carro certo para mim?

Tal é o ritmo acelerado deste segmento que, apesar de ainda não ter feito dois anos de vida, já quase podemos “acusar” o Nissan Juke de ser um veterano. Continua a ser uma proposta competitiva, com o Juke Enigma a destacar-se na muito boa relação preço-equipamento.

Além do mais, para quem procura um B-SUV que tenha bons argumentos como carro familiar, o Nissan Juke é uma muito boa opção. O espaço atrás está num bom plano, próximo dos rivais mais espaçosos, e a bagageira é uma das maiores do segmento. Peca apenas pela visibilidade traseira, que afeta tanto o condutor como os passageiros da segunda fila.

Preço

unidade ensaiada

26.130

Versão base: €25.930

IUC: €103

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 3 cilindros em linha
    • Capacidade: 999 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Injeção direta, turbocompressor
    • Distribuição: 2 a.c.c.; 4 válv. por cilindro (12 válv.)
    • Potência: 114 cv às 5000 rpm
    • Binário: 200 Nm entre as 1750-3750 rpm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Manual de 6 velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4210 mm / 1800 mm / 1595 mm
    • Distância entre os eixos: 2636 mm
    • Bagageira: 422-1088 l
    • Jantes / Pneus: 225/45 R19
    • Peso: 1262 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 6,2 l/100 km
    • Emissões de CO2: 140 g/km
    • Vel. máxima: 180 km/h
    • Aceleração: 10,7s
  • Garantias
    • Pintura e corrosão: Pintura: 3 anos; Corrosão: 12 anos
    • Mecânica: 3 anos ou 100 000 km
  • Equipamento
    • Cruise Control e limitador de velocidade
    • Identificador de sinais de trânsito
    • Sistema inteligente Anticolisão com deteção de peões e ciclistas
    • Assistente inteligente de Manutenção de Faixa
    • Sistema de faróis inteligentes
    • Alarme periférico
    • Sensor de pressão de Pneus com informação independente das 4 rodas
    • Ar condicionado automático
    • Volante multifunções com controlo de audio, telefone, cruise control e limitador de velocidade
    • Volante e punho de mudanças de velocidades em pele
    • Bancos dianteiros desportivos Monoform
    • Apoio de braço dianteiro central com consola
    • Painéis das portas e painel de instrumentos em pele sintético
    • Luz ambiente
    • Chão da bagageira com fundo duplo
    • Jantes em liga leve Akari de 19''
    • Carroçaria Two Tone: Teto + capas dos espelhos retrovisores à cor do teto
    • Faróis LED (Frente, Trás, Diurnos e de Nevoeiro Traseiros)
    • Espelhos exteriores, ajustáveis e eletricamente dobráveis, aquecidos e com indicador integrado
    • Vidros traseiros escurecidos
    • Personalização exterior do ENIGMA com vinis e logotipo
    • Chave inteligente
    • Câmara de visão traseira
    • Apple® CarPlay + Android® Auto
    • Sistema de reconhecimento de voz com comandos en volante
    • Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros com detecção de objetos em movimento
    • Ecrã multimédia 8''
    • Sensor de chuva
Extras
Pearl White & Black Roof (Metalizado): 750,00 €;
Avaliação
7 / 10
Como referimos no início, o Nissan Juke é um "livro aberto", mesmo tratando-se do… Enigma. Se esta segunda geração não replica o impacto do antecessor, é uma proposta mais completa, versátil e madura. Continua a ser competitivo a vários níveis, tendo em conta a rápida renovação do segmento, e mesmo não tendo características que o destaquem dos seus rivais, exceção feita ao seu aspeto e ao conteúdo tecnológico reforçado desta versão.
  • Relação preço/equipamento
  • Conectividade
  • Bagageira
  • Consumos
  • Montagem
  • Visibilidade traseira

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