Novo BMW X1. Diversidade não falta: Gasolina, Diesel, Híbrido plug-in e inédito elétrico iX1

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Apresentação

Novo BMW X1. Diversidade não falta: Gasolina, Diesel, Híbrido plug-in e inédito elétrico iX1

A terceira geração do BMW X1 destaca-se desde logo pela introdução de uma inédita variante 100% elétrica, o iX1. Começa a chegar ao mercado em outubro.

O BMW X1, o SUV mais pequeno da marca e também o seu mais vendido na Europa, vê ser revelada a sua terceira geração e são muitas as novidades, a começar pela introdução do inédito iX1, que é totalmente elétrico.

O tópico da eletrificação é, de facto, um dos principais destaques na nova geração do SUV compacto da BMW que, além do elétrico iX1, reforça a aposta híbrida plug-in com duas versões e maior autonomia e adiciona sistemas mild-hybrid 48 V às motorizações só a combustão xDrive23i (gasolina) e xDrive23d (gasóleo).

Além destas, a gama do novo SUV integra ainda as versões sDrive18i e sDrive18d, respetivamente, gasolina e gasóleo, e as únicas com duas rodas motrizes. Todos os restantes X1 e iX1 têm quatro rodas motrizes.

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BMW X1 e iX1
Três formas de ser X1: a combustão (laranja), híbrido plug-in (cinzento) e 100% elétrico (branco).

iX1, o novo degrau de acesso aos elétricos da BMW

Com o fim já anunciado da produção do BMW i3 para este mês de junho, o novo iX1 irá assumir o papel de elétrico mais acessível da marca bávara. Apesar desse estatuto, ao estar apenas disponível na versão xDrive30 — por enquanto não se sabe se será a única —, promete muita potência e performance.

O iX1 xDrive30 integra a quinta geração da tecnologia BMW eDrive e surge com dois motores elétricos, um por eixo, que garantem uma potência máxima de 230 kW ou 313 cv (disponível apenas temporariamente, como um overboost) e um binário máximo de 494 Nm.

Valores suficientes para impulsionar o iX1 até aos 100 km/h em lestos 5,7s e alcançar eletronicamente limitados 180 km/h de velocidade máxima.

A alimentar os dois motores elétricos temos uma bateria de iões de lítio montada no chão da plataforma, com 64,7 kWh de capacidade útil, dando ao iX1 uma autonomia máxima que varia de acordo com o equipamento, entre os 413 km e 438 km. Anuncia ainda consumos entre os 18,4 kWh e os 17,3 kWh.

O BMW iX1 traz de série carregador interno de série de 11 kW (corrente alternada) que pode ser, opcionalmente, de 22 kW, demorando, respetivamente, 6h30min e 3h45min a carregar dos 0 aos 100% a bateria.

Usando corrente contínua, a potência de carga sobe para os 130 kW, permitindo acelerar o carregamento, como os anunciados 29 minutos para que a carga da bateria suba dos 10% até aos 80%.

Num posto de carregamento que permita estas potências, 10 minutos bastam para adicionar energia suficiente para 120 km.

Híbridos plug-in com mais autonomia

Além da novidade elétrica iX1, há mais novidades eletrificadas. Nesta nova geração, o BMW X1 passa a contar com duas variantes híbridas plug-in, as xDrive25e e xDrive30e.

Ambas combinam um motor a gasolina de três cilindros com 1,5 l que garante tração ao eixo dianteiro, com um motor elétrico que dá tração ao eixo traseiro. A diferenciá-las está a performance.

O BMW X1 xDrive25e anuncia uma potência máxima combinada de 180 kW (245 cv) e 477 Nm (136 cv do motor a gasolina mais 109 cv do motor elétrico), enquanto o X1 xDrive30e anuncia 240 kW (326 cv) e 477 Nm (150 cv do motor a gasolina e 177 cv do motor elétrico).

Valores que permitem ao X1 xDrive25e fazer os clássicos 0-100 km/h em 6,8s e atingir os 190 km/h de velocidade máxima, enquanto o X1 xDrive30e melhora esses registos para, respetivamente, 5,7s e 205 km/h.

Comum a ambos é a bateria com 14,2 kWh de capacidade útil (antes era 8,8 kWh), que garante ao par de híbridos plug-in uma autonomia em modo elétrico entre 78 km e 89 km, um aumento expressivo relativamente aos poucos mais de 50 km do antecessor.

Também mais potente é o carregador interno, que passou de 3,7 kW para 7,4 kW, que permite carregar a bateria por inteiro em 2,5 horas.

Motores de combustão mais eficientes

A restante gama de motorizações divide-se em duas a gasolina e duas Diesel. No primeiro caso contamos com um 1.5 turbo de três cilindros (sDrive18i) e um 2.0 turbo de quatro cilindros (xDrive23i).

Ambos funcionam de acordo com o mais eficiente ciclo Miller e debitam, respetivamente, 136 cv e 204 cv.

No segundo caso, a gasóleo, contamos com um quatro cilindros de 2,0 l para ambas as versões — sDrive18d e xDrive23d —, mas com patamares distintos de potência, sendo, respetivamente, de 150 cv e 197 cv.

As versões xDrive23i e xDrive23d contam ainda com o auxílio de um sistema mild-hybrid de 48 V, que integra um motor elétrico que pode acrescentar, em certos contextos de utilização, mais 14 kW ou 19 cv e 55 Nm.

Comum a todas as motorizações, exceção feita ao totalmente elétrico iX1, é a presença de uma caixa automática (dupla embraiagem) de sete velocidades — o novo X1 é o mais recente modelo a despedir-se da caixa de velocidades manual na BMW, como já vimos acontecer com o renovado Série 3.

Argumentos reforçados por dentro

Se as novidades ao nível das motorizações são mais que muitas, a nova geração do BMW X1 também trouxe com ela argumentos reforçados como veículo familiar.

A nova geração está mais comprida, alta e larga, o que se traduziu em cotas internas majoradas e versatilidade acrescida. A segunda fila de bancos, por exemplo, pode ver as suas duas secções (60:40) ajustadas longitudinalmente (em opção nas versões só a combustão) em 13 cm de forma individual. De série, a segunda fila de bancos vem na configuração 40:20:40.

Também a bagageira é maior, tendo agora 540 l de capacidade (mais 35 l que no antecessor) nas versões a combustão e 490 l (mais 40 l) nos híbridos plug-in e no iX1.

Como tem sido a norma nos mais recentes lançamentos da BMW, desde o iX, também o tabliê do X1 e iX1 é dominado pelo BMW Curved Display, composto por dois ecrãs, um de 10,25″ (painel de instrumentos) e outro tátil de 10,7″ (infoentretenimento com o BMW Operating System 8).

A BMW anuncia ainda que a especificação de série em todos os novos X1 foi reforçada, trazendo de série em todas as versões ar condicionado bizona, volante desportivo em pele, sistema de navegação e diversos assistentes à condução, incluindo o Parking Assistante e Reversing Assist Camera. De série vem ainda com Apple CarPlay e Android Auto.

Claro que, como manda a tradição, continua a haver espaço para uma elevada personalização e uma extensa lista de opcionais que vão desde a iluminação ambiente ao teto panorâmico, ou o sistema áudio da Harman Kardon.

Quando chega?

Os primeiros BMW X1 a chegar serão os equipados apenas com motor a combustão (gasolina e Diesel) a partir do mês de outubro, com as duas variantes híbridas plug-in e o 100% elétrico iX1 a chegarem pouco tempo depois, em novembro. Não foram divulgados ainda preços.

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