Recharge No modo Recharge está a reduzir a sua pegada ecológica.

Obrigado por guardar energia para o que mais importa.

Uma iniciativa
x

Recharge

Estamos a guardar energia para o que mais importa.

Desde 41 501 euros

Agora só como híbrido plug-in. Testámos o Mitsubishi Eclipse Cross

Inserido num segmento onde não falta concorrência, será que o renovado Mitsubishi Eclipse Cross tem argumentos para «vingar»?

Recentemente renovado, o Mitsubishi Eclipse Cross não só viu o seu visual tornar-se mais convencional (sobretudo atrás) como abdicou, pelo menos no nosso mercado, das motorizações só a combustão, adotando uma inédita motorização híbrida plug-in, que muitos sucessos assegurou ao seu «irmão» mais velho, o Outlander.

O único «problema» é que enquanto o Outlander teve pouca ou nenhuma concorrência aquando do seu lançamento, o Eclipse Cross PHEV tem um autêntico «exército» de adversários a postos para lhe «dificultar a vida» num dos segmentos mais concorridos da Europa.

Posto isto, será que a renovação de que o Eclipse Cross foi alvo o dotou de argumentos suficientes para bater a concorrência? Ou estará o modelo nipónico «condenado» a uma existência discreta no mercado nacional?

A NÃO PERDER: Hyundai Tucson PHEV. Depois do híbrido «normal» testámos o de «ligar à tomada»
Mitsubishi Eclipse Cross PHEV
Sim, é verdade que não é uma novidade absoluta, mas o facto de não ser um modelo muito visto (nem a marca o é nestes últimos anos) e de contar com um perfil próximo ao de um SUV-Coupé ajudam-no a destacar-se na «selva» que é o trânsito urbano. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel
As emissões de carbono deste teste serão compensadas pela BP
Saiba como pode compensar as emissões de carbono do seu automóvel Diesel, gasolina ou GPL.

Podia ter mais espaço

No interior que não mudou tanto como o exterior, uma das maiores novidades é o novo ecrã de 8”. Bem posicionado, este «alberga» um sistema de infoentretenimento auxiliado por úteis comandos físicos, que é muito muito completo (particularmente na parte relativa ao funcionamento do sistema híbrido), mas com um grafismo que já parece datado, quando comparado com outros.

Já os materiais usados merecem uma nota positiva, sendo, maioritariamente, suaves ao toque. Aliás, a agradabilidade geral a bordo do Eclipse Cross PHEV surpreendeu-me pela positiva, com todos os comandos a apresentarem um bom peso e a robustez geral da montagem a fazer justiça à fama das marcas nipónicas.

Ainda no interior, destaque para a manutenção de vários comandos físicos, algo que para alguns pode ser considerado antiquado, mas que, a meu ver, é uma mais valia ergonómica, que só é manchada pelo posicionamento estranho dos comandos do não muito completo computador de bordo.

Se no capítulo da qualidade geral o Eclipse Cross PHEV é capaz de se bater, taco-a-taco, com os concorrentes, no capítulo da habitabilidade a proposta nipónica desilude um pouco.

O espaço para pernas na segunda fila é apenas razoável (ao menos a elevação ao centro no piso é praticamente inexistente) e a bagageira é das mais pequenas do segmento, oferecendo somente 359 litros. Por exemplo, as versões híbridas plug-in de concorrentes como o Opel Grandland (390 l), Citroën C5 Aircross (460-600 l) ou Ford Kuga (411 l) têm bagageiras maiores.

Eficiência é a norma

Equipado com o mesmo sistema híbrido plug-in que já conhecíamos do Outlander PHEV, e que continua a ser único na sua forma de funcionamento, o Eclipse Cross PHEV impressiona pela suavidade com que o sistema gere a ação do motor de combustão e dos dois motores elétricos (um no eixo dianteiro e outro no traseiro).

No meio urbano, e principalmente enquanto a bateria está carregada, o motor de combustão mantém-se praticamente sempre «calado», ajudando-nos a poupar muito combustível.

Aliás, a predominância do modo de condução elétrico é tal — o sistema vai alternando, de forma automática entre os modos EV (elétrico), Série (apenas motores elétricos fazem mover o veículo com motor de combustão a servir de gerador) e Paralelo (motor de combustão e motor elétrico traseiro em conjunto) — que nos primeiros quilómetros que percorri ao volante do Eclipse Cross PHEV a média registada pelo computador de bordo era de uns irrisórios 1,5 l/100 km.

LEIAM TAMBÉM: Volkswagen Tiguan eHybrid. O que ganhou o “best-seller” da Volkswagen com a eletrificação?

Já em modo 100% elétrico percorri cerca de 35 km, um valor abaixo dos 45 km anunciados e dos números apresentados pela concorrência, mas devo admitir que essa autonomia elétrica foi alcançada numa condução sem grandes preocupações com os consumos.

Sistema de infoentretenimento
Muito completos, os gráficos de consumos e do sistema híbrido não são particularmente fáceis de interpretar. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Por fim, quando a bateria se viu sem carga, o motor de 2.4 l foi «chamado à ação» e também nessa situação a suavidade de funcionamento merece destaque, tal como os consumos, que mesmo numa condução acelerada e com longas filas de trânsito à mistura, se ficaram entre os 6 l/100 km e os 6,5 l/100 km.

A NÃO PERDER: Renault Captur E-TECH (híbrido plug-in). O mais económico é também o mais caro. Vale a pena?

Focado no conforto

Como já devem ter percebido, o foco do sistema híbrido plug-in do Eclipse Cross está na eficiência. Posto isto, e apesar de ter 188 cv de potência combinada, o modelo da Mitsubishi aprecia sempre ritmos mais moderados.

Não quero com isto dizer que se trata de um modelo lento, mas as suas prestações são, como seria de esperar, apenas razoáveis quando comparadas às de adversários com bem mais potência. As quase duas toneladas de peso também não ajudam neste capítulo.

Mitsubishi Eclipse Cross PHEV motor
A bateria pode ser recarregada em corrente alternada (AC) até 3,7 kW; e em corrente contínua (DC) até 22 kW. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Além disso, também o comportamento dinâmico evidencia esse carácter mais «pacato» do modelo japonês. A suspensão revela o seu foco no conforto (que está em muito bom nível) e quando chegam as curvas a compostura não é a mesma de outros concorrentes ou até da antiga versão com motor de combustão, com o amortecimento a ser algo macio.

Ainda assim, a direção é precisa e todo o comportamento revela-se seguro e previsível, apenas não tem o foco no comportamento que outras propostas evidenciam (também não podemos ser todos iguais, não é?).

Descubra o seu próximo carro:

Por fim, e no que diz respeito aos modos de condução deste Eclipse Cross PHEV, temos um total de cinco: Snow (neve), Gravel (gravilha), Eco, Normal e Tarmac. Os dois primeiros são pensados para situações muito específicas, por isso limito-me a falar-vos dos três últimos.

Mitsubishi Eclipse Cross PHEV
O tempo de carregamento é de 6 horas numa tomada de 230 V; 4 horas numa de 3,7 kW e numa tomada DC é possível carregar dos 0 aos 80% em 25 minutos. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

O modo Eco torna a resposta do acelerador demasiado «pacata» e o melhor mesmo é usá-lo somente quando já circulamos a uma velocidade estabilizada. Já o Tarmac (uma espécie de modo desportivo) torna a resposta demasiado brusca e, curiosamente, afastada do carácter deste Eclipse Cross PHEV. Posto isto, não é difícil perceber que o Normal permite-nos conjugar o «melhor de dois mundos».

É o carro certo para si?

Agora que conta com um visual mais convencional (e mais fácil de aceitar) e que viu «desaparecer» a concorrência interna do Outlander, o Mitsubishi Eclipse Cross PHEV tem, ao mesmo tempo, uma tarefa mais fácil no mercado, mas também uma maior responsabilidade no seio da marca nipónica.

Emblema Plug-in Hybrid EV © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Com uma qualidade geral digna de registo, um interessante sistema híbrido plug-in com provas dadas e um bom nível de conforto, o Eclipse Cross PHEV «perde» algum terreno para a concorrência em áreas como a habitabilidade.

VEJAM TAMBÉM: Testámos o Jeep Compass Trailhawk 4xe. Vale a pena eletrificar a “aventura”?

No entanto, a Mitsubishi tem no Eclipse Cross PHEV uma opção a ter em conta num dos mais concorridos segmentos, com consumos baixos no «mundo real», mas a verdade é que nem o restyling (mais extenso do que é o habitual) consegue disfarçar a idade do modelo em várias áreas (já conta com cinco anos de mercado, mas deriva do ainda mais veterano Outlander).

Preço

unidade ensaiada

41.951

Versão base: €41.501

IUC: €205

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha
    • Capacidade: 2360 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Motor de combustão: injeção indireta; Motores elétricos: bateria de iões de lítio com 13,8 kWh
    • Distribuição: DOHC, 4 válv./cil., 16 válvulas
    • Potência: Motor combustão: 98 cv às 4000 rpm; Motor elétrico dianteiro: 60 kW (82 cv); Motor elétrico traseiro: 70 kW (95 cv); Potência máxima combinada: 188 cv
    • Binário: Motor combustão: 193 Nm às 2500 rpm; Motor elétrico dianteiro: 137 Nm; Motor elétrico traseiro: 195 Nm
  • Transmissão
    • Tracção: Integral
    • Caixa de velocidades: Caixa redutora (1 vel.)
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4545 mm / 1805 mm / 1685 mm
    • Distância entre os eixos: 2670 mm
    • Bagageira: 359 litros
    • Jantes / Pneus: 225/55 R18
    • Peso: 1985 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 2,0 l/100 km; 19,3 kWh/100 km
    • Emissões de CO2: 46 g/km
    • Vel. máxima: 162 km/h (135 km/h em modo elétrico)
    • Aceleração: 10,9s
  • Equipamento
    • Barras de tejadilho em preto
    • Espelhos retrovisores na cor da carroçaria, aquecidos e com rebatimento automático
    • Vidros laterais traseiros escurecidos
    • Faróis de nevoeiro LED dianteiros
    • Faróis dianteiros em LED com nivelamento manual
    • Farolins traseiros em LED
    • Lava-faróis
    • Luz de circulação diurna (DRL) LED
    • Máximos Automáticos (AHB)
    • Sensores de luz
    • Sensores de chuva com limpa-vidros automático (2 velocidades, intermitente e variável, automático)
    • Banco do condutor com regulação eléctrica
    • Banco do passageiro com regulação manual
    • Bancos dianteiros aquecidos
    • Banco traseiro com rebatimento 60:40
    • Bancos em Pele e Alcantara (Pretos) com costuras prateadas
    • Coluna de direção com ajuste em altura e profundidade
    • Ecrã multifunções (LCD) a cores incluindo informação do sistema PHEV
    • Head Up Display (HUD)
    • Travão de estacionamento elétrico com função Auto Hold
    • Volante em pele
    • Espelho retrovisor interior anti encandeamento
    • Palas de sol com espelho de cortesia com tampa, suporte para bilhetes e luz
    • Conector para carga rápida (CHAdeMO)
    • Conector para carregador AC Type 2
    • Sistema de arrefecimento da bateria
    • Limitador de velocidade com comandos no volante
    • Jantes de liga leve de 18"
    • Brake Assist System (BAS)
    • Sistema de Ajuda ao Arranque em Subida (HSA)
    • Sistema Ultrassónico de Mitigação de Aceleração Acidental (UMS)
    • Sistema de Reconhecimento de Sinais de Trânsito (TSR)
    • Sistema de Monitorização da Pressão dos Pneus (TMPS)
    • Sistema de Mitigação de Colisão Frontal (FCM)
    • Sistema de Alerta de Desvio de Faixa (LDW)
    • Compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto
    • Cruise control com comandos no volante
    • Sistema de arranque sem chave
    • Ar condicionado automático Bi-zona
    • Condutas traseiras de aquecimento para os bancos da 2ª fila
Extras
Pintura metalizada — 450 €.
Avaliação
6 / 10
Apesar de recentemente renovado, o Mitsubishi Eclipse Cross PHEV não tem uma tarefa fácil pela frente. O modelo japonês apresenta-se com uma habitabilidade abaixo da média, bem como prestações e uma autonomia em modo elétrico melhoráveis. E ao contrário do Outlander, o Eclipse Cross PHEV tem muito mais rivais a enfrentar, mais competentes em várias áreas. Já a seu favor, o Eclipse Cross PHEV apresenta um nível de eficiência que a maioria dos concorrentes não consegue igualar, uma boa qualidade geral e um sistema híbrido plug-in cuja suavidade de funcionamento é referência. Será que tudo isto chega para o transportar para o lugar de destaque outrora pertencente ao Outlander PHEV? É pouco provável, mas deverá assegurar que a proposta japonesa não é apenas uma nota de rodapé no segmento.
  • Eficiência e suavidade do sistema híbrido plug-in
  • Conforto
  • Tração às quatro rodas (opção rara no segmento)
  • Qualidade geral
  • Equipamento
  • Prestações
  • Capacidade da bagageira
  • Localização de alguns comandos
  • Autonomia elétrica abaixo da média
Sabe responder a esta?
Em que ano foi revelado o Opel Calibra?
Não acertou..

Mas pode descobrir a resposta aqui::

Lembras-te deste? Opel Calibra, esculpido pelo vento

Mais artigos em Testes, Ensaio