Recharge No modo Recharge está a reduzir a sua pegada ecológica.

Obrigado por guardar energia para o que mais importa.

Uma iniciativa
x

Recharge

Estamos a guardar energia para o que mais importa.

Apresentação

Há um novo Subaru WRX e ganhou genes… de crossover

O novo Subaru WRX tem uma nova plataforma, um novo motor — ainda boxer — e traz com ele uma caixa manual. Fiquem a conhecê-lo.

É impossível não reparar na “armadura” a negro que contorna os arcos de rodas retilíneos e a base da carroçaria que o novo Subaru WRX exibe, como se fosse um qualquer crossover.

Se não é o primeiro sedã a herdar genes visuais dos crossover — houve um Volvo S60 Cross Country e hoje temos um Polestar 2 —, vê-lo associado ao carro cujo legado recua ao tempo dos lendários Impreza WRX STi, é uma visão estranha.

A entrada de ar sobre o capô, por outro lado, é mais familiar, mas a típica asa traseira que costumava adornar o WRX e antecessores peca pela sua ausência, surgindo no seu lugar um mais discreto spoiler traseiro.

VEJAM TAMBÉM: Travis Pastrana e Subaru WRX STI destroem recorde da rampa de Mt. Washington

Nova plataforma

De resto, porém, o novo Subaru WRX continua igual a ele próprio, mesmo trazendo com ele muitas novidades.

A começar pela sua plataforma, a Subaru Global Platform (SGP), estreada pelo Impreza em 2016 e que já serve de fundação a praticamente toda a gama do construtor japonês, como o SUV Ascent, ou o Outback.

2022 Subaru WRX

Demarca-se pelo aumento da rigidez à torção em 28% e dos pontos de ancoragem da suspensão em 75% que, de acordo com a marca, dá ao WRX melhores características ao nível da condução e comportamento.

VEJAM TAMBÉM: Yaris GRMN vs GR Yaris. Duelo esperado com resultado anunciado

Destaque ainda por a SGP permitir um centro de gravidade mais baixo e pela fixação da barra estabilizadora traseira diretamente à carroçaria e não à sub-estrutura como anteriormente, reduzindo os índices de rolamento.

2022 Subaru WRX

Novo motor, mas ainda boxer

Também o motor é novo. Ainda mantém-se fiel ao boxer de quatro cilindros e ainda continua longitudinalmente montado à frente, mas recorre agora ao FA24F, com 2,4 l de capacidade e turbo já usado no Ascent e Outback.

2022 Subaru WRX

No caso do novo Subaru WRX, ganhou alguma potência, debitando um máximo de 275 cv (264 cv nos modelos mencionados), mas perdeu um pouco de binário, fixando-se nos 350 Nm (contra os 376 Nm). A marca japonesa não divulgou ainda dados relativos à sua performance.

O boxer está acoplado a uma caixa manual de seis velocidades – uma opção cada vez mais rara hoje em dia – ou, em opção, a uma automática denominada Subaru Performance Transmission que garante, diz a Subaru, passagens até 30% mais rápidas a mudar de relação para cima e até 50% mais rápidas a reduzir.

2022 Subaru WRX

Como não podia deixar de ser, o novo Subaru WRX tem tração às quatro rodas, recorrendo ao mais que comprovado Subaru Symmetrical All-Wheel Drive com Active Torque Vectoring (vetorização do binário).

TÊM DE VER: É o adeus ao lendário EJ20, o quatro cilindros boxer da Subaru

Uma base mais rígida, complementada por uma nova direção de assistência elétrica e uma suspensão dianteira com geometria revista e um acerto otimizado em circuito, prometem dar ao novo WRX uma resposta mais rápida e maior precisão às nossas ordens, incrementando em simultâneo a sua performance dinâmica como o seu conforto de rolamento.

Por fim, é no interior que vemos, talvez, a maior revolução. O tabliê do novo Subaru WRX passa a ser dominado por um generoso ecrã tátil de 11,6″, disposto verticalmente, integrando Apple CarPlay e Android Auto.

Virá para a Europa?

Apesar do formato sedã, os maiores rivais do novo Subaru WRX deverão ser hot hatch como o Volkswagen Golf R ou até o mais pequeno, e também (muito) influenciado pelos ralis, Toyota GR Yaris. Se os números iniciais parecem modestos, espera-se que a futura versão STi os aumente substancialmente.

O novo Subaru WRX foi apresentado nos Estados Unidos da América, sendo a América do Norte o seu principal destino. Neste lado do Atlântico, é pouco provável que chegue ao “velho continente”, dado a “guerra às emissões” que está a acontecer por cá. Em Portugal então, é mesmo para esquecer, dado que nem a marca é por cá comercializada.

Mais artigos em Notícias