Recharge No modo Recharge está a reduzir a sua pegada ecológica.

Obrigado por guardar energia para o que mais importa.

Uma iniciativa
x

Recharge

Estamos a guardar energia para o que mais importa.

Apresentação

Há um novo Citroën C3, mas não vem para a Europa

É um novo Citroën C3, mas não vem para a Europa. O novo utilitário francês terá como destino os mercados indiano e sul-americano.

A Citroën quer crescer internacionalmente, para lá das fronteiras europeias (o objetivo é de ter 30% do total das suas vendas fora da Europa), e este novo C3 é um importante passo nesse sentido, um modelo desenvolvido e produzido na Índia e América do Sul, que são os seus mercados preferenciais.

Ou seja, este C3 não vem para a Europa, nem vai substituir o C3 que é atualmente comercializado por cá, modelo que foi renovado há mais ou menos um ano.

O novo C3 é o primeiro modelo a sair do programa “C Cubed”, que dará origem ainda a mais dois modelos, a lançar até 2024, que também terão como destino principal o mercado indiano e sul-americano.

VEJAM TAMBÉM: C5 X. Já estivemos, brevemente, com o novo topo de gama da Citroën
Citroën C3 2021
A aparência é claramente influenciada pela dos SUV e como acontece noutros modelos da marca, o novo C3 também permite uma elevada personalização.

Trata-se de um utilitário imbuído de genes SUV, destacando-se os 18 cm de distância ao solo, tendo sido dada atenção particular aos ângulos de ataque e saída e à proteção da parte inferior do veículo — quase como se fosse um todo o terreno.

É uma adaptação necessária tendo em conta os mercados onde vai ser comercializado. Por exemplo, a Índia tem 5,5 milhões de quilómetros de estradas, mas 40% delas não são alcatroadas.

Citroën C3 2021

Também o comprimento do novo Citroën C3, abaixo dos quatro metros (3,98 m para sermos precisos), torna-o mais adequado para o mercado indiano, onde a carga fiscal incide sobre o comprimento dos veículos (veículos acima dos 4,0 m são mais penalizados).

Tal como o “nosso” C3, este novo C3 tem como base a plataforma PF1, a antecessora da atual CMP (Peugeot 208, Opel Corsa, Citroën C4), tendo a mesma distância entre eixos do seu “irmão” europeu, 2,54 m.

Citroën C3 2021

A maior altura da carroçaria, no entanto, permite cotas internas mais generosas, com a Citroën a afirmar que o novo C3 é referência no segmento no espaço atrás para a cabeça, ombros e cotovelos. A bagageira varia entre os 300 l para o mercado sul-americano e os 315 l para o mercado indiano.

VEJAM TAMBÉM: Hyundai Casper. Mini-SUV para a cidade, mas não para a Europa

Ainda no interior, não faltam generosos espaços de arrumação e, apesar de ser uma proposta mais focada no preço, não faltam conteúdos tecnológicos. Vem com o maior ecrã tátil do segmento (10″), inclui a função Mirror Screen, sendo compatível com Apple CarPlay e Android Auto e também traz reconhecimento de voz, e vários pontos de carga (USB) para os smartphones.

Interior C3 2021

Fica por saber apenas que motorizações farão parte do novo C3 que ainda não foram anunciadas pela marca francesa.

Produção local

O novo Citroën C3 só será lançado no primeiro semestre de 2022 e será produzido localmente, no Brasil e na Índia. Na América do Sul, mercado onde a Citroën já se encontra presente desde a década de 60, o novo C3 será produzido na fábrica de Porto Real, no Brasil.

Interior C3 2021

A novidade passa mesmo pela chegada da Citroën à Índia, um mercado que possui um interessante potencial de crescimento, prevendo-se que se torne o terceiro maior do mundo até 2025, com vendas anuais superiores a quatro milhões de unidades.

VEJAM TAMBÉM: Já testámos o Citroën AMI. O derradeiro elétrico para a cidade?

A marca francesa estreou-se no mercado indiano recentemente, com a importação do maior C5 Aircross, mas o novo C3 será produzido localmente. Evita assim as penalizadoras tarifas de importação e terá um elevado nível de integração local, superior a 90%, fruto das joint ventures firmadas entre o Grupo Stellantis e as empresas do Grupo CK Birla (montagem e distribuição de automóveis, e fabrico de grupos propulsores).

Mais artigos em Notícias