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Apresentação

Mercedes-Benz antecipa interior do EQS com o Hyperscreen

Em antecipação à revelação total no próximo dia 15 de abril, a Mercedes-Benz deu-nos a conhecer mais sobre o seu porta-estandarte elétrico, o EQS.

O Mercedes-Benz EQS, o novo porta-estandarte elétrico da marca alemã, será revelado totalmente dentro de algumas semanas, mas não tem sido impedimento para conhecermos antecipadamente várias características do inédito modelo.

Após a revelação do concept em 2019, tivemos oportunidade de o conduzir no início de 2020 e ficámos a saber que o EQS estreará o MBUX Hyperscreen, um aparentemente ininterrupto ecrã gigante com 141 cm de largura (são na realidade três ecrãs OLED). Agora podemos o ver integrado no interior do modelo de produção.

O Hyperscreen será, no entanto, um item opcional no novo EQS, com a Mercedes-Benz a também aproveitar a oportunidade para mostrar o interior que virá de série do seu novo modelo (ver imagens mais abaixo), que adota uma disposição idêntica à que vimos no Classe S (W223).

TEM DE VER: MBUX Hyperscreen revelado. O senhor… dos ecrãs

No novo interior, além do impacto visual do Hyperscreen podemos ver um volante em tudo idêntico ao do Classe S, uma consola central elevada a separar os dois lugares dianteiros, mas com um espaço vazio por baixo da mesma (não há túnel de transmissão) e espaço para cinco ocupantes.

O novo Mercedes-Benz EQS promete ser mais espaçoso que o Classe S, consequência da plataforma dedicada para veículos elétricos em que assenta, a EVA. A ausência de um motor de combustão à frente e a colocação da bateria entre a generosa distância entre eixos permite “empurrar” as rodas para mais perto dos cantos da carroçaria, resultando em secções dianteiras e traseiras mais curtas, maximizando o espaço dedicado aos ocupantes.

O mais aerodinâmico de todos os Mercedes

Ou seja, a arquitetura do EQS traduz-se num design exterior de proporções distintas daquelas que vemos no tradicional Classe S. O perfil do Mercedes-Benz EQS caracteriza-se por ser do tipo “cab-forward” (habitáculo em posição avançada), onde o volume de habitáculo é definido por uma linha em arco (“one-bow”, ou “um arco”, de acordo com os designers da marca), que vê os pilares nas extremidades (“A” e “D”) prolongarem-se até e sobre os eixos (dianteiro e traseiro).

Mercedes-Benz EQS

A berlina elétrica de linhas fluídas promete também ser o modelo com o menor Cx (coeficiente de resistência aerodinâmica) entre todos os modelos de produção da Mercedes-Benz. Com um Cx de apenas 0,20 (atingidos com as jantes de 19″ AMG e no modo de condução Sport), o EQS consegue melhorar o registo do renovado Tesla Model S (0,208) como do Lucid Air (0,21) — os mais diretos rivais da proposta alemã.

Apesar de ainda não o podermos ver em toda a sua plenitude, a Mercedes-Benz diz que a aparência exterior do EQS será caracterizada pela ausência de vincos e por uma redução de linhas com transições suaves entre todas as partes. É de esperar também uma assinatura luminosa única, com três pontos de luz unidos por uma banda luminosa. Também atrás haverá uma banda luminosa a unir as duas óticas.

Mercedes-Benz EQS
Mercedes-Benz EQS
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Silêncio absoluto? Nem por isso

A atenção ao bem estar dos ocupantes não podia deixar de ser exímia. Não só é de esperar elevados níveis de conforto de rolamento e acústico, como a qualidade do ar interior promete ser superior à do ar exterior. O novo Mercedes-Benz EQS pode vir equipado com um filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air) de grandes dimensões, com uma área aproximada de uma folha A2 (596 mm x 412 mm x 40 mm), um opcional presente no item Energizing Air Control. Este impede 99,65% das micro-partículas, pó fino e pólens de entrar no habitáculo.

Por fim, sendo 100% elétrico, é de esperar que o silêncio a bordo seja sepulcral, mas a Mercedes propõe que o EQS seja também uma “experiência acústica”, tendo, como opção, a possibilidade de emitir som quando conduzimos e que se adapta ao nosso estilo de condução ou ao modo de condução selecionado.

Quando equipado com o sistema de som da Burmester, estão disponíveis duas “paisagens sonoras”: Silver Waves e Vivid Flux. A primeira é caracterizada por ser um “som limpo e sensual”, enquanto a segunda é “cristalina, sintética, mas humanamente quente”. Há uma terceira e mais intrigante opção: Roaring Pulse, que pode ser ativada via uma atualização remota. Inspirada por “máquinas poderosas” é a mais “sonora e extrovertida”. Um elétrico a soar como se fosse um veículo com motor de combustão? Parece que sim.

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