Antevisão

Novo Opel Mokka está quase pronto. Chega no início de 2021

O muito bem sucedido na Europa Mokka X dará lugar ao, simplesmente, novo Opel Mokka e é mais uma amarra que é cortada com a GM. Está quase pronto e será lançado no início do próximo ano.

O Opel Mokka X que está prestes a sair de cena foi um sucesso enorme na Europa (bem menos em Portugal por causa de pagar Classe 2 nas portagens, situação que só foi retificada em 2019, com a reformulação da lei), até por dispor de opção de sistema 4×4, importante nos países do norte da Europa. Mas também por ter “irmãos” Buick (Encore), na América do Norte e China, e Chevrolet (Tracker), no Brasil.

A nova geração perde o “X” passando a ser, simplesmente, Opel Mokka e deixa de ser feito sobre a base técnica de um carro da General Motors para passar a “descender” de uma plataforma do Grupo PSA.

Por isso mesmo deixa de dispor de tração integral o que o tornava uma proposta singular, ou muito perto disso, no segmento dos SUV compactos na Europa e lhe valeu muitas vendas neste continente. Mas na PSA só os modelos parcial (para já) ou totalmente (no futuro) elétricos podem ter tração às quatro rodas.

VÊ TAMBÉM: Opel Grandland X Hybrid. Agora também com tração dianteira
Opel Mokka-e 2020
Michael Lohscheller, CEO da Opel, com o Mokka.

100%… PSA

Para mercados do sul da Europa, no entanto, essa não é uma questão relevante. O novo Opel Mokka vai assentar na base rolante do DS 3 Crossback, que já está no mercado com motores de combustão e uma versão 100% elétrica (E-Tense) desde o ano passado.

Karsten Bohle, engenheiro responsável pelo desenvolvimento dinâmico do novo Mokka explica-me que “existe uma grande vontade de ver o carro chegar ao mercado porque entre o seu baixo peso, dimensões compactas e chassis bem afinado, o comportamento em estrada é realmente fora de série. E isso até faz com que o trabalho final de apuro da dinâmica seja divertido e nem se notem as longas horas ao volante a cada novo dia”.

A base rolante é, então, a plataforma “multi-energia” CMP (Common Modular Platform) do Grupo PSA, que pode funcionar com diversos tipos de propulsão. No caso da versão 100% elétrica, o Mokka-e de 1,5 t irá mover-se graças a um motor elétrico com um rendimento máximo de 136 cv e 260 nm e a sua bateria de 50 kWh deverá garantir uma autonomia superior a 300 km.

Em contraste com o que sucede com o DS 3 Crossback E-Tense, não deverá ter a sua velocidade máxima limitada a 150 km/h, porque isso condicionaria muito a sua utilização nas “apressadas” autoestradas alemãs (autobahns). A recarga deverá tardar cinco horas numa wallbox com potência de 11 kWh, enquanto num ponto de carga de 100 kWh será possível carregar 80% em apenas meia hora.

As versões a gasolina e Diesel serão muito mais leves (não mais de 1200 kg), mas também mais lentas em acelerações e retomas de velocidade. A nova plataforma e, também, os engenheiros da Opel, permitiram que o novo Mokka emagrecesse cerca de 120 kg face ao antecessor.

A gama de motores é a conhecida neste segmento no Grupo PSA, ou seja, três cilindros a gasolina 1.2 Turbo e quatro cilindros 1.5 Turbo Diesel, com potências de 100 cv a 160 cv, em conjugação com caixas manuais de seis velocidades ou automáticas de oito velocidades, algo em que os modelos do consórcio francês continuam a ser únicos neste segmento.

Influência GT X Experimental

Em termos de design serão poucas as semelhanças com o modelo francês tanto por dentro como por fora, sendo muito mais próximo do que conhecemos no muito recente Corsa. Alguns detalhes foram mantidos, por outro lado, do concept-car GT X Experimental.

Na listagem de equipamentos opcionais haverá conteúdos avançados, como os faróis LED matrix, sistema de navegação em tempo real, assistentes de condução, bancos elétricos e acesso ao carro por via do smartphone, que o proprietário do Mokka poderá igualmente usar para permitir (remotamente através de uma aplicação) que um amigo ou familiar guie o seu carro.

TENS DE VER: Renault 5 Turbo celebra 40 anos. A história (quase) completa

Novo Opel Mokka, quando chega?

Quando chegar ao nosso mercado no início de 2021, o preço de entrada deverá começar marginalmente abaixo dos 25 000 euros, tal como acontecia na anterior geração, mas a versão mais interessante para Portugal será a 1.2 Turbo, de três cilindros e 100 cv, a mesma potência do substituído 1.4 que, no entanto, era um carro mais pesado, com piores prestações e mais gastador.

Opel Mokka-e 2020

A equipa da Razão Automóvel continuará online, 24 horas por dia, durante o surto de COVID-19. Segue as recomendações da Direção-Geral de Saúde, evita deslocações desnecessárias. Juntos vamos conseguir ultrapassar esta fase difícil.

Mais artigos em Notícias