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Não gosto das novas matrículas. Será que estou sozinho?

É a mais recente «febre» nacional. As novas matrículas chegaram e não se ficaram apenas pelos carros novos… Parecem estar em toda a parte.

Não gosto das novas matrículas. Acho que já passou tempo suficiente para poder afirmar que não gosto delas. Por vezes, dizem que há coisas que primeiro «estranham-se» e depois «entranham-se». Até agora, com as novas matrículas isso ainda não aconteceu.

As coisas até começaram bem. O anúncio da nova sequência não levantou grandes celeumas, exceptuando algumas combinações que prontamente foram identificadas e retiradas, como por exemplo: PI-00-PI, CO-00-CO, entre outras que eu deixo à vossa imaginação.

A famosa lista amarela também desapareceu — era um exclusivo nacional e fonte de problemas nos restantes países da União Europeia, onde o ano e mês de matrícula do carro era confundido com a validade da matrícula — portanto, as coisas até estavam bem encaminhadas.

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Mas, quanto a mim, esteticamente as novas matrículas não resultam. A falta de pontos a separar a sequência e a diferente distância entre os caracteres promete ser um problema para os condutores com TOC — transtorno obsessivo-compulsivo.

Estou a exagerar, mas as novas matrículas causam-me alguma confusão.

Quanto a mim, falta o toque de um designer. A leitura ficou prejudicada e cada matrícula que vejo na estrada tem uma distância de caracteres diferente — quase aleatória. Já repararam?

Será que estou sozinho nisto? Temo que sim. Pela quantidade de automóveis usados que já vi na estrada com as novas “chapas”, parece que viraram moda.

Por incrível que pareça, mesmo os proprietários de carros que já estão a dever algumas idas à oficina — ou até ao centro de abate mais próximo… — aderiram a esta «febre nacional».

Pneus novos à frente ou matrículas novas? Que se dane… matrículas!

Se concordas comigo, não temas. Segundo o IMT, as novas matrículas poderão ser utilizadas por um período estimado de 45 anos. Já falta pouco…


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