Desde 32 184 euros

Testámos o Jeep Renegade com o 1.3 turbo a gasolina. Melhor que o 1.0 turbo?

Depois de o termos conhecido com o 1.0 de 120 cv, testámos o Jeep Renegade com o maior, e mais potente, 1.3 turbo a gasolina de 150 cv. Será a melhor opção?

Depois de há uns tempos termos testado o Jeep Renegade com o novo 1.0 Turbo de 120 cv e termos ficado algo desiludidos — consumos muito elevados e motor algo “curto” para os 1400 kg deste B-SUV —, voltámos a encontrar-nos com o mais pequeno membro da gama Jeep.

Desta vez, no lugar do três cilindros, encontramos por baixo do capot um maior quatro cilindros, com 1.3 l e um turbo, também a gasolina, com números mais apetecíveis: 150 cv e 270 Nm (contra 120 cv e 190 Nm).

Mesmo contando que já se passaram seis anos sobre o seu lançamento, o Jeep Renegade continua igual a si próprio. Senhor de um visual quadrado e aventureiro, o mais pequeno dos Jeep continua a contar com uma estética distinta e atual.

VÊ TAMBÉM: Jeep Wrangler Sahara testado. Tudo novo, mas ainda é um Wrangler?
Jeep Renegade © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

No interior do Jeep Renegade

Acerca do interior do Jeep Renegade, faço minhas as palavras do Fernando Gomes. A qualidade de construção está em bom plano, a robustez vai ao encontro daquilo que esperamos de um Jeep e ao nível dos materiais encontramos uma mistura equilibrada de materiais mais moles e agradáveis ao toque com outros mais duros.

Ergonomicamente, os botões rotativos na consola central são uma mais valia, se bem que a sua proliferação dificulte o seu uso, especialmente de noite, onde, numa fase inicial, podemos ter de perder mais tempo que o ideal à procura do botão desejado.

VÊ TAMBÉM: Testámos o renovado Hyundai Tucson 1.6 CRDi. Quais os seus novos argumentos?

Já o ecrã de 8,4” do sistema de infotainment, apesar das várias opções que oferece, revelou-se fácil e intuitivo de usar. Nota ainda para o seu funcionamento rápido e responsivo.

Por fim, no que ao espaço diz respeito, as formas quadradas fazem com que uma vez no interior do Renegade nos sintamos num lugar amplo e desafogado, havendo espaço para quatro adultos viajarem com conforto.

VÊ TAMBÉM: Testámos o Mazda CX-3 SKYACTIV-D. O Diesel faz mesmo falta?
Jeep Renegade © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
O interior apresenta uma boa robustez.

Ainda assim, nem tudo são rosas. A visibilidade para o exterior é algo prejudicada pelo facto de o vidro traseiro ser pequeno e os 351 litros de capacidade da bagageira são apenas medianos no segmento — neste aspeto o Volkswagen T-Cross, por exemplo, é melhor.

VÊ TAMBÉM: Testámos o Jeep Compass Night Eagle. É um Jeep mas será um bom SUV?
Jeep Renegade © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
Os 351 litros de capacidade são apenas medianos. Na unidade que ensaiámos havia ainda uma bolsa para guardar o tejadilho amovível que ocupava ainda mais espaço.

Ao volante do Jeep Renegade

Uma vez aos comandos do Jeep Renegade vamos sentados mais altos do que em muitos dos seus concorrentes, não havendo margem para dúvidas de que estamos aos comandos daquilo que se espera que seja um SUV.

Em termos dinâmicos, a direção tem um peso agradável, é direta e precisa q.b, a suspensão consegue contrariar de forma satisfatória os movimentos da carroçaria (ao mesmo tempo que assegura um bom nível de conforto) e os pneus, dignos de um modelo de cariz mais desportivo (instalados em jantes de 19”), asseguram muito bons níveis de aderência.

Já no que diz respeito ao motor, o 1.3 Turbo de 150 cv mostrou-se refinado e agradável de usar, tendo na caixa automática de dupla embraiagem uma boa aliada. No geral, os 150 cv e 270 Nm permitem ao Renegade mover-se com agradável à vontade, sendo que em autoestrada permitem manter ritmos bastante elevados nos quais se evidencia o bom isolamento em relação aos ruídos aerodinâmicos.

Por fim, ao nível dos consumos, a média ficou-se pelos 7 a 7,5 l/100 km, e em cidade sobem para a casa dos 8 l/100 km. Surpreendentemente, são valores bem melhores que aqueles que os verificados pelo mais pequeno 1.0 l de 120 cv — como o Fernando refere no seu teste ao Renegade com este pequeno motor, baixar dos 9,0 l/100 km revelou-se muito difícil.

VÊ TAMBÉM: Testámos o Kia Sportage 1.6 CRDi. A antiguidade ainda é um posto? VÊ TAMBÉM: Testámos o Renault Scénic 1.3 tCe: já não é moda, mas ainda tem argumentos?

É o carro certo para mim?

Bem equipado, espaçoso q.b., com um visual marcadamente diferente, uma robustez assinalável e um bom nível de conforto, o Jeep Renegade tem nesta nova motorização 1.3 l Turbo um bom aliado.

Jeep Renegade © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

E se é verdade que os consumos não são referenciais (para isso temos o 1.6 Multijet) são, no entanto, bem melhores que os apresentados pelo 1.0 l de 120 cv. Este 1.3 Turbo acaba por oferecer um muito melhor equilíbrio entre prestações/consumos.

O Jeep Renegade continua a ser uma opção válida a ter em conta, o ideal para quem procura um SUV urbano com um visual mais radical, ao mesmo tempo que oferece prestações despachadas e um bom nível de equipamento e conforto.

Preço

unidade ensaiada

34.405

Versão base: €32.184

IUC: €172

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha
    • Capacidade: 1332 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Injeção direta + Turbo + Intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válv. por cilindro
    • Potência: 150 cv às 5500 rpm
    • Binário: 270 Nm às 1850 rpm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Automática de dupla embraiagem de seis velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4236 mm / 1805 mm / 1667 mm
    • Distância entre os eixos: 2570 mm
    • Bagageira: 351 litros
    • Jantes / Pneus: 235/45 R19
    • Peso: 1395 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 6,2 a 6,4 l/100 km
    • Emissões de CO2: 155 g/km
    • Vel. máxima: 196 km/h
    • Aceleração: 9,4s
  • Garantias
    • Mecânica: 5 anos ou 75 mil quilómetros
    • Reviews Interval: 15 mil em 15 mil quilómetros
  • Equipamento
    • Sistema multimédia Uconnect com ecrã de 8,4" NAV (MP3, AUX, USB, Bluetooth®)
    • Ecrã TFT a cores de 7" no painel de instrumentos
    • Sistema de áudio Beats
    • Apple CarPlay e Android Auto
    • Retrovisores elétricos com desembaciamento
    • Ar condicionado automático bi-zona
    • Volante em pele com comandos multifunções
    • Cruise control adaptativo
    • Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros
    • Pack Full LED (função máximos, médios e DRL em LED, faróis de nevoeiro em LED e luzes traseiras em LED)
    • Pack Parking (sistema de estacionamento automático, assistente de ângulos mortos, câmara de estacionamento traseira)
    • Pack Visibility (espelho retrovisor interno eletrocromático, sensores de chuva e luz, regulação automática de máximos)
    • Faróis de nevoeiro com função cornering
    • ESC + ASR + Hill Holder
    • Aviso de transposição de faixa de rodagem
    • Pack Function I (espelhos retrovisores rebatíveis eletricamente com ação remota, Keyless Entry, Keyless Go, Ajuste reversível da bagageira, banco traseiro rebatível assimetricamente 40/20/40 com apoio de braço e passagem para skis, fecho dos vidros por ação remota)
    • Aviso de colisão frontal Plus
    • TPMS (Alerta de falta de pressão de pneus com indicação digital)
    • Travão de estacionamento eléctrico
    • Jantes em liga leve de 19"
Extras
Teto de abrir "MySky" (1500€); Estofos em pele preta com inserções em cinzento (1150€); Pintura Vermelho Colorado (550€); Regulação elétrica dos bancos dianteiros em 8 modos (500€); Vidros traseiros escurecidos (200€).
Avaliação
7 / 10
O Jeep Renegade pode não ser o mais recente nem o mais espaçoso dos SUV compactos, no entanto, tenho de admitir que gosto da proposta da marca norte-americana. Bem construído e espaçoso, é uma boa opção para uma jovem família em busca de um SUV com um visual marcadamente diferente. No que diz respeito ao motor, este agrada mais pela disponibilidade e rendimento do que pelos consumos que, apesar de satisfatórios, não são referenciais. Mesmo assim, comparando com o 1.0, o binómio prestações/consumos é bastante melhor — o 1.3 Turbo é a melhor opção e vale a pena o esforço em "dar o salto".
  • Robustez
  • Infotainment fácil de usar
  • Equipamento
  • Visibilidade e câmara traseira
  • Bagageira mediana
Sabes responder a esta?
Em que ano surgiu o primeiro Jeep Wrangler?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

A história do Jeep, das origens militares ao Wrangler

Mais artigos em Testes, Ensaio