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Caterham Seven 485 R (240 cv) em vídeo. Um brinquedo para ADULTOS

Caterham Seven 485 R. Tração traseira, 240 cv, 525 kg de peso e um motor que grita até às 8500 rpm. A receita perfeita para muitas horas de diversão?

No que toca a máquinas puras de condução, são muito poucas as que conseguem igualar o Caterham Seven. Nasceu no longínquo ano de 1957 — sim, leram bem —, como Lotus Seven, criação do genial Colin Chapman, e se há máquina que leva o seu princípio de “Simplify, then add lightness” (simplifica, depois adiciona leveza) a sério, essa máquina é o Seven.

Após o fim da produção do Lotus Seven, a Caterham Cars, que os comercializava, acabaria por adquirir os direitos de produção em 1973, e desde então passou a ser conhecido como Caterham Seven, e nunca parou de evoluir até aos nossos dias.

No entanto, a sua arquitetura e design permanecem praticamente imutáveis desde então, ainda que com algumas variações — o 485 R testado, por exemplo, está disponível com o chassis estreito, diretamente derivado do original Series 3, bem como com um chassis mais largo, o SV, que permite que encaixemos bem melhor no seu minimalista interior.

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Caterham seven 485 r
Seven 485 R, aqui ainda mais radical, sem pára-brisas… ou portas

A evolução fez-se sentir a um nível mecânico e dinâmico, tendo passado pelo longo capot inúmeras motorizações, desde o K-Series da Rover ao frenético 1.3 da Suzuki Hayabusa. O 485 R não é diferente. A motivar os seus parcos 525 kg de peso — metade de um Mazda MX-5 2.0 (!) —, encontramos uma unidade Ford Duratec.

Dois litros de capacidade, naturalmente aspirado, 240 cv a umas estridentes 8500 rpm, 206 Nm às 6300 rpm, e mesmo assim em conformidade com as mais recentes normas de emissões. A caixa manual tem apenas cinco velocidades, e claro, só podia ser tração traseira.

Com tão pouca massa para deslocar não é de admirar que consiga atingir os 100 km/h em apenas 3,4s. A sua aerodinâmica tipo “tijolo”, por outro lado, faz com que a velocidade máxima não ultrapasse os 225 km/h, mas é um valor que acaba por ser irrelevante — “não é preciso andar muito depressa para ter elevadas sensações”, como o Diogo refere no vídeo.

Caterham seven 485 R
Luxo… Caterham style

E é fácil de compreender porquê. Basta olhar para ele. O Caterham Seven 485 R é o automóvel reduzido à sua essência. Mesmo as “portas” são itens descartáveis. Isolamento acústico? Ficção científica… ABS, ESP, CT são apenas letras sem significado.

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Esta é uma das experiência mais analógicas, visceral, mecânica que provavelmente teremos ao volante de um automóvel. Não é um carro para o dia-a-dia, claramente… Mesmo assim, o Diogo não se coibiu de partilhar alguma informação útil sobre o aspeto prático do Caterham: 120 l de capacidade de bagageira. O suficiente para uma escapadela… ao supermercado.

Caterham seven 485 S
Caterham Seven 485 S… supostamente mais civilizado e com jantes de 15″, não 13″ como no R (calçadas com pneus Avon que mais parecem semi-slicks)

O Caterham Seven 485 tem duas versões, a S e a R, a que testámos. A versão S está mais orientada para uma utilização estradista, enquanto a R está mais orientada para circuitos. Os preços começam nos 62 914 euros, mas o “nosso” 485 R tem um preço aproximado a 80 mil euros.

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É uma soma justificável por uma criatura tão… primária? Passemos a palavra ao Diogo:

Sabes responder a esta?
Com qual destes modelos o Volkswagen T-Cross partilha a sua plataforma?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

Testámos o Volkswagen T-Cross 1.0 TSI Life: vale a pena poupar?

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