Apresentação

Bentley Flying Spur. Puro luxo, mas capaz de atingir 333 km/h

Quando uma berlina de luxo encontra uma berlina desportiva o resultado é um Flying Spur, ou assim diz a Bentley. Conhece os argumentos da nova geração.

A terceira geração do Bentley Flying Spur, tal como o mais recente Continental GT, representa um salto considerável relativamente ao antecessor a todos os níveis.

O rival do Rolls-Royce Ghost quer liderar o nicho das berlinas super-luxuosas, oferecendo o melhor de dois mundos: todo o requinte, conforto e até sofisticação que esperamos de uma berlina de luxo, e uma experiência de condução mais acutilante, mais depressa associada a berlinas mais compactas e leves.

A aparente contradição nos objetivos propostos deve-se à necessidade de satisfazer dois tipos de clientes distintos: os que querem conduzir e os que querem ser conduzidos. Estes últimos representam uma parcela cada vez maior das vendas, culpa do mercado chinês, que já é um dos maiores para a Bentley.

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MSB

Para cumprir este caderno de encargos tão díspar, o novo Bentley Flying Spur, tal como o Continental GT, recorre à MSB, a base de origem Porsche que encontramos no Panamera, apesar de um mix mais rico de materiais usados: aos aços de alta resistência e alumínio, junta-se a fibra de carbono (ainda que não especificado onde foi usado).

O recurso à MSB significa que a nova berlina assenta sobre uma arquitetura projetada para ser tração traseira, em vez de tração dianteira como o antecessor.

As vantagens são logo evidentes — o eixo dianteiro está em posição mais avançada e o motor em posição mais recuada, favorecendo a distribuição de massas e agraciando o novo Flying Spur com um conjunto de proporções bem mais assertivas e convincentes.

Algo que podemos verificar nas suas dimensões, quando comparadas com o antecessor. Apesar das dimensões externas serem praticamente idênticas entre as duas gerações — apenas o comprimento cresce 20 mm, atingindo os 5,31 m —, a distância entre eixos dá um expressivo salto de 130 mm, passando dos 3,065 m para os 3,194 m, refletindo o reposicionamento do eixo dianteiro.

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Arsenal dinâmico

O recurso à MSB ajuda a estabelecer fundações mais adequadas para o dinamismo pretendido, mas mesmo assim, são mais de 2400 kg numa berlina com dimensões externas que rivalizam com as de um T0.

Para lidar com tal massa e corpulência, o Bentley Flying Spur vem munido com um expressivo arsenal tecnológico. O recurso a um sistema elétrico de 48 V permitiu a integração das barras estabilizadoras ativas, solução estreada no Bentayga, que permite controlar o nível de firmeza destas.

Bentley Flying Spur

Estreia absoluta num Bentley é a direção às quatro rodas que deverá contribuir em igual medida para mais agilidade nos troços mais enrolados e mais estabilidade a alta velocidade.

Também a tração às quatro rodas deixa de ter uma distribuição fixa como o antecessor, passando a ser variável. Por exemplo, no modo Comfort e Bentley, o sistema envia 480 Nm do binário disponível para o eixo dianteiro (mais de metade), mas no modo Sport apenas recebe 280 Nm, com o eixo traseiro a ser privilegiado para uma experiência de condução mais dinâmica.

Parar os mais de 2400 kg fica a cargo dos mesmos discos de travão em aço do Continental GT, os maiores do mercado, com 420 mm de diâmetro, o que também ajuda a justificar a dimensão das rodas, 21″ de série e 22″ opcionais.

W12

Grande carro, grande coração. O W12, proposta única na indústria, transita da anterior geração, ainda que tenha evoluído. São 6.0 l de capacidade, dois turbocompressores, 635 cv de potência, e uns “gordos” 900 Nm — os números certos para fazer das mais de 2,4 t do Flying Spur uma brincadeira de crianças.

O possante W12 surge acoplado a uma caixa de dupla embraiagem de oito velocidades, o que em conjunto com a tração às quatro rodas, permite lançar o Flying Spur até aos 100 km/h nuns absurdos 3,8s.

Mais surpreendente é a velocidade máxima ao atingir uns nada luxuosos, mas muito desportivos 333 km/h — superior a alguns superdesportivos —, e certamente o fará com elevados níveis de conforto. O novo rei das autobahn? Provavelmente.

Mais motorizações estão previstas, onde se inclui um mais acessível V8 e também um híbrido plug-in, que casa um motor V6 e um motor elétrico, uma configuração que veremos em primeiro lugar no Bentayga, a chegar durante o verão.

Bentley Flying Spur
Flying B
Pela primeira vez num Flying Spur contemporâneo, a mascote "Flying B" que adorna o capot volta a marcar presença. Esta é retrátil e iluminada, estando ligada à sequência de "boas-vindas" da iluminação quando o condutor se aproxima do carro.

Interior

Como não poderia deixar de ser, o interior é um dos grandes destaques do novo Bentley Flying Spur, talvez o argumento derradeiro para os que gostam de ser conduzidos. Respira-se um ambiente luxuoso, estamos rodeados das melhores peles (genuínas), madeira verdadeira e o que parece metal é o de facto.

O desenho do interior não difere muito do encontrado no Continental GT, com a maior diferença a residir na consola central, nomeadamente nas saídas de ventilação centrais, que perdem o formato circular.

Bentley Flying Spur

Acima destas encontramos o Bentley Rotating Display, um painel rotativo de três faces. Este integra o ecrã de 12,3″ do sistema de info-entretenimento, mas se achamos que o contraste do digital com o artesanal do restante interior é demasiado grande. podemos simplesmente “escondê-lo”. A segunda face do painel rotativo revela três mostradores analógicos — temperatura exterior, bússola e cronómetro. E se mesmo assim, acharmos que é “informação a mais”, a terceira face não é mais do que um simples painel de madeira que continua o mesmo tema material e visual do restante tablier.

Bentley Flying Spur

A atenção ao pormenor continua a ser uma das imagens de marca nos interiores da Bentley, com a marca a destacar o novo padrão em diamante dos botões ou a introdução de um novo padrão 3D em diamante para a pele presente nas portas.

Quando chega

O novo Bentley Flying Spur estará disponível para encomendar a partir do próximo outono, com as primeiras entregas a clientes a acontecerem no início do próximo ano.

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