Apresentação

GT a sério. McLaren GT tem a maior bagageira de sempre num McLaren

O McLaren GT quer reinventar os Grand Tourers com uma configuração "mid-engine". Será possível? Fica a conhecer os argumentos da nova máquina de Woking.

Até agora, a McLaren separava os seus modelos em três famílias: Sports Series (570, 600), Super Series (720) e Ultimate Series (Senna).  O McLaren GT não encaixa em nenhuma delas.

Decidida a recuperar o espírito dos Gran Turismo, ou em inglês Grand Tourers — máquinas de elevadas prestações, mas capazes de percorrer grandes distâncias confortavelmente e com espaço para bagagens —, o novo e simplesmente denominado GT cria um novo nicho no seio da marca.

Não esperem, no entanto, encontrar um GT clássico no novo… GT, ou seja, como costuma ser a norma, uma máquina com motor dianteiro. O McLaren GT não difere dos restantes modelos da gama britânica — o motor 4.0 V8 twin turbo de 620 cv e 630 Nm encontra-se localizado longitudinalmente em posição central traseira.

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A maior bagageira de sempre

Para fazer jus à etiqueta Grand Tourer que ostenta — elevando o conceito do 570 GT a um outro patamar —, e conseguir transportar confortavelmente dois passageiros e as suas bagagens, a missão da McLaren passou por conseguir oferecer mais espaço no GT.

Não é de admirar, assim, que o novo McLaren GT seja o mais comprido dos McLaren à venda — excluindo o exclusivo Speedtail —, ao apresentar 4683 mm de comprimento, 140 mm mais comprido que o 720S.

McLaren GT

Não se ficou por aqui, ao estrear uma nova evolução da “tradicional” célula central em carbono, denominada MonoCell II-T (“T” de Touring). Esta adiciona uma nova estrutura superior que se prolonga pelo compartimento do motor, toda ela envidraçada, permitindo ao McLaren GT ser o McLaren com a maior bagageira de sempre: 420 l.

Existe ainda uma bagageira na dianteira que adiciona 150 l de capacidade, elevando a capacidade total para uns impressionante 570 l, rivalizando — em número de litros, mas não em espaço útil —, com muitas carrinhas de segmento C.

Esta demanda por conseguir mais espaço, conforto e versatilidade de uso, ingredientes essenciais aos melhores GT, prolongou-se pelo interior, onde podemos encontrar mais espaços de arrumação — locais específicos para cartões de crédito ou dispositivos móveis encontram-se presentes —, três porta-copos (apesar de ser um bi-lugar) e as portas, ainda de abertura diédrica, passam a ter… bolsas para colocar objetos.

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McLaren… de luxo

O interior do McLaren GT mantém os traços familiares dos restantes McLaren, mas também não podia ser mais distinto. Destaque para os bancos únicos, eletricamente ajustáveis e aquecidos, e uma escolha de materiais e decoração que mais depressa associaríamos a veículos de luxo.

Os botões são em alumínio maquinados, há pele (real, não sintética) por toda a parte e até há apontamentos em cromado acetinado. A Bowers & Wilkins providencia o sistema áudio, com 12 altifalantes, incorporando materiais como fibra de carbono e Kevlar.

Entre os materiais encontramos Nappa, em opção revestimento a Alcantara, e futuramente até haverá caxemira, uma estreia num automóvel de produção. Novidade é também a presença de um novo revestimento em tecido denominado SuperFabric, que integra minúsculas placas “blindadas”, que garante maior proteção e resistência a manchas, cortes e abrasões.

Um motivo de críticas nos McLaren recebe aqui uma nova geração. Refiro-me ao sistema de info-entretenimento, que a marca britânica diz ser mais rápido e avançado, integra os comandos do sistema de climatização e também o novo software de navegação da HERE. O painel de instrumentos é também digital, composto por um ecrã TFT de 12,3″.

GT, mas com prestações de superdesportivo

Com 620 cv disponíveis, o McLaren GT dificilmente seria lento, para mais, quando é o mais leve no grupo de potenciais rivais que terá de enfrentar, como o Aston Martin DB11 ou o Bentley Continental GT. Ao contrário do que é habitual, a marca de Woking não anunciou o peso a seco, mas sim, com todos os fluídos a bordo (inclui depósito de combustível 90% cheio).

O valor de 1530 kg anunciado é referencial numa máquina deste tipo, com a McLaren a indicar que é 130 kg abaixo do rival mais próximo.

McLaren GT

As prestações são, naturalmente, balísticas: 3,2s dos 0 aos 100 km/h, 9,0s até aos 200 km/h, quarto de milha (400 m) em 11,0s e 326 km/h de velocidade máxima. As emissões de CO2 anunciadas são de 270 g/km (WLTP) o que se traduz num consumo combinado de 11,9 l/100 km.

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Confortável, mas dinamicamente capaz

Dinamicamente, o McLaren GT surge com soluções específicas para conseguir o difícil equilíbrio entre conforto e comportamento. Para tal conta com o Proactive Damping Control, um sistema composto por amortecedores hidráulicos e sensores capazes de “lerem” a estrada à frente, com a suspensão (esquema de duplos triângulos sobrepostos à frente e atrás) a reagir de acordo em apenas dois milissegundos.

A McLaren mantém-se fiel à direção de assistência hidráulica, com esta a apresentar vários níveis de assistência dependendo do modo de condução escolhido — Comfort, Sport e Track — e, sendo um GT, a fornecer mais assistência em condução urbana ou em manobras.

Sendo o conforto uma das palavras de ordem do McLaren GT, a demanda estendeu-se aos pneus, com os Pirelli P ZERO a terem uma especificação própria, destacando-se também as rodas de 21″ atrás (20″ à frente), as maiores alguma vez que equiparam um McLaren.

As encomendas para o McLaren GT já abriram, com a entrega das primeiras unidades a acontecer mais perto do final do ano.

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Mas podes descobrir a resposta aqui:

McLaren Senna espanta em Genebra sob o signo do 800

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