Apresentação

Audi Q8. O rival do X6 e GLE Coupé já chegou a Portugal

O Audi Q8 é a estreia da marca entre os SUV "coupé", e traz (muito) estilo, tecnologia e luxo. Chega a Portugal, para já, apenas com um motor e nível de equipamento.

Numa época em que o conceito dos SUV “coupé” parece definitivamente instalado — concordem ou não… —, a Audi decidiu seguir as pisadas dos principais rivais e experimentar este nicho, cada vez mais apelativo, lucrativo e sinónimo de estatuto.

Sem qualquer experiência passada, a marca dos quatro anéis optou pela mesma estratégia de adversários como a BMW ou a Mercedes-Benz, apontando armas não aos segmentos premium de maior volume, mas antes aos patamares mais exclusivos e exigentes com aspetos como o estatuto, a diferenciação, a personalização. Utilizando para tal o Audi Q7 como ponto de partida, disponibiliza, assim, um modelo que aposta mais no estilo que na funcionalidade: o Audi Q8.

Com estilo… e espaço

Adversário assumido de modelos como o BMW X6 ou o Mercedes-Benz GLE Coupé, o novo Audi Q8 assenta, tal como o Q7, sobre a plataforma MLB Evo, sendo mais curto (-66 mm), largo (+27 mm) e baixo (-38 mm) que o modelo que lhe está na origem.

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No entanto, a habitabilidade para quatro ocupantes é mais favorável do que à partida seria de esperar, até pelo perfil descendente do tejadilho, apresentando também uma capacidade de bagageira que pode variar entre os 605 l e os 1755 l (bancos traseiros reclinados 40:20:40).

Apresentado como uma proposta capaz de combinar a elegância de um coupé de luxo de quatro portas, com a versatilidade e capacidade offroad de um SUV, o Audi Q8 cativa ao olhar, graças a uma estética exterior bem mais apurada e emocionante visíveis nos seus 4,98 m de comprimento, 1,99 m de largura e 1,70 m de altura.

Fruto de uma redesenhada grelha Singleframe e faróis LED de série (Matrix LED em opção), um tejadilho elegantemente inclinado, cavas das rodas alargadas — com solução similar à do icónico Audi Quattro —, portas sem moldura, jantes de 19”, farolins traseiros interligados, difusor e spoiler traseiros, o objetivo, assumem os próprios responsáveis do importador, passa por disputar clientes aos principais rivais mais até do que roubá-los ao irmão Q7. Portanto… os rivais que se cuidem!

Luxo? Muito. Tecnologia? Ainda mais!

Com uma carroçaria fabricada em materiais leves ultra-resistentes, 23% dos quais são alumínio, o Audi Q8 soma depois à distinta estética exterior um interior luxuoso, revestido a materiais de elevada qualidade.

Também visível num tablier que, além das linhas muitos semelhantes às do A8, é um dos exemplos do esforço feito pela marca alemã no sentido de fazer deste SUV “coupé” “o modelo tecnologicamente mais avançado do seu segmento”. Como, aliás, já acontece, de acordo com as mesmas fontes, com o executivo A8.

Um só nível de equipamento
Proposto entre nós com apenas um só nível de equipamento, ainda que particularmente recheado, o SUV "coupé" alemão conta, de série, com MMI de navegação Plus e que inclui o módulo de transferência de dados Audi connect com o padrão LTE Advanced e um hotspot Wi-Fi, sistema de navegação capaz de reconhecer as preferências do condutor com base em viagens anteriores, além de 39 sistemas de apoio à condução. Entre as quais, as novidades Cruise Control Adaptativo com “Bottleneck Assist”, tecnologia que permite ao carro "ler" quando a estrada estreita, devido a obras, reduzindo a velocidade, e Engate de Reboque com Assistente de Manobra, operado nos ecrãs táteis.

A justificar esta pretensão, os mesmos três ecrãs digitais da berlina, a começar pelo Audi Virtual Cockpit de 12,3” (de série) e terminar nos dois ecrãs táteis a cores que preenchem grande parte da extensa consola central que se prolonga por entre os bancos dianteiros — de 10,1” o superior, a partir do qual é possível controlar os sistemas de info-entretenimento e de navegação; e de 8,6” o inferior, através do qual se regula o aquecimento e ar condicionado, as funções de conveniência e entrada de texto. Sendo que ambos contam com a funcionalidade Touch Response que dissimula a sensação de estarmos a tocar em simples vidro.

Tem pouca altura? Não parece!…

O Audi Q8 beneficia ainda de caixa automática Tiptronic de oito velocidades com conversor de binário e tração integral permanente quattro, além de sistema de vetorização de binário, direção progressiva, sistema Audi Drive Select com sete perfis (incluindo modo offroad), Hill Descent Control e suspensão com controlo de amortecimento, que procura manter a distância ao solo nos 220 mm.

No entanto e quando substituída por uma das duas versões da suspensão pneumática adaptativa com amortecimento controlado (opcionais), o Q8 passa a conseguir, inclusivamente, regular a altura da carroçaria, segundo uma amplitude de 90 mm — com a opção pelo modo Dynamic a fazer baixar o conjunto em 40 mm face ao nível médio, ao passo que a seleção do modo Offroad, significa uma elevação acrescida de 50 mm.

Igualmente opcional, o eixo traseiro autodirecional, que até aos 60 km/h vira as rodas traseiras no sentido contrário às da frente, facilitando dessa forma as manobras. Acima dessa velocidade, fá-las tomar a mesma direção das da frente, garantindo maior estabilidade e inserção em curva.

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Apenas um motor… para já

Quanto a motores, o Audi Q8 inicia comercialização em Portugal com uma única motorização, o 50 TDI, sinónimo de um 3.0 TDI com 286 cv de potência e 600 Nm de binário. O qual, em conjunto com a já referida caixa automática Tiptronic de oito velocidades, garante acelerações dos 0 aos 100 km/h em 6,3s e uma velocidade máxima de 245 km/h, com um consumo médio de combustível de 6,6 l/100 km (NEDC 2, ou seja, ciclo transitório onde o veículo é homologado de acordo com os parâmetros WLTP, com os valores obtidos re-convertidos para NEDC) e emissões de CO2 de 172 g/km.

Mild-hybrid
Estreado no Audi SQ7, o V6 3.0 TDI com que o Q8 se apresenta é um mild-hybrid ou semi-híbrido. Ou seja, conta com um sistema elétrico primário de 48 V, bateria de iões de lítio e um alternador de arranque (um motor elétrico) com correia, que, embora não permita a circulação em modo 100% elétrico, permite circulação com o motor desligado durante um máximo de 40s, além da entrada em acção do start&stop, até aos 22 km/h. Medidas que, diz o fabricante, garantem uma redução do consumo até 0,7 l/100 km.

Entretanto, lá mais para a frente, mais precisamente em março de 2019, está prevista a chegada do menos potente 45 TDI de 231 cv, seguindo-se, em julho, o “desembarque” do topo de gama SQ8 BiTDI de 435 cv.

Caro? Depende…

Finalmente e quanto a preços, o Audi Q8 50 TDI está desde já disponível, com um só nível de equipamento e uma extensa lista de opcionais, por um preço base de 110 mil euros. Ou seja, mais 15 mil euros que o Q7 correspondente (mas com bastante menos equipamento de série), e mais cerca de 10 mil euros que a futura motorização Q8 45 TDI.

Caro ou não, a Audi Portugal acredita poder vir a vender cerca de 60 carros por ano. Não só porque o valor pedido por este Q8 está em linha com o dos rivais, mas também porque, só o Q7, vale, neste momento, entre 70 e 100 unidades por ano.

Se aceitarmos que este Audi Q8 é mais emocionante e arrebatador que o Q7, então…

 

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