Chegada do Cadillac CTS a Portugal poderá estar para breve

Aparentemente os nossos amigos americanos deram-nos ouvidos, é apenas um começo, mas o futuro avista-se promissor. Já estiveram por cá em 2006 com o Cadillac BLS, mas será que é desta que a Cadillac regressa a Portugal de vez?

O grupo GM, responsável pela Opel e Chevrolet, pondera a introdução da Cadillac no mercado português com apenas um modelo em discussão, o novo Cadillac CTS, que foi apresentado em Cascais no passado mês de Março. Mas pelas nossas contas, outros modelos da gama da marca americana poderão aterrar em solo luso muito em breve.

Já podemos encontrar concessionários da Cadillac em países como a Alemanha, Espanha, França, Itália, Grécia, entre outros. Poderá estar na altura do mercado luso receber de braços abertos, independentemente dos gostos pessoais de cada um de nós, os nossos amigos americanos.

Cadillac CTS (2)

O modelo em cima é o novo Cadillac CTS e está equipado com um motor 2.0 litros turbo com 276cv e 400Nm de binário. Os consumos são muito mais moderados do que aos que estamos habituados nos automóveis americanos, uns «razoáveis» 8.7 litros por cada 100Km percorridos, valores que poderiam ser bem mais simpáticos caso recorressem a uma caixa de 8 velocidades, à semelhança dos seus concorrentes europeus, em vez da caixa de 6 relações automática eleita.

Com 1640Kg, atinge os 100Km/h em 6.8 segundos, números interessantes e que graças a uma distribuição de peso quase perfeita (50.1% à frente e 49.9% atrás) nos dão a ideia de uma dinâmica de condução bem desportiva.

Os preços do Cadillac CTS com tracção traseira começam nos 62 mil euros para a versão base Elegance AT e sobem até aos 70 mil euros para a versão Premium. Sendo estes, dois dos quatro níveis de equipamento disponíveis, entre os quais estão também os níveis Luxury e Performance. Existirá a opção de tracção integral, que equivalerá a um acréscimo de cerca de 5000€ e umas “gotinhas” a mais nas médias de consumo.

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Falta apenas um bloco diesel para tornar esta receita um pouco mais nutricional, uma “saladinha” para acompanhar este “hambúrguer”. Porque as “batatas fritas” por mais suculentas que sejam, podem levar a nossa carteira no sentido contrário ao do nosso peso. (e esta analogia?)

Só dentro de alguns meses saberemos se esta será ou não uma receita de sucesso, pois o mercado para este automóvel em particular é diminuto. Será um público que irá prezar a exclusividade de um modelo, em detrimento de um económico concorrente alemão.

Conforto também não deve faltar, mas estes atributos e muitos outros só os poderemos avaliar quando nos sentarmos ao volante de um Cadillac CTS.

Quando me perguntam se poderiam os automóveis americanos vingar em Portugal, eu diria que sim novamente, mas é claro, se quiserem vencer terão que se fazer acompanhar por uma “saladinha”.

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