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Volvo Cars. Elétricos «imunes» às crises fazem crescer receitas

A Volvo Cars anunciou os resultados financeiros do terceiro trimestre. As vendas baixaram, mas os lucros e o «peso» dos elétricos aumentaram.

Volvo C40 Recharge vista dianteira 3/4

Numa conferência realizada hoje e à qual a Razão Automóvel pôde assistir, a Volvo Cars deu a conhecer os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2022.

Os efeitos das crises que afetam a indústria automóvel — da escassez de semicondutores, aos confinamentos na China devido ao Covid, passando por várias disrupções nas cadeias de abastecimento — voltaram a refletir-se nos números da marca sueca.

Entre julho e setembro de 2022 a Volvo Cars vendeu 138 mil automóveis, menos 8% que no período homólogo de 2021. Contudo, há sinais positivos nas hostes da Volvo Cars.

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Elétricos em alta

Segundo a marca sueca, a procura por modelos premium eletrificados mantém-se alta e as vendas da gama Recharge comprovam-no. Durante o terceiro trimestre as vendas de Volvo elétricos subiram 87% face ao período homólogo de 2021.

Os modelos elétricos corresponderam, assim, a 7% das vendas da Volvo Cars no terceiro trimestre, com particular destaque para o mês de setembro.

Volvo C40 e XC40 Recharge
Em setembro os modelos elétricos da Volvo Cars bateram um novo recorde de vendas.

Nesse mês a Volvo Cars vendeu mais de 6000 modelos elétricos, um valor que correspondeu a 12% das vendas totais. Em comparação, em setembro de 2021 os modelos elétricos tinham correspondido a 3,5% das vendas totais.

Menos vendas, mais receita, mas menos lucro

Apesar da quebra nas vendas, a Volvo Cars anunciou um crescimento das receitas em 30% no terceiro trimestre deste ano, fixando-se nos 79,3 mil milhões de coroas suecas, cerca de 7,2 mil milhões de euros.

De acordo com a Volvo Cars, este aumento das receitas reflete a procura pelos seus SUV, principalmente as versões eletrificadas, de preço mais elevado.

Apesar do aumento das receitas, não houve um correspondente aumento dos lucros, com estes a fixarem-se nos 3,5 mil milhões de coroas suecas (cerca de 319 milhões de euros) — margem de lucro de 4,4%. —, uma quebra de, respetivamente, 19% e 38% relativamente ao mesmo período de 2021 (4,3 mil milhões de coroas suecas e margem de 7,1%).

Se a estes valores juntarmos os números das joint ventures e associados da Volvo Cars (entre os quais se inclui a Polestar), os lucros descem para os 2,1 mil milhões de coroas suecas (191 milhões de euros), com a margem de lucro a fixar-se nos 2,6%, uma descida de, respetivamente, 38% e 53% com o período homólogo do ano passado (3,3 mil milhões de coroas suecas e 5,5% de margem).

A Volvo Cars justifica a descida dos lucros operacionais com os custos crescentes das matérias primas, a crise dos semicondutores e os custos logísticos.

Previsões

Quanto ao resto de 2022, a Volvo Cars continua a mostrar-se confiante na estabilização das cadeias de abastecimento. Por isso aponta para um crescimento progressivo das vendas nos próximos meses.

Para o último trimestre de 2022 a Volvo Cars espera um crescimento da produção e das vendas em comparação com o período homólogo de 2021. Contudo, as suas previsões para a totalidade de 2022 apontam um decréscimo do volume de vendas face a 2021.

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