Sonho realizado. O meu primeiro Toyota AE86 Corolla GT

Estamos a guardar energia para o que mais importa.

Clássicos

Sonho realizado. O meu primeiro Toyota AE86 Corolla GT

Para quem gosta de automóveis, o Toyota AE86 Corolla GT poderá ser um dos automóveis mais importantes dos anos 80.

À primeira vista, pode parecer um exagero da minha parte. Mas estou convencido que o Toyota AE86 Corolla GT é mesmo um dos carros mais importantes da década de 80.

Não é por uma questão de tecnologia, de performance ou design — tipicamente os caminhos mais diretos para o «Olimpo do Automóveis» de culto.

É por algo, talvez tão ou mais importante, quanto os motivos que indiquei acima: uma questão de princípios. Alguns deles explicados neste vídeo:

É um carro de princípios. E no âmbito do German Car of The Year (GCOTY) e do Carro Mundial do Ano (WCOTY), tive oportunidade de finalmente realizar um sonho antigo: conduzir o meu primeiro Toyota AE86.

Uma unidade em estado praticamente imaculado, propriedade da coleção privada da Toyota Motor Europe, e que durante escassas horas — seriam sempre escassas mesmo que fossem muitas — foi conduzida por mim.

A NÃO PERDER: Fizemos o «teste da moeda» ao motor V12 do Mercedes-Benz Classe S (W 140)

O princípio do prazer de condução

Numa altura em que a indústria automóvel começava a abandonar plataformas e carroçarias focadas no prazer de condução — a título de exemplo, tivemos de esperar até 1989 para a Mazda fazer renascer os roadsters, com o MX-5 — a Toyota teve a coragem (e a capacidade financeira) para contrariar a corrente.

Na quinta geração do Toyota Corolla, já totalmente convertida aos benefícios racionais da tração dianteira — leia-se melhor aproveitamento do espaço interior, custos de produção mais baixos e condução mais acessível — teve a ousadia de lançar o Corolla GT, ou se preferirem, o Toyota AE86.

Toyota AE86 GCOTY 2023 - 2
Ainda hoje o motor 4AGE impressiona. Guilherme Costa / Razão Automóvel

Um modelo totalmente diferente da restante gama Corolla. Recorria a um chassis específico de tração traseira e um motor que era um concentrado de tecnologia: o motor 4AGE.

Nascia assim o Toyota AE86. Um modelo que a Toyota fez porque quis, e não porque precisava. Focado essencialmente apenas num fator: o prazer de condução.

Como seria de esperar, o Toyota AE86 tornou-se imediatamente num objeto de culto. Em primeiro lugar pela sua condução; e em segundo lugar por ser uma excelente base para modificações mais radicais.

Toyota AE86 GCOTY 2023 - 3 Guilherme Costa / Razão Automóvel

Desde então, tem sido um dos modelos prediletos para a prática de uma modalidade onde o espetáculo e a diversão se sobrepõem à ditadura do cronómetro: o drift. Algo muito pouco habitual no desporto automóvel.

Culto do Toyota AE86

Não tardou para que o Toyota AE86 fosse protagonista entre os mais jovens, tanto em estrada como na televisão.

É incontornável o contributo que a série Manga “Initial D” teve neste processo. Poucos foram os jovens que não desejaram, pelo menos uma vez, ter um Toyota AE86 na garagem.

Porém, a fiscalidade portuguesa e o preço elevado deste modelo na Europa, nunca permitam que o Toyota AE86 fosse tão comum nas estradas nacionais quanto foi, por exemplo, no Japão.

Volvidos mais de 40 anos desde o seu lançamento, o espírito desafiador e focado no prazer de condução deste modelo, tem um sucessor: o Toyota GR86. A fórmula é a mesma, apenas atualizada com os ingredientes da atualidade.

Um modelo que testei há precisamente um ano — também no âmbito do Carro Mundial do Ano — e que aguardo voltar a encontrar brevemente em solo nacional.

Enquanto este reencontro não acontece, subscrevam o nosso canal de YouTube e ativem o sino das notificações, porque há muito mais a acontecer na Razão Automóvel. Fiquem atentos… os próximos meses prometem.

Sabe responder a esta?
Em que ano foi lançada a segunda geração do Toyota Paseo?
Não acertou..

Mas pode descobrir a resposta aqui::

Ainda te lembras dos pequenos coupé dos anos 90?

Mais artigos em Testes