Mitsubishi ASX. Só chega em 2023 mas já sabemos que motorizações vai ter

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Antevisão

Mitsubishi ASX. Só chega em 2023 mas já sabemos que motorizações vai ter

O novo Mitsubishi ASX só chega em 2023, mas a marca japonesa não quis esperar e já divulgou todas as motorizações do seu SUV compacto.

A Mitsubishi começou a levantar a ponta do véu sobre a nova geração do ASX, o seu SUV compacto, no início deste ano, ao mostrar um primeiro teaser (em baixo) e indicar a sua comercialização para a primavera de 2023.

A marca japonesa destapa agora um pouco mais o véu do novo modelo, revelando quais as motorizações que o equiparão, ao mesmo tempo que anuncia o dia em que será oficialmente revelado: 22 de setembro de 2022.

Quanto às motorizações, confirma-se o que a marca já tinha dito antes: o novo Mitsubishi ASX vai apostar forte nas motorizações eletrificadas, integrando uma motorização híbrida e outra híbrida plug-in.

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Mitsubishi ASX 2023 teaser

Potenciar sinergias

Apesar das origens japonesas, o novo ASX terá muito mais de europeu que japonês, devido ao reforçar das sinergias encetado pela Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.

Assim, o novo B-SUV será produzido na Europa, mais precisamente na fábrica da Renault em Valladolid (Espanha), juntamente com o Renault Captur, com o qual partilhará a plataforma CMF-B e também a larga maioria das motorizações, justificando a familiaridade das mesmas.

Apesar de assumirem designações distintas, são partilhadas com o «irmão» francês e outros modelos da Aliança.

Mitsubishi ASX
O Mitsubishi ASX foi renovado em 2020, mas não chegou a Portugal.

Como motorização de entrada, quando chegar em 2023, o Mitsubishi ASX contará com um três cilindros turbo com 1,0 l de capacidade, designado de 1.0 L MPI-T, com 91 cv e emissões de CO2 entre as 132 g/km e as 136 g/km. Associado a este motor estará uma caixa manual de seis velocidades.

Um degrau acima, encontramos o conhecido quatro cilindros turbo de 1,3 l, designado de 1.3 L DI-T, e contará com duas versões. A primeira, com 140 cv (emissões entre 130-134 g/km) vai estar associada a uma caixa manual de seis velocidades; a segunda terá 158 cv (emissões entre 131-137 g/km) e contará apenas com uma caixa automática de sete velocidades (7DCT, de dupla embraiagem).

Híbridos a dobrar

Mas a maior aposta da Mitsubishi para o novo ASX estará nas motorizações híbridas e o SUV compacto será o primeiro da marca na Europa a contar com uma motorização híbrida convencional (HEV), ou seja, sem necessidade de ligar à tomada para carregar a bateria.

Trata-se da mesma unidade que encontramos no Renault Clio, opção já testada por nós, conjugando um motor de combustão naturalmente aspirado de 1,6 l com dois motores elétricos alimentados por uma bateria de 1,3 kWh. A potência máxima combinada será de 145 cv, mas terá emissões de CO2 mais baixas, entre as 107 g/km e as 113 g/km.

A outra motorização híbrida do ASX será um plug-in (PHEV), ou seja, a bateria pode ser carregada externamente através de um cabo de carregamento. Tal como o HEV, o PHEV conta com o mesmo 1,6 l de combustão e dois motores elétricos, mas a bateria passa a ser maior, de 10,5 kWh, ao mesmo tempo que a potência máxima combinada sobe até aos 160 cv — números próximos aos do Captur E-Tech híbrido plug-in, que já testámos.

A Mitsubishi não avança com dados relativos à autonomia, mas tendo em consideração as emissões de CO2 anunciadas de 30-31 g/km, e o facto da bateria ser um pouco maior da usada no Captur (9,8 kWh), podemos extrapolar que a autonomia supere os 50 km oficiais do «irmão» francês.

Tal como já acontece com tantos outros modelos, não haverá motorizações Diesel disponíveis, assim como não está prevista uma variante 100% elétrica do novo Mitsubishi ASX.

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