BMW M5 Touring (E61). V10 tem ainda os «cavalos» todos ao fim de 15 anos?

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Banco de potência

BMW M5 Touring (E61). V10 tem ainda os «cavalos» todos ao fim de 15 anos?

O 5.0 V10 naturalmente aspirado desta BMW M5 Touring (E61) de 2007 é levado ao banco de potência. Os 507 cv estão lá todos?

Se o objetivo era impressionar e demarcar-se da concorrência, os BMW M5 (E60) e M5 Touring (E61), revelados, respetivamente, em 2005 e 2007, sem dúvida que o conseguiram.

Não só pelas (ainda) controversas linhas aprovadas por Chris Bangle, mas sobretudo pelo seu V10 «de corridas» — um elo de ligação à Fórmula 1, quando a BMW fornecia os 3.0 V10 à Williams.

Identificado pelo código S85, este 5.0 V10 naturalmente aspirado era capaz de fazer 8250 rpm e parecia mais apropriado a um superdesportivo da época do que à berlina e carrinha executiva da BMW.

TÊM DE VER: As carrinhas desportivas mais radicais de sempre: BMW M5 Touring (E61)
BMW M5 Touring E61

Mas foi isso mesmo que aconteceu. O inebriante V10 declarava um máximo de 507 cv às 7750 rpm e os 520 Nm de binário surgiam também a umas elevadas 6100 rpm. Para não «assustar» os mais incautos, estes M5 tinham um modo de baixa potência… com apenas 400 cv.

Só que estes números já contam com, pelo menos, 15 anos em cima. Será que se mantém ao fim desse tempo todo? É o que Mike Fernie da DriveTribe vai descobrir sobre a sua BMW M5 Touring, levando-a a um banco de potência nas instalações da Evolve Automotive.

E os resultados não se fizeram esperar: 510,8 cv e 398,2 cv no modo de baixa potência (valores à cambota). Os praticamente 511 cv obtidos são até ligeiramente superiores aos valores de fábrica, com o V10 desta M5 Touring a revelar uma invejável «saúde».

Na segunda parte do vídeo mostram a instalação de uma nova admissão específica para o V10, explicada pelo engenheiro que a concebeu e para saber que efeitos teve no motor, a BMW M5 Touring é levada de novo ao banco de potência.

Sendo o V10 um motor naturalmente aspirado, não seria de esperar um grande ganho de potência só pela troca da admissão, e por isso o valor final medido é de 518,1 cv, apenas mais 7,4 cv. Mas mais importante é, talvez, a comparação do «antes e depois» das curvas de potência e binário.

E pode-se constatar ganhos importantes de potência e binário nos regimes mais baixos — o S58 nunca foi o motor mais disponível em baixas —, que deverão contribuir para uma superior disponibilidade numa condução «normal», onde os regimes baixos são dos mais usados.

Como respira tanta «saúde»

Que o S85 é um motor fantástico, ninguém tem dúvidas. Mas também revelou ser, ao longo dos anos, algo frágil e de manutenção elevada.

Os números elevados que este V10 em particular está a produzir, apesar dos 15 anos que tem, também são resultado não só de uma cuidada manutenção, como de uma profunda revisão realizada algum tempo antes, onde foram trocados alguns componentes conhecidos por falharem no S85, como as capas de biela.

O que foi feito ao V10 para o colocar na melhor forma possível? Vejam no próximo vídeo:

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