Baterias do Nissan Leaf têm «segunda vida» nas passagens de nível japonesas

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Baterias do Nissan Leaf têm «segunda vida» nas passagens de nível japonesas

A Nissan continua empenhada em dar uma «segunda vida» às baterias do Nissan Leaf e juntou-se aos caminhos de ferro japoneses para o fazer.

Há muito empenhada em reutilizar e reciclar as baterias do Nissan Leaf, a marca japonesa deu a conhecer um novo projeto que dá uma «segunda vida» às baterias que alimentam o seu modelo elétrico.

Depois de ter usado as baterias do Leaf para iluminar um estádio de futebol, a Nissan juntou-se à 4R Energy para as reciclar e reutilizar, e é novamente com esta empresa que «abraçou» um novo desafio.

As baterias usadas que já não servem no Leaf, estão agora a ser testadas pela East Japan Railway Company (JR East) para operar os dispositivos de travessias ferroviárias (vulgarmente conhecidas «passagens de nível»).

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Nissan Leaf

Modernizar e reciclar

Cada travessia conta com unidades de alimentação de emergência para garantir que funcionam corretamente em todas as situações (por exemplo, durante trabalhos de manutenção ou falhas temporárias de energia).

Atualmente, essas unidades de alimentação de emergência recorrem a baterias chumbo-ácido e são precisamente essas que a JR East começou a substituir com as de iões de lítio dos Nissan Leaf.

Afinal de contas, a bateria de iões de lítio do Leaf retém ainda 60% a 80% da sua capacidade de armazenamento no final do seu ciclo de vida no veículo.

Além de promover a sustentabilidade, esta troca das baterias chumbo-ácido pelas de iões de lítio do Nissan Leaf tem outra vantagem.

Nissan Leaf
Algumas das vantagens da utilização das baterias do Leaf.

Como diz Kaito Tochihara, investigador-chefe no centro de I&D ferroviário do Japão Oriental, estas baterias têm um melhor desempenho do que as usadas até agora.

Face às baterias chumbo-ácido, as de iões de lítio precisam apenas de 1/3 do tempo de carregamento. São também mais duráveis (duram em média 10 anos face aos 3-7 anos de uma bateria padrão) e permitem verificar o seu estado à distância graças à presença de um sistema de controlo.

À prova de (quase) tudo

Um dos grandes desafios colocados nesta «nova vida» das baterias passa pela sua resistência à enorme descarga de energia que advém dos relâmpagos.

Quando um automóvel é atingido por um relâmpago, a eletricidade flui para o chão através da estrutura do automóvel. Isto evita que uma tensão súbita e alta (a onda de relâmpago) flua para a bateria.

Já numa travessia ferroviária, a bateria está ligada por cabos a dispositivos como barreiras, alarmes e equipamentos de controlo. Ora, se se os relâmpagos «caírem» relativamente perto a eletricidade pode fluir diretamente para a bateria através desses cabos.

Para garantir que as baterias resistam a tais ondas, a infraestrutura de controlo da bateria foi modificada e colocada à prova em vários testes que visaram analisar o efeito de picos de tensão e outros fatores ambientais.

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