Motores de combustão após 2035? Alemanha diz sim, mas com uma condição

Estamos a guardar energia para o que mais importa.

Emissões

Motores de combustão após 2035? Alemanha diz sim, mas com uma condição

O ministro alemão dos transportes, Volker Wissing, diz que os motores de combustão podem continuar após 2035, mas só com combustíveis sintéticos.

A União Europeia propôs uma redução de 100% das emissões de CO2 para os veículos novos a partir de 2035, implicando, essencialmente, o fim dos motores de combustão interna, mas a Alemanha discorda da proposta, tendo em conta as declarações do seu ministro dos transportes, Volker Wissing.

“Queremos permitir motores de combustão mesmo depois de 2035”, disse Wissing à margem de um encontro informal com outros ministros europeus perto de Paris.

Mas Wissing acrescentou que para isso acontecer, só se os veículos equipados com motores de combustão interna usarem exclusivamente combustíveis sintéticos.

VEJAM TAMBÉM: Motores de combustão para lá de 2030? Lamborghini acredita que sim
Porsche 718 Cayman GT4 RS
A Porsche tem sido dos construtores mais ativos no que toca aos combustíveis sintéticos. Este ano arrancará a produção de combustíveis sintéticos na sua fábrica, no Chile, juntamente com a Siemens.

Os combustíveis sintéticos, um tema já abordado por diversas vezes na Razão Automóvel, tal como o nome indica, são combustíveis sintetizados a partir de CO2 (dióxido de carbono) e hidrogénio.

Não derivam do petróleo e ao usarem CO2 na sua composição, podem contribuir substancialmente para reduzir a emissão de gases de estufa e a nossa dependência dos combustíveis fósseis. Além do mais, tem a potencial vantagem de serem compatíveis com os automóveis já em circulação, com estes a poderem fazer parte do esforço de redução das emissões de gases de estufa.

Volker Wissing vai mais longe ao afirmar que “não podemos depender apenas da mobilidade elétrica ou a hidrogénio para o futuro”, rematando com a necessidade “de nos manter tecnologicamente neutros”.

VEJAM TAMBÉM: Mazda adere a aliança para estabelecer e promover combustíveis neutros em CO2

Dito isto, ele não renega o automóvel elétrico, mas reconhece que, até à data, “não temos veículos elétricos suficientes, por isso precisamos de escalar a sua disponibilidade”.

As palavras do ministro alemão dos transportes, Volker Wissing, são as mais recentes que vão contra o calendário proposto pela União Europeia para retirar o motor de combustão interna da equação, no objetivo de atingir a neutralidade climática do continente em 2050.

Fonte: Motor1.com Italia

Mais artigos em Notícias