Recharge No modo Recharge está a reduzir a sua pegada ecológica.

Obrigado por guardar energia para o que mais importa.

Uma iniciativa
x

Recharge

Estamos a guardar energia para o que mais importa.

Transformação

Três turbos e 591 cv. Este BMW M2 Diesel tem ADN português

Este exemplar que aqui vos trazemos começou por ser um 220d Coupé, mas entretanto evoluiu para um possível e "todo poderoso" BMW M2 50d.

A BMW nunca fez um M2 Diesel — não faz muito sentido fazê-lo, pois não? —, mas isso não quer dizer que ele não exista. Pelo menos é isso que diz o proprietário deste M2 50d (já vão perceber a origem do nome…), que o imaginou quase de raiz.

Este BMW começou a sua vida como um mais modesto 220d Coupé, mas graças ao engenho de Gary Martins, um ex-técnico da BMW, luso-descendente, que agora gere a sua própria oficina na África do Sul, a Grease Monkey Motors, evoluiu para, na medida do possível, um modelo M Diesel, ainda que — obviamente — de forma não oficial.

Mas mesmo que tudo isto possa parecer um sacrilégio para os fãs da marca de Munique, para Gary Martins não há qualquer dúvida de que este é um M2 “de corpo e alma”. E se olharmos para a tradição de modelos Diesel com a assinatura M de facto não é assim tão estranho…

A NÃO PERDER: Futuro BMW M2 (G87). “Drift machine” mantém tração traseira, chega em 2022
BMW M2 50d

Um dos grandes segredos desta preparação está escondido debaixo do capô, já que o quatro cilindros do 220d deu lugar ao seis cilindros em linha com 3.0 litros de capacidade e três turbos (N57) de um X5 M50d (F15, a geração anterior) — o “monstro” Diesel dos quatro turbos é o B57.

De acordo com Gary Martins, não foi necessário fazer qualquer alteração ao chassis para acomodar este “monstruoso” bloco, que conta com um sistema de injeção de água-metanol e com óxido nitroso (NOS).

Contas feitas, este M2 Diesel debita 591 cv de potência e 1070 Nm de binário máximo, um aumento considerável face aos 386 cv e 740 Nm que este motor produzia à saída da fábrica.

LEIAM TAMBÉM: Mistério. BMW M2 sem saídas de escape “apanhado”. Que elétrico será este?
BMW M2 50d

O “tratamento” especial — que Gary explica em vídeo — continua no exterior, com uma imagem que procura replicar o look agressivo do BMW M2 “verdadeiro”. O pára-choques dianteiro, por exemplo, foi “roubado” a um M2 Competition, ao passo que o pára-choques traseiro e as cavas das rodas vêm diretamente de um M2.

As quatro saídas de escape também saltam à vista, bem como a asa traseira da M Performance em fibra de carbono.

Mas a lista de mudanças não se esgota aqui. O capô é em fibra de carbono e foi criado especificamente para esta transformação, tal como a tampa da bagageira, que é feita no mesmo material.

Os travões dianteiros vieram de um M5 e os traseiros de um M4. Mas há mais. A transmissão foi “roubada” a um 330d e modificada para conseguir lidar com os mais de 1000 Nm de binário.

RELACIONADO: Já testámos o BMW M2 CS. O que vale o “presente de despedida”?
BMW M2 50d
No interior, encontramos bancos dianteiros de um M3 e uma gaiola de segurança que elimina todo o banco traseiro.

Homologado para circular na estrada, é em pista que Gary Martins acaba por tirar o máximo proveito do seu M2 Diesel, que no próximo mês de setembro fará a sua estreia em competição na Simola Hillclimb, em Knysna, na África do Sul.

Sabe responder a esta?
Quantos cavalos tem o BMW M3 Competition (G80)?
Não acertou..

Mas pode descobrir a resposta aqui::

Novo BMW M3 Competition (G80). Este ou um Giulia Quadrifoglio?

Mais artigos em Notícias