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Design

Redesign do Mitsubishi Eclipse, o coupé. Como poderia ser nos dias de hoje

O Mitsubishi Eclipse nasceu como coupé, mas hoje é nome, muitos lamentam, de SUV. Num regresso às origens, um designer propõe um redesign da segunda geração.

Publicámos hoje o nosso primeiro contacto em Portugal com o novo Mitsubishi Eclipse Cross PHEV, o SUV médio da marca japonesa. SUV? Pois. Devem ser muitos os que ainda associam o nome Eclipse na marca a uma carroçaria completamente distinta e bem mais “rasteirinha”.

Durante duas gerações e 10 anos, na última década do século passado, Mitsubishi Eclipse foi sinónimo de coupé na Europa — um verdadeiro coupé… nada a ver com as “criaturas” de hoje, desde sedãs a SUV, que se apropriaram da designação —, uma alternativa a outros coupés estabelecidos no mercado, como o Toyota Celica.

Era um tudo à frente, mas as versões mais potentes, equipadas com o 4G63 (o mesmo bloco usado nos dominantes Evolution), vinham com tração às quatro rodas. E ainda foi “estrela de cinema” quando o vimos no primeiro filme da saga Velocidade Furiosa, na sua segunda geração.

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É precisamente a partir da segunda e “redondinha” geração — a última a ser comercializada na Europa, tendo tido mais duas gerações nos EUA — que o designer Marouane Bembli, do canal TheSketchMonkey, baseou o seu redesign, de modo a alinhar o aspeto do coupé com as mais recentes tendências estilísticas.

Há dois vídeos publicados, com o primeiro a focar-se na traseira do coupé japonês e o segundo na dianteira (se quiserem ver o resultado final, há imagens no final deste artigo).

“Melted cheese”?

Se viram os vídeos hão-de reparar que Marouane Bembli repete frequentemente a expressão “melted cheese” (queijo derretido) para caracterizar o estilo da segunda geração do Mitsubishi Eclipse.

Este período do design automóvel durante a década de 90 foi assim chamado devido aos elementos arredondados e superfícies suaves e positivas que o caracterizava, como se houvesse uma aversão a vincos ou linhas retas. Poderíamos afirmar que foi uma reação (algo exagerada) ao excesso de linhas retas e elementos quadrados ou retangulares que remontavam à década de 70 e definiram tantos modelos.

Sim, a expressão “melted cheese” tem uma componente depreciativa. Longe do termo original de bio-design (que não afetou apenas o design automóvel, tendo influenciado a forma de muitos mais objetos) que se inspirava no mundo natural e nas formas mais suaves e orgânicas que o compõem.

Porém, foram vários os casos em que os designers parecem ter ido longe demais no suavizar das linhas, com alguns modelos a parecer não ter sequer estrutura (esqueleto), tensão visual ou formas bem definidas quase como se tivessem a “derreter” tal e qual um pedaço de queijo derretido.

E sim, apesar de ter conquistado muitos fãs pela sua aparência moderna e apelativa, a segunda geração do Mitsubishi Eclipse encaixa que nem uma luva nesta categorização.

O que mudou?

Dito isso, Marouane Bembli no seu redesign quis manter parte dessa identidade “derretida” que marcou este coupé, ao mesmo tempo trazendo-o para os nossos dias. Redesenhou profundamente a frente e traseira adicionando elementos visuais mais angulares que ajudam a estruturar o design do coupé japonês.

Podemos ver atrás uma nova barra luminosa em LED que foi adaptada, curiosamente, das óticas do renovado Lexus IS — aquele que não vem para a Europa. Enquanto à frente, as rasgadas e elípticas óticas dão lugar a novos elementos angulares, com uma parte inferior a negro, refletindo a mesma solução atrás.

Mitsubishi Eclipse redesign © TheSketchMonkey

Também os para-choques ganharam definição, com arestas a separar de forma mais clara as diferentes superfícies que os caracterizam, dando mais primazia a linhas horizontais. A destacar atrás ainda as saídas de escape bem maiores que ladeiam um novo difusor.

Também de lado é possível observar transições mais abruptas entre superfícies, sobretudo as que definem os guarda-lamas, dando a este redesenhado Mitsubishi Eclipse ombros melhor definidos, com mais músculo. Característica acentuada pela presença de rodas com jantes de maior dimensão e pneus de menor perfil, uma solução contemporânea e a dar ao redesenhado coupé japonês uma melhor “stance” que o original.

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De notar a ausência de uma grelha dianteira, tal como no modelo original, com o ar a chegar ao motor apenas e só pela entrada de ar inferior central. Dá ao redesenhado Eclipse uma face bastante limpa e em contraste com muito do que vemos nos dias de hoje — quase que parece um… elétrico.

Mitsubishi Eclipse redesign © TheSketchMonkey

Trata-se apenas de um exercício estilístico, sem ligação à Mitsubishi ou ao mundo real. Mas o que vos parece?

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