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Mercedes-Benz EQT Concept. MPV de 7 lugares para as famílias a “pilhas”

Com o Mercedes-Benz EQT Concept a marca alemã alarga a sua ofensiva elétrica ao segmento dos monovolumes. A sua chegada ao mercado ocorre dentro de um ano.

O Mercedes-Benz EQT Concept surge em contra-ciclo, onde na última década assistimos ao quase desaparecimento dos monovolumes do mapa (um deles foi o MPV Classe R da Mercedes).

Foram substituídos pela invasão de SUV à medida que as famílias se deram conta de que não precisavam dos MPV para levarem os seus filhos à escola ou para irem de férias uma vez por ano (tanto mais que, na Europa, os indicadores demográficos mostram claramente que o número de filhos por família tem decrescido a olhos vistos).

Os SUV tendem a ter um comportamento em estrada mais equilibrado além de uma imagem mais apreciada, ao mesmo tempo que dispõem de interiores com sistemas de bancos geralmente menos sofisticados – e caros – que agradam a quem os fabrica e a quem os compra.

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Mercedes-Benz EQT Concept

Mas, mesmo tendo encolhido, a procura de monovolumes existe, sejam por famílias numerosas, sejam por empresas de transporte de passageiros, ou mesmo entregas de volumes, neste caso suprida por variantes comerciais desse tipo de carroçarias que a Mercedes-Benz já produz nas suas gamas Citan, Sprinter e Classe V.

Neste último caso existe até uma clara intersecção no cliente-alvo do novo Classe T (que terá versões com motor de combustão e este EQT), já que a versão mais compacta do Classe V (4,895 m) é até mais pequena do que o T (4,945 m) que os alemães chamam de carrinha compacta, mas que com quase 5,0 m comprimento, 1,86 m de largura e 1,83 m de altura não é propriamente um veículo pequeno.

Florian Wiedersich, responsável de marketing de produto do EQT, salienta que “a ideia é conquistar um tipo de cliente para quem o preço é um fator muito importante e que entende que os SUV premium são demasiado caros, mas que quer uma solução de transporte funcional, espaçosa e para um grupo de utilizadores potencialmente numeroso”.

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Até sete ocupantes e até cinco bebés

O Mercedes-Benz EQT Concept dispõe de portas deslizantes em ambos os lados que geram uma ampla abertura para que se torne possível aceder aos bancos individuais na terceira fila (que, tal como os três da segunda fila, estão aptos a receber cadeiras de criança).

Para esse efeito é bastante útil que as costas dos bancos da segunda fila (que são fixos) rebatam e desçam num único movimento, por ser uma operação muito fácil, rápida e que cria um fundo plano. Os dois bancos da terceira fila podem ainda avançar e recuar alguns centímetros para gerir o espaço de quem se senta atrás ou criar mais volume para bagagem, ou até ser retirados do veículo para aumentar ainda mais a capacidade de carga.

Existirá ainda uma carroçaria mais curta, apenas com duas filas de bancos (tanto no Citan, como no Classe T e no EQT), com um comprimento total a rondar os 4,5 m.

O amplo interior (que podemos antecipar logo no exterior pelas formas quadradas da carroçaria e o tejadilho elevado, que tem uma zona central translúcida) é dominado pelas cores branca e preta, no revestimento em couro (parcialmente reciclado) dos bancos de cor branca e no tabliê cuja secção superior inclui um prático compartimento de arrumação semifechado (por cima da instrumentação, onde podem ser colocados pequenos objetos ou documentos que se querem ter à mão).

As saídas de ar redondas em preto brilhante, os elementos de acabamento galvanizado e o volante multifuncional com botões Touch Control criam uma imediata ligação à gama de modelos de passageiros da Mercedes.

O mesmo se pode dizer do sistema de infoentretenimento MBUX, que pode ser controlado através do ecrã tátil central de 7”, pelos botões no volante ou, opcionalmente, através do assistente de voz “Hey Mercedes” com inteligência artificial (que vai aprendendo os hábitos do condutor com o tempo e chega a propor ações habituais, como ligar a um familiar à sexta-feira quando essa é uma prática comum).

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Genes modernos da família EQ

Mesmo não mostrando ainda a sua versão final de produção em série — que chegará ao mercado na segunda metade do ano que vem, uns meses depois do Classe T com motores gasolina/Diesel — este concept car é facilmente reconhecido como membro da família EQ pelo painel frontal negro entre os faróis LED com um acabamento brilhante tendo estrelas como padrão de fundo.

Mercedes-Benz EQT Concept

Estas estrelas (retiradas do símbolo da Mercedes) de diferentes tamanhos com efeito 3D são depois repetidas ao longo de todo o veículo, seja nas jantes de liga leve de 21″ (as de série serão mais pequenas, provavelmente 18” e 19”), no teto panorâmico e no skate elétrico com que o concept é apresentado para o associar a atividades de lazer (juntamente com um capacete e equipamento próprio para a atividade, fixos nas costas dos dois bancos da terceira fila).

Também típica dos modelos EQ, existe uma faixa transversal luminosa LED a toda a largura do modelo, que ajuda a criar um contraste que causa impacto e também uma assinatura muito própria em condução noturna.

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No segredo dos deuses

Sobre a técnica de propulsão do Mercedes-Benz EQT Concept sabe-se muito pouco… em alguns casos mesmo nada. A base rolante será partilhada com a nova geração do Citan (com duas versões, Panel Van e Tourer), que ainda será lançada em 2021, e a bateria de iões de lítio deverá estar colocada no piso do veículo, entre os dois eixos.

Mercedes-Benz EQT Concept a carregar

Será mais pequena do que a de 100 kWh do EQV (cuja versão elétrica tem mais de cinco metros de comprimento, sendo um veículo mais pesado), que permite uma autonomia de 355 km e carregamentos de 11 kW em corrente alternada (AC) e até 110 kW em corrente direta (DC).

Não deveremos andar muito longe da verdade se apontarmos para uma bateria com uma capacidade entre 60 kW e 75 kW, para uma autonomia na ordem dos 400 km, tudo isto estimativas.

Nesta fase em que o Mercedes-Benz EQT apenas existe como concept e a pouco mais de um ano da sua chegada ao mercado, os responsáveis da marca da estrela não estão dispostos a revelar dados técnicos mais concretos, evitando assim entregar muitos trunfos à concorrência…

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