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Apresentação

Mercedes-Benz EQS. O elétrico que quer redefinir o luxo

A Mercedes-Benz apresentou finalmente o EQS, o seu novo porta-estandarte para a mobilidade elétrica. Será que tem o que é preciso para triunfar?

O Mercedes-Benz EQS, o novo porta-estandarte elétrico da marca alemã, acaba de ser apresentado ao mundo, depois de muitas semanas de espera, onde a fabricante de Estugarda nos foi abrindo “o apetite” com a divulgação de informações que nos foram permitindo conhecer, aos poucos, este modelo inédito.

A Mercedes-Benz descreve-o como o primeiro automóvel elétrico de luxo e quando começamos a ver o “menu” que a marca alemã preparou, rapidamente percebemos o motivo desta afirmação tão vincada.

Com uma forma que vimos pela primeira vez no Salão de Frankfurt de 2019, sob a forma de um protótipo (Vision EQS), o Mercedes-Benz EQS assenta em duas filosofias de estilo — Sensual Purity e Progressive Luxury — que se traduzem em linhas fluídas, superfícies esculpidas, transições suaves e juntas reduzidas.

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Assinatura luminosa dianteira é uma das grandes responsáveis pela identidade visual deste EQS.

Na dianteira, salta à vista o painel (não existe grelha) que une os faróis — também eles ligados por uma estreita faixa de luz —, preenchido com um padrão derivado da icónica estrela da marca de Estugarda, registada como marca comercial em 1911.

De forma opcional, é possível decorar este painel preto com um padrão de estrelas tridimensionais, para uma assinatura visual ainda mais impactante.

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Não existe nenhum outro modelo de produção no mercado que seja tão aerodinâmico quanto este.
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O Mercedes mais aerodinâmico de sempre

O perfil do Mercedes-Benz EQS caracteriza-se por ser do tipo “cab-forward” (habitáculo em posição avançada), onde o volume de habitáculo é definido por uma linha em arco (“one-bow”, ou “um arco”, de acordo com os designers da marca), que vê os pilares nas extremidades (“A” e “D”) prolongarem-se até e sobre os eixos (dianteiro e traseiro).

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Linhas contínuas e sem vincos. Esta foi a premissa para o desenho do EQS.

Tudo isto contribui para que o EQS apresente um visual distinto, sem vincos e… aerodinâmico. Com um Cx de apenas 0,20 (atingidos com as jantes de 19″ AMG e no modo de condução Sport), este é o modelo de produção mais aerodinâmico da atualidade. A título de curiosidade, o renovado Tesla Model S apresenta um registo de 0,208.

Para que este design fosse possível, muito contribuiu a plataforma dedicada para veículos elétricos em que o EQS assenta, a EVA.

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“Grelha” dianteira pode contar opcionalmente com um padrão de estrelas tridimensionais.
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Interior de luxo

A ausência de um motor de combustão à frente e a colocação da bateria entre a generosa distância entre eixos permite “empurrar” as rodas para mais perto dos cantos da carroçaria, resultando em secções dianteiras e traseiras mais curtas.

Isto tem um impacto muito positivo na forma geral do veículo e permite maximizar o espaço dedicado aos cinco ocupantes e o espaço de carga: a bagageira oferece 610 litros de capacidade, que podem ser “esticados” até aos 1770 litros com os bancos traseiros rebatidos.

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Lugares dianteiros são divididos por uma consola elevada.

Atrás, por se tratar de uma plataforma dedicada a elétricos, não existe túnel de transmissão e isso faz maravilhas para quem viaja no lugar central do banco traseiro. Na frente, uma consola central elevada separa os dois lugares.

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Ausência de eixo de transmissão permite que o banco traseiro acomode três ocupantes.

Tudo somado, o EQS consegue oferecer mais espaço do que o seu equivalente a combustão, o novo Classe S (W223), apesar de ser ligeiramente mais curto.

Porém, como seria de esperar, ser espaçoso não chega para conquistar um lugar no topo da gama elétrica da Mercedes-Benz, mas quando é preciso “sacar” de trunfos na manga, este EQS “desarma” qualquer um dos modelos com assinatura EQ.

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Sistema de iluminação ambiente permite transformar por completo o ambiente vivido a bordo.
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141 cm de ecrã. Que abuso!

O EQS estreia o MBUX Hyperscreen, uma solução visual que assenta em três ecrãs OLED que formam um painel ininterrupto com 141 cm de largura. Nunca se viu nada assim.

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141 cm de largura, processador de 8 núcleos e 24 GB de RAM. São estes os números do MBUX Hyperscreen.

Com um processador de oito núcleos e 24 GB de RAM, o MBUX Hyperscreen promete uma capacidade computacional sem precedentes e afirma-se como o ecrã mais inteligente alguma vez montado num automóvel.

Descobre todos os segredos do Hyperscreen na entrevista que realizámos a Sajjad Khan, diretor técnico (CTO ou Chief Technology Officer) da Daimler:

TÊM DE VER: Diretor técnico da Daimler sobre o MBUX Hyperscreen: “Reinventámos a interação entre humano e automóvel”
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O MBUX Hyperscreen será oferecido apenas como opcional.

O MBUX Hyperscreen será oferecido apenas como opcional, uma vez que de série o EQS terá, na verdade, um tabliê de série mais sóbrio, em tudo semelhante ao que encontramos no novo Mercedes-Benz Classe S.

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Portas automáticas

Igualmente disponível em opção — mas não menos impressionantes… — estão as portas de abertura automática à frente e atrás, permitindo aumentar ainda mais o conforto do condutor e dos ocupantes.

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Puxadores escamoteáveis “surgem” à superfície quando o condutor se aproxima do carro.

Quando o condutor se aproxima do carro, os manípulos das portas “mostram-se” e à medida que se aproxima mais, a porta do seu lado abre automaticamente. Dentro do habitáculo, e recorrendo ao sistema MBUX, o condutor também consegue abrir automaticamente as portas traseiras.

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Uma cápsula à prova de tudo

O Mercedes-Benz EQS promete níveis de conforto de rolamento e acústico elevadíssimos, prometendo garantir o bem estar de todos os ocupantes.

Nesse sentido, até a qualidade do ar no interior será controlada, já que o EQS pode ser equipado com um filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air) opcional que impede 99,65% das micro-partículas, pó fino e pólens de entrar no habitáculo.

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Estreia comercial será feita com a edição especial Edition One.

A Mercedes garante também que este EQS será uma “experiência acústica” distinta, capaz de gerar vários sons distintos, de acordo com o nosso estilo de condução — um tópico que também já abordámos anteriormente:

A NÃO PERDER: Mercedes-Benz antecipa interior do EQS com o Hyperscreen

Modo autónomo até aos 60 km/h

Com o sistema Drive Pilot (opcional), o EQS é capaz de conduzir em modo autónomo até uma velocidade de 60 km/h em filas de trânsito densas ou em congestionamentos em secções de autoestrada adequadas, ainda que esta última opção só esteja disponível inicialmente na Alemanha.

A somar a isto, o EQS conta com os mais recentes sistemas de auxílio à condução da marca germânica, sendo que o sistema Attention Assist é uma das maiores novidades. É capaz de analisar os movimentos dos olhos do condutor e detetar se há indícios de cansaço que mostrem que o condutor está prestes a adormecer.

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Edition One conta com um esquema de pintura bitonal.

E a autonomia?

Não faltam motivos que ajudem a justificar o facto de a Mercedes o classificar como o primeiro automóvel elétrico de luxo do mundo. Mas por se tratar de um elétrico, a autonomia também precisa de estar ao mesmo nível. E está… se está!

A energia necessária será garantida por duas baterias de 400 V: de 90 kWh ou de 107,8 kWh, que lhe permitem alcançar uma autonomia máxima de até 770 km (WLTP). A bateria tem uma garantia de 10 anos ou 250 000 km.

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Nos postos de carregamentos rápidos DC (corrente direta) o topo de gama alemão será capaz de carregar até uma potência de 200 kW.

Dotadas de refrigeração líquida, estas podem ser pré-aquecidas ou arrefecidas antes ou durante a viagem, tudo para assegurar que chegam a um posto de carregamento rápido sempre à temperatura ótima de funcionamento.

Existe ainda um sistema de regeneração de energia com vários modos cuja intensidade pode ser ajustada através de duas patilhas colocadas atrás do volante. Fiquem a conhecer o carregamento do EQS mais em detalhe:

A NÃO PERDER: Até 770 km de autonomia e 523 cv. Os números do Mercedes-Benz EQS

Versão mais potente tem 523 cv

Como a Mercedes-Benz já nos tinha dado a conhecer, o EQS está disponível com duas versões, uma com tração traseira e só um motor (EQS 450+) e outra com tração integral e dois motores (EQS 580 4MATIC). Para mais tarde está prevista a chegada de uma versão desportiva ainda mais potente, com cunho da AMG.

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Na sua versão mais potente, a EQS 580 4MATIC, este elétrico passa dos 0 aos 100 km/h em 4,3s.

Começando pelo EQS 450+, este apresenta-se com 333 cv (245 kW) e 568 Nm, com os consumos a fixarem-se entre os 16 kWh/100 km e os 19,1 kWh/100 km.

Já o mais potente EQS 580 4MATIC debita 523 cv (385 kW), cortesia de um motor com 255 kW (347 cv) atrás e um com 135 kW (184 cv) à frente. Quanto aos consumos, estes andam entre os 15,7 kWh/100 km e os 20,4 kWh/100 km.

Em ambas as versões, a velocidade máxima está limitada aos 210 km/h. Quanto à aceleração dos 0 aos 100 km/h, o EQS 450+ precisa de 6,2s para a cumprir, ao passo que o mais potente EQS 580 4MATIC faz o mesmo exercício em apenas 4,3s.

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O mais potente EQS 580 4MATIC debita 523 cv de potência.
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Quando chega?

O EQS vai ser produzido na “Fábrica 56” da Mercedes-Benz em Sindelfingen, na Alemanha, onde é construído o Classe S. Mas a marca de Estugarda ainda não divulgou a data do início de comercialização nem quanto este elétrico irá custar.

Sabe-se apenas que a estreia comercial será feita com uma edição especial de lançamento, denominada Edition One, que terá uma pintura exclusiva de duas cores e será limitada a apenas 50 exemplares — precisamente aquela que podem ver nas imagens.

 

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