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Chegam em janeiro

Já chegaram! Conduzimos os renovados Peugeot 3008 e 5008

Com comercialização marcada para os primeiros dias de janeiro, já pudemos conduzir os renovados Peugeot 3008 e 5008, o primeiro como híbrido plug-in, o segundo como Diesel.

Em Prior Velho, Portugal

Os Peugeot 3008 e 5008 são sinónimo de sucesso na marca francesa. Nesta sua segunda geração souberam aproveitar da melhor forma o “boom” dos crossover e SUV que varreu (e varre) o continente europeu, apagando todos os vestígios exteriores do formato “monovolume” dos antecessores — e desde então foi vê-los vender e vender…

Já foram comercializados mais de 1,1 milhões de unidades desde que a atual geração dos 3008 e 5008 foi lançada (respetivamente, em 2016 e 2017). Sucesso que se repetiu em Portugal e que permitiu à Peugeot até tornar-se, por cá, na marca mais vendida em crossover e SUV. O 5008 assume-se mesmo como o líder entre os SUV de sete lugares em Portugal, com o 3008 a ser apenas suplantado pelo Nissan Qashqai.

Sucesso não significa, no entanto, “dormir à sombra da bananeira”, o que nos leva ao motivo desta intervenção, em que ambos surgem de “cara lavada” e reforçados no que aos equipamentos tecnológicos diz respeito.

TODOS OS PREÇOS: Renovados Peugeot 3008 e 5008 já têm preços para Portugal
Peugeot 3008 Hybrid4 © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Já aqui detalhámos o que mudou nos novos 3008 e 5008, mas, resumidamente, é na dianteira que se concentram as principais diferenças, com ambos a receberem uma face totalmente nova, mais em linha com os restantes modelos de Sochaux, como dá para ver na nova assinatura lumínica e na identificação do modelo por cima da grelha.

De resto, há novas cores, jantes, revestimentos, um painel de instrumentos digital com melhor definição, um ecrã tátil de 10″ e mais equipamentos. Desde a Visão Noturna ao cruise control adaptativo, passando por assistentes à condução mais evoluídos, culminando com a possibilidade de condução semi-autónoma nos modelos equipados com caixa automática (EAT8).

Ao nível das motorizações, a única novidade passa pela adição do 1.6 PureTech de 180 cv (gasolina) e caixa automática EAT8, com as restantes motorizações — gasolina, gasóleo e híbridas plug-in — a transitarem imutáveis dos modelos que já conhecíamos, ainda que adaptadas às mais recentes especificações das normas de emissões.

Peugeot 3008 Hybrid4 © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

 

Peugeot 3008 HYBRID4

Para este primeiro contacto dinâmico em solo nacional tive à disposição um Peugeot 3008 GT HYBRID4, o mais potente, rápido e… caro da gama, e um Peugeot 5008 Allure 1.5 BlueHDI EAT8.

Apesar do 3008 HYBRID4, um dos dois híbridos plug-in da gama, não ser uma novidade total, nem sequer na garagem da Razão Automóvel — o João Delfim Tomé teve oportunidade de testá-lo há praticamente meio ano, antes do restyling —, foi uma novidade para mim que não o tinha chegado a conduzir.

E o que surpreende, de imediato, é a performance deste SUV — lança-nos em direção ao horizonte de forma determinada, sem dúvida… Sim, sei que são 300 cv e 520 Nm resultantes da combinação do 1.6 PureTech de 200 cv com dois motores elétricos (110 cv e 113 cv) — um dos quais sobre o eixo traseiro —, mas também são à volta de 1900 kg de SUV. Pouco importa, aparentemente. O binário instantâneo dos motores elétricos garantem uma prontidão na resposta que vai do agradável ao “caramba, isto foi mais parecido com um coice“, ao qual rapidamente se junta o motor de combustão.

Para lá da performance é o refinamento que surpreende. Uma breve tirada por autoestrada permitiu comprovar a eficaz supressão do ruído de rolamento e ruídos aerodinâmicos, à excessão de uma ligeira turbulência ali entre o pilar A e o retrovisor.

A ritmos mais estabilizados e moderados começamos a apreciar os outros aspetos do 3008 HYBRID4 e da sua cadeia cinemática. Não deu para comprovar os 59 km de autonomia elétrica — não houve tempo para tal —, mas deu para comprovar que o modo Híbrido parece fazer uma gestão mais equilibrada entre o motor de combustão e os motores elétricos, do aquela que verifiquei no Citroën C5 Aircross Hybrid (um motor elétrico e 225 cv) que recorria excessivamente ao motor elétrico, esvaziando rapidamente a bateria.

Não é difícil, neste modo, conseguir consumos na casa dos 5,0 l/100 km, enquanto em autoestrada, recorrendo apenas ao motor de combustão, estes subiram para valores na casa dos 6,5 l/100 km.

No tempo que estive aos comandos do 3008 deu para constatar o elevado conforto a bordo, tanto o proporcionado pela suspensão como pelos bancos. Ainda que, no caso deste HYBRID4, talvez por culpa do seu peso excessivo, a suspensão revele algumas dificuldades em lidar com irregularidades mais abruptas, com a mesma a atuar de forma mais sonora e contundente — algo que não verifiquei no maior, mas mais leve 5008.

Painel de porta © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
VÊ TAMBÉM: Depois do híbrido plug-in, testámos o Ford Kuga 100%… octanas. Escolha acertada?

Peugeot 5008 1.5 BlueHDI

Por falar no 5008, o qual tive oportunidade também de conduzir, ainda que por menos tempo, além da motorização Diesel e da caixa automática EAT8, também vinha numa especificação mais modesta, a Allure Pack. Não só surge com uma apresentação mais sóbria do que o nível GT do 3008 HYBRID4, tanto por fora como por dentro, como não vem tão dotado de equipamento.

Peugeot 5008
Peugeot 5008 distingue-se do 3008 do pilar B para trás, sendo bem mais comprido e… espaçoso.

O 5008 destaca-se pela sua maior distância entre eixos e comprimento, características que permitem adicionar uma terceira fila de bancos com dois lugares rebatíveis. Se são estes dois lugares adicionais a razão de ser do 5008, a verdade é que foi na segunda fila que descobri as maiores vantagens do 5008 em relação ao 3008.

Não só passamos a ter três bancos individuais, como estes deslizam longitudinalmente, permitindo uma flexibilidade de uso estranha ao 3008 e muito, mas mesmo muito espaço para as pernas. Se rebatermos a terceira fila ganhamos ainda uma bagageira que deve rivalizar em área útil com alguns T0…

Para quem precisa de espaço, ou anda sempre cheio de gente ou tralha, sem dúvida que o Peugeot 5008 revela ser o mais adequado a essa tarefa. O que me levou a colocar algumas reticências acerca deste 1.5 BlueHDI. Nada contra o motor em si — um motor que aprecio bastante —, mas os 130 cv que debita, apesar de conseguirem movimentar de forma competente os quase 1600 kg do 5008, a verdade é que só eu estava a bordo.

Interior
Interior do Peugeot 3008 HYBRID4 GT. Excelente ambiente a bordo, sofisticado, mas acolhedor, com materiais agradáveis ao toque e montagem robusta q.b. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Olhando pelo retrovisor e para a extensão de carro que se encontrava atrás de mim, imaginando-o cheio de gente, será que dará conta do recado? Algo que ansiamos comprovar numa próxima e mais demorada ocasião. O 5008 tem mais motorizações disponíveis melhor adequadas a essa tarefa, como o mais interessante 2.0 BlueHDI de 180 cv — ao contrário do 3008 não existem variantes híbridas do 5008 —, apesar de, no nosso mercado, significar um aumento absurdo de 7000 euros no preço.

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Em conclusão

Apesar do “lavar de cara” e do reforço tecnológico, ao volante, os renovados Peugeot 3008 e 5008 continuam iguais a eles próprios — não foram anunciadas mexidas ao nível do chassis —, com o conforto a estar mais em destaque que a acutilância dinâmica.

Painel instrumentos digital i-Cockpit
Painel de instrumentos digital mantém-se e ganha contraste. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Para alguns o i-Cockpit continua a ser um desafio, onde para vermos o painel de instrumentos temos de olhar por cima do pequeno e não redondo volante. A mim não me incomoda e aprecio bastante esta solução, mas compreendo que para outros seja impossível de conseguir uma posição de condução satisfatória. Agradeceria apenas um pouco mais de peso na direção, que no modo “Normal” revela-se leve demais. Acaba por criar, por vezes, agitação adicional na carroçaria pois a falta de resistência e a dimensão diminuta do volante pode levar a movimentos mais repentinos sobre este que o desejado.

Infoentretenimento 10"
Ecrã cresceu até às 10″, mas o sistema de infoentretenimento ainda é o mesmo, ou seja, ainda não é responsivo o suficiente. E as teclas de atalho por baixo das saídas de ventilação continuam a fazer todo o sentido para uma navegação rápida. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

As duas propostas da Peugeot não são as mais acessíveis, mas os seus preços não fogem muito ao que vemos no segmento. O Peugeot 5008 Allure Pack 1.5 BlueHDI EAT8 ascende a praticamente 43 mil euros, enquanto o Peugeot 3008 HYBRID4 GT ultrapassa os 54 mil euros. Valores elevados, mas estes compensam com uma imagem distinta que se afasta se outras opções mais convencionais, qualidade q.b. e agradabilidade a bordo.

No caso da proposta híbrida plug-in, a variante GT do HYBRID4, só está disponível para particulares — para empresas, a versão HYBRID4 só está disponível no nível Allure e Allure Pack.

Primeiras impressões

8 / 10
Apesar do sucesso e exposição que têm conhecido, este "lavar de cara" mais pronunciado dos Peugeot 3008 e 5008 — goste-se ou não — veio dar uma necessária dose de frescura ao par de SUV. Mantêm, no entanto, todos os vícios e virtudes dos antecessores. O i-Cockpit continua a dividir tanto hoje como quando o conhecemos; o conforto continua a estar num patamar acima da média, assim como o refinamento — mais o HYBRID4 que o BlueHDI; e o preço continua a pender mais para o lado elevado dentro do segmento. Os reforços tecnológicos permitem que se mantenham competitivos perante uma concorrência feroz, num segmento que parece renovar-se mais depressa que os outros.

  • Distintos, por dentro e por fora

  • Comforto e refinamento a bordo

  • Performance (3008 HYBRID4)

  • Espaço e versatilidade da segunda fila de bancos (5008)

  • Acesso à bagageira

  • Visibilidade traseira

  • Espaço para pernas abaixo da média (3008)

  • Infoentretenimento podia ser mais responsivo

  • Espaço para pernas algo justo (3008)

Data de comercialização: Janeiro 2021


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