Indústria

Grupo Volkswagen. Que futuro para a Bugatti, Lamborghini e Ducati?

O futuro da Bugatti, Lamborghini e Ducati será discutido no próximo mês de novembro pelos responsáveis do Grupo Volkswagen.

O gigante Grupo Volkswagen está a equacionar o futuro das suas marcas Bugatti, Lamborghini e Ducati, agora que segue numa direção sem retorno para a mobilidade elétrica.

Direção que reflete as rápidas mutações pelas quais a indústria automóvel está a passar e que requer imensos fundos —  o Grupo Volkswagen vai investir 33 mil milhões de euros até 2024 em automóveis elétricos —, e economias de escala substanciais para mais depressa recuperar os seus investimentos e potenciar a rentabilidade.

E é nesse ponto, o das economias de escala, que a Bugatti, Lamborghini e Ducati deixam a desejar numa futura transição elétrica, devido às especificidades de cada uma delas.

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Bugatti Chiron, 490 km/h

De acordo com a Reuters, que recebeu palavra de dois executivos (não identificados) da Volkswagen, o grupo alemão tem de determinar se tem os recursos para desenvolver novas plataformas elétricas para estas marcas especializadas e de menor dimensão, ao mesmo tempo que investe milhares de milhões de euros na eletrifcação dos seus automóveis convencionais.

Caso determinem não haver margem para investir em soluções específicas, que futuro terão?

A dúvida sobre se se deve ou não investir nestas marcas de máquinas de sonho advém não só do seu baixo volume de vendas — a Bugatti vendeu 82 carros em 2019 e a Lamborghini vendeu 4554, enquanto a Ducati vendeu pouco mais de 53 mil motas —, como também do nível de apelo gerado por veículos elétricos destas marcas aos seus fãs e clientes.

Assim, já se discutem vários cenários para a Bugatti, Lamborghini e Ducati que incluem desde parcerias tecnológicas, à sua reestruturação e até uma potencial venda.

Bugatti Divo

Foi o que vimos recentemente, quando a Car Magazine avançou que a Bugatti teria sido vendida à Rimac, a empresa croata que parece atrair toda a indústria automóvel quando o tópico é eletrificação, por troca de um expressivo aumento da participação da Porsche na estrutura acionista da empresa.

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Como chegámos aqui?

O investimento que o Grupo Volkswagen está a realizar é massivo e nesse sentido Herbert Diess, diretor executivo do Grupo Volkswagen, procura intensamente meios de libertar mais fundos para o investimento exigido.

Lamborghini

Em declarações à Reuters, Herbert Diess, sem se dirigir em particular à Bugatti, Lamborghini e Ducati, disse:

“Estamos constantemente a olhar para o nosso portefólio de marcas; isto é particularmente verdadeiro durante esta fase de mudança fundamental na nossa indústria. Tendo em conta a disrupção do mercado, temos de nos focar e perguntar a nós mesmos o que essa transformação significa para as partes individuais do grupo.”

“As marcas têm de ser medidas em relação a novos requisitos. Pela eletrificação, alcance, digitalização e conetividade do veículo. Há novo espaço para manobrar e todas as marcas têm de encontrar o seu novo lugar.”

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Fonte: Reuters.

 

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