A partir de 24 690 euros

Por baixo do capot, tudo novo. Já conduzimos o renovado Opel Astra

Até pode não parecer, mas a verdade é que, três anos depois do lançamento, o actual Opel Astra recebeu importante renovação. E nós já o conduzimos!

Não, não se trata de mentira de 1 de abril — até porque estamos em setembro —, nem sequer de uma partida que te estamos a pregar. Embora tu até possas não te aperceber, o Opel Astra acaba de ser, efetivamente, atualizado e as novidades são muitas e significativas!

Mas não no exterior…  Vais mesmo precisar de uma lupa, ou, pelo menos, atenção redobrada, para encontrar as diferenças face ao modelo ainda em comercialização.

Isto porque a Opel decidiu lançar uma espécie de desafio tipo “Onde está o Wally?” e, novidades no exterior, não são mais que uma nova barra metalizada na grelha frontal com continuidade nas óticas — que agora também podem ser em LED de 13 W —, pequenos retoques no pára-choques traseiro… e já está!

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Desta forma, novo e bem mais importante, são as alterações “escondidas” que fizeram com que o Astra melhorasse a sua aerodinâmica, a qual passou, na Sports Tourer, a apresentar um coeficiente de resistência (Cx) de 0,26 Valor que faz da carrinha, a par do hatchback, dois dos modelos com menor resistência aerodinâmica no segmento — diz a Opel…

Novidades no interior? Já lá vamos…

Já no interior, a mesma política, com o Astra renovado a apresentar todo um ambiente praticamente sem alterações, bem construído, com os mesmos materiais globalmente agradáveis, uma posição de condução correcta e confortável, espaço suficiente nos bancos traseiros e bagageira… e com novidades no equipamento — é isso mesmo que leste… novidades!

Basicamente, o renovado Astra anuncia uma redução total de 21% nas emissões de CO2, segundo a Opel

Procurando acompanhar o avançar dos tempos, a nova gama Astra passa a contar, desde logo, com novas câmaras exteriores dianteira e traseira. A da frente, mais potente, graças a um novo processador, e por isso já capaz de detetar peões (uma mais-valia para o sistema de travagem autónoma de emergência), ao passo que a traseira, disponível com o sistema de info-entretenimento Multimedia Navi Pro, a exibir maior nitidez.

Ainda sobre os sistemas de info-entretenimento, três novas opções à escolha — Multimedia Radio, Multimedia Navi e Multimedia Navi Pro —, todas elas compatíveis com Apple CarPlay e Android Auto, além de, no caso da versão Navi Pro, com ecrã tátil de 8″ — não é o maior do segmento, é certo, mas, pelo menos, não deixa de ser funcional e intuitivo.

Com novos layouts, estes sistemas podem ser também operados através da voz, ao mesmo tempo que, defronte do condutor, o painel de instrumentos pode agora ser digital, ainda que parcialmente.

Finalmente, disponível passa a estar também o conhecido o sistema de chamada de emergência eCall, além de, nas versões mais equipadas, um carregador por indução de smartphones e um novo sistema hi-fi de sete altifalantes da BOSE.  

“Então e foi para isto, a renovação?…”

Nada disso!… Não pares de ler. As novidades a sério, as verdadeiras novidades, estão por baixo do capot, ou seja, motores e transmissões.

Pensada com o objetivo assumido de ajudar a posicionar, não só o Astra, mas principalmente a própria Opel, dentro dos limites de emissões que deverão entrar em vigor já em janeiro de 2020 — basicamente impõem as 95 g/km de CO2 como média nas gamas dos construtores automóveis —, a renovação agora apresentada acabou por levar a uma medida extrema: o desaparecimento de todas as motorizações até aqui disponíveis no Astra, substituídas por um novo conjunto de motores mais eficazes e limpos.

Principais características das novas motorizações, que não são PSA, mas sim Opel, já que o seu desenvolvimento foi iniciado antes da aquisição da Opel por parte do grupo francês: tanto os gasolina como os Diesel são todos três cilindros, turbocomprimidos, e com cilindradas baixas. Sendo que, no caso do mercado português, a oferta passa, nos gasolina, por um 1.2 e 1.4, com, respetivamente, 130 e 145 cv de potência e binário máximo de 225 e 236 Nm.

Já a gasóleo, um 1.5 l, a anunciar 122 cv e 300 Nm de binário; ou 285 Nm, quando com caixa automática.

De resto, novidades também nas transmissões, com todas as motorizações a puderem envergar, tanto caixas manuais, como automáticas. Ainda que, de fábrica, apenas o 1.4 Turbo surja com uma caixa CVT, enquanto o 1.5 Turbo D é agraciado com a maior das novidades: uma totalmente nova caixa automática de nove velocidades.

Falando de consumos e emissões, o 1.2 Turbo de 130 cv e caixa manual de seis velocidades anuncia, já segundo a nova norma WLTP, médias de 5,6-5,2 l/100 km nos consumos, com emissões de 128-119 g/km de CO2; enquanto o 1.4 Turbo de 145 cv e caixa CVT (permite simular caixa com sete relações), promete consumos de 6,2-5,8 l/100 km e emissões de 142-133 g/km de CO2.

Quanto ao 1.5 Turbo D de 122 cv, equipado com caixa manual de seis velocidades, anuncia consumos de 4,8-4,5 l/100 km e emissões de 127-119 g/km CO2, valores que sobem, respetivamente, para os 5,6-5,2 l/100 km e 147-138 g/km CO2, quando na presença da transmissão automática de nove velocidades.

Basicamente, o renovado Astra anuncia uma redução total de 21% nas emissões de CO2, segundo a Opel.

Chassis e travões também atualizados

E porque as novidades não acabam aqui, referência obrigatória também para as melhorias efetuadas no chassis, a começar na direção mais directa, novos amortecedores e eixo traseiro com paralelogramo de Watt.

Opel Astra 2019

Nota também para a adoção de um novo sistema de travagem. Intitulado EBoost, este novo sistema promete não somente mais eficácia (três vezes mais, para sermos precisos), como também um maior feeling no pedal, além de um contributo na redução das emissões — isso mesmo, na redução das emissões, mais precisamente, 1 g/km de CO2, já segundo a norma WLTP.

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Condução? À altura das necessidades

Escrutinadas todas as novidades, momento de entrarmos na condução que, no novo Astra surge basicamente… em linha com aquilo que era no passado. O que, desenganem-se os críticos, só pode ser considerado positivo!

Resumindo: mais certinha, com o conjunto sempre muito bem controlado e a revelar um pisar mais firme e informativo que propriamente confortável — ficámos, sem dúvida, com vontade de colocar o Astra à prova em pisos mais degradados, mas… —, e, graças também à nova direção, a revelar boa adaptação à velocidade, com uma boa relação com as curvas.

Opel Astra 2019

Quanto aos (efetivamente) novos motores, agradou-nos, em particular, o 1.5 Turbo D de 122 cv, com disponibilidade madrugadora e ímpeto, apesar de também um pouco sonoro. Embora também bem ajudado por uma caixa automática de nove velocidades, competente na gestão das capacidades do pequeno bloco.

Já quanto ao 1.2 Turbo de 130 cv, pareceu-nos, apesar da maior potência, uma solução mais vocacionada para ritmos mais descontraídos, a aproveitar especialmente a subida muito linear de regime. Até porque, apoiado numa simples mas agradável caixa manual de seis velocidades, os consumos não se mostram especialmente preocupantes, com médias pouco acima dos 6 l/100 km; resultado mais alto que os 4,6 l/100 km que conseguimos com o 1.5 Turbo D no mesmo percurso de montanha, é certo, mas, ainda assim, nada escandaloso.

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A partir dos 26 400 euros

Com uma gama composta por três níveis de equipamento — Business Edition, GS Line e Ultimate —, o novo Opel Astra também não traz novidades significativas em termos de preços, quando comparado com o antecessor.

Anunciando-se aos portugueses com um ligeiro aumento, traduzido num PVP de entrada, no caso do cinco portas, de 24 690 euros — preço para a versão 1.2 Turbo de 130 cv com caixa manual de seis velocidades e nível de equipamento Business Edition. Falando no 1.5 Turbo D de 122 cv com transmissão manual, Business Edition, começa nos 28 190 euros.

Encomendas, podem ser feitas já a partir da próxima semana, com as primeiras unidades a serem entregues, previsivelmente, em novembro.

Primeiras impressões

8 / 10
Depois de um arranque em grande, com a conquista do troféu Carro do Ano 2016, a que se seguiram três anos de luta intensa, o Opel Astra foi renovado, sem recurso a terceiros — leia-se, PSA —, mas apenas com o know-how caseiro. E a verdade é que, mesmo discreto à vista, o resultado final acaba sendo positivo, desde logo, por dar a conhecer um Astra mais eficiente, mais poupado, mais limpo. E isso, diga-se, é sempre merecedor de elogios.

  • Novos motores

  • Competência em estrada

  • Consumos

  • Imagem um pouco cansada

  • Suspensão em mau piso

  • Inexistência de patilhas no volante

Preço

24.690

Data de comercialização: Novembro 2019


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