Fim

Citroën C4 Cactus. Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye

O original Citroën C4 Cactus irá despedir-se de nós com o fim da primeira geração para não mais voltar, com um novo C4 a tomar o seu lugar.

O Citroën C4 Cactus nunca foi do tipo consensual, nem mesmo com o restyling que sofreu, que o tentou tornar mais… aceitável, libertando-se dos Airbumps, e ao mesmo tempo tornar-se o representante da marca francesa no segmento C após o desaparecimento do C4 do catálogo.

O C4 Cactus é, para todos os efeitos, um antídoto à agressividade (visual) automóvel — sejam SUV ou não —, com soluções a tender para o minimalismo (sem cair no lado negro do low cost) e para o conforto, sobretudo após a última atualização, ao integrar uma suspensão com batentes hidraulicos progressivos.

Foi um rasgo de ousadia e até inovação, valores caros à Citroën, mas será reformado com o fim desta geração e com a chegada do novo C4.

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Citroën C4 Cactus
Não é consensual, mas é original sem parecer forçado, e muitos ainda o preferem assim à atualização de 2018.

Lançado originalmente em 2014, verdade é que o Citroën C4 Cactus atingiu o seu pico de vendas logo em 2015, com aproximadamente 79 mil unidades vendidas, e nunca mais lá chegou perto. Em 2018 vendeu aproximadamente 58 mil unidades, um resultado ligeiramente superior ao de 2017. Números não muito desejáveis  — o custo da ousadia?

Talvez haja outro responsável… O Citroën C3 Aircross partilha com o C4 Cactus algumas das suas premissas, mas oferece mais espaço e versatilidade, tendo sido recebido com muito mais sucesso no mercado — em 2018 mais de 110 mil unidades foram transacionadas e as vendas estão a subir em 2019.

Dois crossovers com posições semelhantes no mercado, os mesmos elementos estéticos e filosofia não agressiva, acabaria sempre por prejudicar um deles. O afastamento do C4 Aircross do universo crossover com a última atualização também não deve ter ajudado, perdendo alguma da raison d’être do conceito original, ficando em terra de ninguém.

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O diretor de produto da Citroën, que não poderia ter nome mais curioso do que Xavier Peugeot, em declarações à Top Gear, refere que o novo C4, que tomará o lugar do C4 Cactus, continuará a ser um Citroën, ou seja, não será algo convencional ou simplesmente anónimo, um mal de que o último C4 sofreu.

Também poderá não significar o fim do sufixo Cactus, abrindo a possibilidade para o recuperar no futuro. O que é certo é que não haverá uma segunda geração do Citroën C4 Cactus — adieu, adieu…

Fonte: Top Gear.

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