Indústria

Volkswagen. Próxima plataforma será a última a receber motores de combustão

Depois do Dieselgate a Volkswagen mudou completamente a sua estratégia, algo que vai culminar no abandono dos modelos com motor de combustão.

A Volkswagen está a apostar bastante nos modelos elétricos e, apesar de isso não significar um abandono imediato dos modelos de combustão interna, já se começam a sentir as primeiras mudanças na estratégia do grupo alemão.

Numa conferência sobre indústria em Wolfsburgo, na Alemanha, o diretor de estratégia da Volkswagen, Michael Jost afirmou  “Os nossos colegas (engenheiros) estão a trabalhar na última plataforma para modelos que não são neutros em CO2“. Com esta afirmação, Michael Jost não deixa dúvidas em relação ao rumo que a marca alemã pretende tomar no futuro.

O diretor de estratégia da Volkswagen afirmou ainda: “estamos, gradualmente, a reduzir os motores de combustão ao mínimo possível”. Esta revelação não é, de todo, surpreendente. Basta ter em conta a forte aposta do Grupo Volkswagen nos automóveis elétricos que levou, inclusive, à compra de baterias que permitem produzir cerca de 50 milhões de carros elétricos.

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Vai acontecer… mas não é já

Apesar das declarações de Michael Jost confirmarem a vontade da Volkswagen de reformar o motor de combustão, o diretor de estratégia da Volkswagen não deixou de avisar que esta mudança não vai ocorrer do dia para a noite. De acordo com Jost, a Volkswagen deverá continuar a modificar os seus motores de combustão depois de introduzir a nova plataforma para modelos a gasolina e Diesel na próxima década (provavelmente em 2026).

Aliás, a Volkswagen prevê que até mesmo depois de 2050 deverão continuar a haver modelos a gasolina e Diesel, mas apenas em regiões onde a rede de carregamento elétrico ainda não for suficiente. Entretanto, a Volkswagen planeia introduzir no mercado o primeiro modelo feito com base na sua plataforma para veículos elétricos (a MEB) já no próximo ano, com a chegada do hatchback I.D.

Michael Jost disse ainda que a Volkswagen “cometeu erros”, referindo-se ao Dieselgate, e afirmou ainda que a marca “teve clara responsabilidade no caso”.

Fontes: Bloomberg

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