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Lancia Delta Integrale também vai ser “re-imaginado”

Não são apenas os Porsche 911 e os Jaguar E-Type a receberem a atenção de preparadores especialistas em restomodding. O Lancia Delta Integrale recebeu a atenção da Automobili Amos e o resultado promete ser espetacular.

No universo crescente do restomodding, os Porsche 911 (964) re-imaginados pela Singer devem ser, atualmente, os mais conhecidos. Mas existem mais automóveis candidatos à prática do restomodding. A Automobili Amos, não fez a coisa por menos, e decidiu “re-imaginar” o Lancia Delta Integrale.

Supostamente, deveríamos ter visto ao vivo no Concorso d’Eleganza Villa d’Este, que ocorreu no último fim de semana de maio, o primeiro protótipo do “Deltona re-imaginado”, mas o protótipo não foi terminado a tempo, pelo que, para já, só podemos mostrar projeções virtuais de como será.

Os carros dadores serão Integrales 16v e não os posteriores Evo1 ou Evo2, cujos valores sobem em direção à estratosfera. Todos os Lancia Delta Integrale — Evo1 e Evo2 incluídos — foram vendidos exclusivamente com carroçaria de cinco portas, mas a Automobili Amos propõe uma carroçaria de três portas. É talvez a diferença mais marcante para o modelo original.

Lancia Delta Automobili Amos

As alterações à carroçaria não se ficaram por aqui — o Integrale é agora mais largo e agressivo, com os novos painéis a serem fabricados de forma artesanal em alumínio. A frente será nova, em fibra de carbono, inspirada no Lancia Beta. Os elementos aerodinâmicos — spoiler e difusor traseiro — também serão em fibra de carbono. Não existem imagens do interior, mas não ficará incólume — a inspiração provirá do Delta S4, o monstro do grupo B, pelo que espera-se um cockpit “focado” como o de um carro de competição.

Palavra de ordem: sobreviragem

No plano mecânico e dinâmico, nada foi deixado ao acaso neste “novo” Lancia Delta Integrale. Prevê-se que mantenha o 2.0 Turbo 16v do modelo original, mas o motor será revisto de alto a baixo — ainda não foram avançados números. Dinamicamente, a suspensão recebe nova geometria, assim como novos componentes. De acordo com Eugenio Amos, o dono da Automobili Amos, o objetivo é claro:

Eu quero que este carro seja sobrevirador em vez de subvirador.

Para perceber a dimensão da tarefa, mais de 1000 componentes serão alterados e cada carro demorará cerca de três a quatro meses a ser construído, com duas unidades a serem produzidas em simultâneo de cada vez. Não serão produzidas mais de 15 unidades.

“Make Lancia Great Again”

É sob esta hashtag que a Automobili Amos refere-se ao projeto — uma referência à frase usada por Donald Trump durante a sua campanha presidencial de 2016. Apesar de não faltarem fãs da marca, este projeto relembra uma vez mais tudo aquilo que a Lancia foi, e que parece não ter regresso possível.

No dia 1 de junho, o grupo FCA apresentou a sua estratégia para o quadriénio 2018-2022, e focou-se nas quatro marcas com maior potencial de rentabilidade — Alfa Romeo, Maserati, Jeep e Ram. De fora ficaram a Fiat, Chrysler, Dodge e Lancia, apesar de todas terem sido mencionadas em algumas apresentações paralelas e na sessão de perguntas/respostas — todas, excepto a Lancia. Está tudo dito…

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