Glórias do Passado. Volkswagen Passat W8. Leram bem, oito cilindros em W

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Glórias do Passado

Glórias do Passado. Volkswagen Passat W8. Leram bem, oito cilindros em W

Um dos mais surpreendentes Volkswagen Passat de sempre, com motor W8 com 275 cv de potência e tração integral. Só podia dar um bom resultado.

Em 1997, quando a Volkswagen apresentou a 5ª geração do Passat, estávamos longe de imaginar que iríamos ter uma versão tão especial como a que montava o bloco W8.

E se há quem aponte a geração B5 do Volkswagen Passat como uma das melhores de sempre — facto que poderá ser questionado por alguns —, o que dizer da versão equipada com o motor de oito cilindros?

Um modelo que assim que foi lançado recebeu criticas unânimes ao seu design e qualidade de construção, apenas beliscada pela escolha de alguns plásticos que recorriam a uma superfície denominada de rubber touch, e que com o tempo tendia a descascar — acho que todos nós já vimos alguns exemplos.

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volkswagen passat w8
Aquele “badge” na grelha…

Mas não foi para falar do seu interior que destacamos esta versão para a nossa rubrica “Glórias do Passado”, mas sim para descrever as potencialidades de uma das motorizações mais exclusivas que este modelo alguma vez recebeu, o W8.

Oito cilindros em… W

O bloco de oito cilindros com arquitetura em “W” era montado longitudinalmente — a geração B5 do Passat partilhava a sua base com a do primeiro Audi A4 (também identificada por B5), justificando o posicionamento da mecânica.

Tratava-se de um bloco de 4.0 l de capacidade com 275 cv às 6000 rpm, com 370 Nm de binário, valores mais que modestos, mesmo para aquela altura.

Mesmo assim, o Volkswagen Passat W8 atingia os 250 km/h de velocidade máxima, e quando equipado com a caixa manual de seis velocidades demorava apenas 6,8s para alcançar os 100 km/h.

Destacava-se pela sonoridade surpreendente, e recorria a um sistema de tração integral 4Motion — a dinâmica caracterizava-se mais pela eficácia do que pelo entretenimento.

Exclusivo e complexo

O exotismo da mecânica estendia-se também à dificuldade que os mecânicos enfrentavam para qualquer tipo de manutenção ao enorme bloco.

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Mas não deixemos que problemas destes belisquem a nossa perceção sobre uma das versões mais intrigantes de sempre do Volkswagen Passat, modelo que viu a luz do dia na sua primeira geração em 1973, e que foi o único modelo em Portugal a vencer por quatro vezes o troféu Carro do Ano (1990, 1997, 2006 e 2015).

volkswagen passat w8
Interior apelativo. O velocímetro marca 300 km/h, e nem o telefone Nokia falta.

O fim

Para além das dores de cabeça, os custos de manutenção eram avultados, mas ainda assim não foram estes os motivos que acabaram com a carreira do W8.

Em 2005, com o lançamento da geração B6, veio uma nova base (PQ46) que colocava o motor transversalmente em vez de longitudinalmente, posicionamento que tornava fisicamente impossível de montar o W8. No seu lugar surgiu o Passat R36, que equipava um VR6 de 3.6 l com 300 cv.

Se fosse hoje, um automóvel como o Passat W8 seria completamente «proibido», já que anunciava emissões de CO2 de 314 g/km.


Sobre o “Glórias do Passado.”. É a rubrica da Razão Automóvel dedicada a modelos e versões que de alguma forma se destacaram. Gostamos de recordar as máquinas que outrora nos fizeram sonhar. Embarca connosco nesta viagem no tempo aqui na Razão Automóvel.

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