Motores

Mazda SKYACTIV. O porquê da resistência ao downsizing e aos turbos

Ao contrário da maioria dos construtores, a Mazda seguiu uma política diferente para os seus motores SKYACTIV, que não passa pelo downsizing.

A Mazda parece seguir o seu próprio caminho. A tendência para motores mais pequenos (downsizing) e com turbo dos últimos anos parece ter passado ao lado da Mazda. A marca nipónica simplesmente não acredita no futuro destes.

Porquê?

Jay Chen, engenheiro de motores na Mazda, em declarações à Road & Track durante o último Salão de Los Angeles, refere que a estratégia de motor pequeno e turbo é simplesmente “tentar conseguir uma grande economia de combustível numa muita pequena janela operacional”.

Algo que ajuda a conseguir excelentes números em testes de homologação, mas não em condições reais de condução. Ainda, segundo Chen, acabam por não ser muito agradáveis de conduzir.

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Como demonstração disso mesmo, Chen refere que os motores SKYACTIV — que compreendem cilindradas de 1.5, 2.0 e 2.5 l —, “em condições reais, os nossos motores SKYACTIV superam um pequeno motor turbo em utilização e CO2“.

Motor de combustão interna é para continuar

“Acreditamos que o motor de combustão interna está aqui para ficar, acreditamos que a nossa abordagem é melhor”, refere Chen. Referiu ainda que a estratégia iniciada pela marca em 2012 com o lançamento do primeiro motor SKYACTIV demonstrou ser um sucesso quando a Toyota adquiriu 5% da Mazda no passado mês de agosto.

Eles estão a começar a ver os benefícios de como fazemos as coisas. Obviamente o seu novo motor (Toyota) é bastante similar ao nosso SKYACTIV-G. Eles invejam-nos e à nossa habilidade em desafiar e fazer as coisas de modo diferente.

Jay Chen, engenheiro de motorizações na Mazda

Dado os resultados alcançados, tornam-se assim claras as razões por não estarem a seguir o caminho dos motores pequenos com turbo, dos híbridos convencionais e das CVT (caixas de variação contínua) — uma solução popular nos EUA.

Mazda SKYACTIV-G

Não somos contra a sobrealimentação

Além dos Diesel, a Mazda tem em catálogo um único motor SKYACTIV-G com turbo, que foi estreado pelo CX-9 e chegará também ao revisto Mazda6. É o seu maior e mais possante motor, e o recurso ao turbo teve como objetivo recriar as mesmas características de disponibilidade em baixos regimes de um motor V6.

Não o esperem ver debaixo do capot de um MX-5 ou de uma versão desportiva do Mazda3.

SKYACTIV-X

Também o SKYACTIV-X, o revolucionário motor da Mazda, recorre a um compressor — a marca chama-o de compressor “magro” ou “pobre”, alusivo também às suas pequenas dimensões, já que não está lá com o propósito de aumentar a potência. Tem tudo a ver com a ignição por compressão que o novo motor permite.

Novamente, Jay Chen:

Para conseguir a ignição por compressão, estamos a usar rácios de ar-combustível de 50:1, pelo que precisamos de conseguir muito mais ar. Por isso, o compressor está atualmente a colocar mais ar e gases de escape re-circulados de volta ao cilindro, usando a mesma quantidade de combustível.

Tudo indica que o primeiro motor SKYACTIV-X chega ao mercado em 2019, muito provavelmente com o sucessor do Mazda3, do qual vimos o protótipo Kai no último Salão de Tóquio. A Mazda acredita que o seu novo motor SKYACTIV-X é melhor opção face ao downsizing e turbos que dominam atualmente o mercado.

 

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