Desde 22 600 euros

Ao volante da Hyundai i30 SW 1.0 TGDi. É preciso mais?

A Hyundai i30 SW 1.0 TGDi foi uma agradável surpresa. Minto. Pensando melhor, não foi surpresa nenhuma.

Desde há alguns anos a esta parte, que a Hyundai foi promovida no meu ranking pessoal de marcas da categoria “que surpresa!” para a categoria “era isto que estava à espera…”  — partilhando esse estatuto com marcas como a Volkswagen, a Mazda ou a Skoda, nomeado apenas algumas. O nível de exigência com o 4º maior construtor automóvel a nível mundial não pode ser menor.

Hyundai i30 SW 1.0 TGDi — A bagageira «engole» 604 litros de tralha.
A bagageira «engole» 604 litros de tralha.

Desde que a marca coreana se mudou de «armas e bagagens» para a Europa, que o nível dos seus produtos não fica a dever nada ao melhor que se faz na concorrência. Não é surpresa nem tão pouco novidade. Basta dar uma vista de olhos pelos rankings de fiabilidade ou pelos comparativos onde entram os modelos da Hyundai. Um dos melhores exemplos é a Hyundai i30 SW 1.0 TGDi que testei.

Vamos ao que interessa?

À parte da paixão que nutro pelos modelos desportivos, tenho um lado racional que ficou de «barriga cheia» com esta Hyundai i30 SW 1.0 TGDi — são os «30 e tal» a falar mais alto. A unidade que vêem nas imagens é a versão Confort+Navi, custa 23 580 euros (já estou a incluir a pintura metalizada) e está equipada com um voluntarioso motor 1.0 TGDi de 120 cv. Mas quanto ao motor, já lá vamos.

Hyundai i30 SW 1.0 TGDi — Interior sóbrio e bem construído.
Interior sóbrio e bem construído.

Em termos de equipamento não é a versão mais equipada da gama, mas sinceramente não senti falta de nada. É preciso mais equipamento? Talvez não. Acompanhem-me… ar condicionado semi-automático, sistema de infotainment com ecrã de oito polegadas e GPS, sistema de manutenção na faixa de rodagem, sistema de controlo de máximos automático, travagem automática de emergência, cruise control, seis airbags, câmara de estacionamento traseira, e mais uma panóplia de equipamentos que já são standard na indústria (ABS, ESP, etc).

Podem consultar a lista completa aqui (nota: este link vai dar ao configurador da marca). Tudo isto num embrulho esteticamente agradável e com 602 litros de capacidade na bagageira.

Não é só equipamento

A lista de equipamento infindável já é tradição da marca — o que não era de todo tradição há uns tempos é o feeling de todo o conjunto. A direção é comunicativa e tem o peso correto, bem como os restantes comandos (travões, caixa, etc). O chassis apresenta uma rigidez torcional elevada e é coadjuvado de forma exemplar pelas suspensões.

Hyundai i30 SW 1.0 TGDI - Sistema de infotainment simples e acessível.
Sistema de infotainment simples e acessível.

Não é a carrinha com melhor desempenho dinâmico do segmento, mas é certamente das mais confortáveis. Sente-se que está tudo no sítio certo, que trabalha tudo em uníssono. Enfim, não há «pontas soltas». Como disse, não há surpresas.

Motor competente

Quanto ao motor Kappa 1.0 TGDi de 120 cv, é disponível e «cheio» desde baixos regimes, disponibilizando 170 Nm de binário máximo (entre as 1500 e as 4000 rpm), disfarçando com brio a sua capacidade cubica reduzida. Não gosta de correrias, é verdade, até porque a caixa de seis velocidades está talhada para os consumos — consegui médias em torno dos 6,0 l/100km em circuito misto. Mas como é apanágio das motorizações a gasolina, os consumos dependem muito do peso do pé direito — mais do que nas motorizações alimentadas a gasóleo.

Tenho pena de não ter testado a Hyundai i30 SW 1.0 TGDi com mais do que três pessoas a bordo (incluindo-me). Queria atestar as boas sensações deixadas por este motor numa ida para o Algarve «à portuguesa» — leia-se, com o carro cheio. Mas não haverá milagres, naturalmente.

Saltei da Hyundai i30 SW 1.0 TGDi diretamente para a sua irmã 1.6 CRDi de 110 cv. Mas sobre essa, escreverei noutra oportunidade. Agora estou entretido com estes cinco enfant terribles.

Ficha técnica
Hyundai i30 SW 1.0 TGDi Confort+Navi
Configurar este modelo

Preço

unidade ensaiada

23.580

Versão base: €22.600

Classificação Euro NCAP: 5

  • Motor
    • Arquitectura: 3 cil. em linha
    • Capacidade: 998 cm3
    • Posição: Dianteira, tranversal
    • Carregamento: Inj. Direta, Turbo
    • Distribuição: 2 a.c.c. / 4 válvulas por cilindros
    • Potência: 120 cv às 6000 rpm
    • Binário: 171 Nm entre as 1500 e as 4000 rpm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Manual, 6 velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4582 mm / 1795 mm / 1475 mm
    • Distância entre os eixos: 2650 mm
    • Bagageira: 602 litros
    • Jantes / Pneus: 205/55 R16
    • Peso: 1245 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 5,2 l/100 km
    • Emissões de CO2: 120 g/km
    • Vel. máxima: 188 km/h
    • Aceleração: 11,4 seg.
  • Garantias
    • Período de Garantia: 5 anos (s/ limite de km's)
  • Equipamento
    • Sistema de Alerta de Colisão Dianteira
    • Travagem Autónoma de Emergência
    • Sistema de Alerta de Fadiga do Condutor
    • Sistema de Navegação com Ecrã Tátil de 8"
    • Sistema de Controlo Automático dos Máximos
    • Sistema de Ajuda ao Arranque em Subidas
    • Câmara de Estacionamento Traseira
    • Airbags (F/L)
    • Alarme e Imobilizador
    • GPS
    • Comandos no Volante
    • Cruise Control
    Extras
    Pintura metalizada (380 euros).
Avaliação
7 / 10
Chassis competente, motor voluntarioso, bom espaço interior, lista de equipamento completa e um preço simpático. São argumentos de peso num segmento muito concorrido onde não faltam boas opções. Esta é uma delas.
  • Espaço interior;
  • Relação preço/equipamento;
  • Garantias
  • Alguns materiais da consola central;
  • Ruído de rolamento em piso degradado;
Sabes responder a esta?
Que marca automóvel é que desenhou os interiores do Boeing 777 da Emirates?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

Já é possível voar de Mercedes Classe S. Ok, mais ou menos…

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