Monstros do binário

Top 5. Os Monstros do binário do momento

A potência garante os títulos, mas no dia-a-dia o binário do motor é dos valores mais importantes. Quais os monstros do binário atuais?

No último par de décadas assistimos a uma mudança de paradigma. Os motores naturalmente aspirados quase desapareceram de cena e no seu lugar chegaram unidades, no geral, com menor capacidade, é certo, mas sobrealimentadas e mais recentemente acopladas a motores elétricos. O resultado são números crescentes de potência e binário.

A potência garante todos os cabeçalhos, mas é definitivamente o binário o maior beneficiado da sobrealimentação e dos sistemas híbridos e elétricos. Não só agora temos sempre maiores quantidades desta força circular disponível, como também a temos disponível mais cedo e numa gama de rotações mais ampla. De tal forma, que hoje temos automóveis de produção com valores de binário que eram exclusivos, não há muito tempo atrás, apenas de camiões.

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São verdadeiros monstros do binário, e apesar de maior parte deles pertencerem ao topo da hierarquia automóvel, muitos deles com produção limitada, continuam a ser automóveis de produção e homologados para circular na via pública.

Quais os automóveis que mais binário debitam neste ano de 2017? Fiquem a conhecê-los, nesta lista em contagem descendente.

5. Dodge Challenger SRT Demon

1044 Nm – Uma lista de monstros que começa com um… demónio. O Dodge Challenger SRT Demon está destinado a atacar as drag strips, apesar de ser tração traseira. Entre os seus atributos consegue “sacar” cavalinhos! A sua aceleração já lhe garantiu uma série de recordes, entre os quais o modelo de produção mais rápido nos 0-400 m – apenas 9.65 segundos -, e também a aceleração G mais forte registada em arranque – 1.8 g.

É também o carro mais barato desta lista por uma larga margem: menos de 85 mil euros… nos EUA, claro!

4. Bentley Mulsanne Speed

1100 Nm – O Bentley Mulsanne Speed é um mastodonte. Tudo nele é massivo, até o motor: V8 com 6.75 litros e bi-turbo. Por incrível que pareça, este propulsor ainda partilha as fundações com o motor nascido em 1959. Se a potência não impressiona – 537 cv – já o binário deve ser capaz de afetar a rotação da Terra quando se trata de movimentar de forma célere as 2.7 toneladas do Bentley.

3. Pagani Huayra BC

1200 Nm – BC refere-se ao primeiro cliente da Pagani – Benny Caiola – e de depois do LaFerrari, o Huayra BC é o automóvel italiano mais potente de sempre. O Pagani é italiano, mas o coração é alemão, cortesia da AMG: V12 bi-turbo com 6.0 litros de capacidade, 800 cv e 1200 Nm de binário e apenas duas rodas motrizes. Como se não bastasse, os números não têm de mover muitos quilos – pouco mais de 1200 kg. Apenas 20 unidades serão produzidas.

2. Bugatti Chiron

1600 Nm – Mesmo com um enorme 8.0 litros W16 e quatro turbos, não foi suficiente para o Bugatti Chiron chegar ao primeiro lugar. Apesar de tudo, pelo rumo que a indústria está a tomar, o W16 poderá ficar para a história como o motor de combustão interna mais potente e com mais binário de sempre, sem assistência de eletrões.

1. Koenigsegg Regera

2000 Nm – Um vislumbre do futuro? O Koenigsegg Regera é o único membro desta lista que combina um motor de combustão interna sobrealimentado – 5.0 V8 bi-turbo, 1100 cv e 1280 Nm – com um trio de motores elétricos. Combinando todos os propulsores, o Regera alcança os 1500 cv do Chiron, mas acrescenta 400 Nm, atingindo 2000 Nm de binário máximo! Um híbrido plug-in levado a um extremo, não tem caixa de velocidades e é capaz de atingir os 300 km/h em apenas 10 segundos. E tudo apenas com duas rodas motrizes. De doidos!

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