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Conheçam as estradas mais “negras” do país

A IC19 já não é líder da lista negra das estradas portuguesas. Estrada da Circunvalação (EN12), no Porto, a Marginal (EN6) e a A5, que ligam Lisboa a Cascais são as novas tristes nomeadas.

A novidade está na forma como a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) elaborou a lista das estradas: através do conceito de pontos negros. Em termos rodoviários, é considerado ponto negro uma extensão de estrada com cerca de 200 metros com, pelo menos, cinco acidentes com vítimas e soma total superior a a 20 acidentados (incluindo número de mortos, feridos graves e ligeiros).

Tanto a estrada nortenha como as lisboetas assinalaram cinco pontos negros, onde se registou um maior número de vítimas em 2014. A forma como a auditoria foi feita está a gerar alguma polémica, o sistema de pontos negros não convence todas as entidades envolvidas.

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Na opinião de José Miguel Trigoso, presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa, em declarações ao Jornal de Notícias, o conceito de ponto negro está errado: “No conceito original de ‘black point’ este é um local onde, tendo em conta as suas características, ocorrem mais acidentes do que o esperado.” Para Trigoso, o facto de Portugal não ter em linha de conta o volume de tráfego retira o efeito à auditoria. “Os pontos negros acabam por se registar onde há um maior acumular de tráfego, sendo que a maior parte deles até é ligeira.” Encerrando o pensamento do especialista, quanto mais tráfego maior o número de acidentes que se registam e, por isso as três estradas que foram parar ao topo da lista são as que têm maior tráfego diário.

De referir ainda que em 2014 se registaram 52 pontos negros, menos 6 que em 2013. No entanto o facto não parece tão favorável tendo em conta os 33 e 26 verificados em 2012 e 2011, respetivamente. Em termos de número de vítimas, 2014 e 2013 estão equiparados: 6 morte em ambos, cerca de 18 feridos graves e 459 feridos ligeiros em 2014 a envergonhar os 503 no ano anterior.

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