Mercedes-Benz Classe A renovou-se. Conseguem detetar as diferenças?

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Apresentação

Mercedes-Benz Classe A renovou-se. Conseguem detetar as diferenças?

O Mercedes-Benz Classe A renovou-se mas não é fácil detetar as diferenças. A maior novidade foi a eletrificação dos motores a gasolina.

É possível que só os observadores mais atentos e/ou conhecedores identifiquem o facelift do Mercedes-Benz Classe A quando não o virem ao lado de um modelo da geração anterior.

A grelha foi retocada, surgindo a partir deste facelift do final dem2022 com um padrão de fundo com estrelas.

Há também novos desenhos de jantes, incluindo uns com acabamento em piano lacado brilhante, além de um novo difusor traseiro e faróis LED traseiros de série em todas as versões.

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Mercedes-Benz Classe A hatchback e sedã vista traseira 3/4

No interior está (quase) tudo igual

No habitáculo mantêm-se em funções os ecrãs digitais de instrumentação de 7” e o central de infoentretenimento de 10,25”, podendo ambos medir 10,25” em opção.

A instrumentação continua a ter as apresentações Classic, Sport e Discreet e os três modos Navegação, Assistência e Serviço, além de sete ambientes cromáticos.

Mercedes-Benz Classe A interior
A bordo do Classe A houve um incremento dos materiais recicláveis.

Já a arrumação geral do tabliê é a que conhecíamos, com as saídas de ventilação com acabamento metalizado e «ares» de turbina de avião. Contudo, o volante apresenta novos braços horizontais duplos e é sempre revestido em pele.

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Mais equipamento…

Até agora as novidades parecem escassas, mas há um campo onde a evolução foi evidente: na oferta de equipamento de série, normalmente parca nas propostas premium.

O Classe A passou a oferecer de série a câmara de ajuda ao estacionamento, mais entradas USB e — a partir do nível de equipamento Progressive — os faróis dianteiros LED, banco do condutor com regulação do apoio lombar e os pacotes de estacionamento e de retrovisores.

… e mais tecnologia

Pela primeira vez o Mercedes-Benz Classe A conta com um sensor de impressão digital para reconhecimento do condutor e autorização de arranque.

Além disso, o compacto alemão apresenta-se com uma nova geração de software de infoentretenimento, que a Mercedes-Benz afirma ser mais intuitiva e um assistente vocal revisto, deixando de ser necessário iniciar todas as frases com o comando “Hey Mercedes”.

Por fim, também os sistemas de assistência à condução foram melhorados. O controlo de manutenção na faixa de rodagem passou a funcionar com o controlo ativo da direção e o assistente de estacionamento suporta estacionamento longitudinal e dispõe de visualização a 360º e imagens 3D.

Motores a gasolina todos eletrificados

O revisto Classe A também recebeu uma atualização nos motores a gasolina que passam a ser totalmente eletrificados e a estar sempre associados a caixas automáticas de dupla embraiagem de 7 ou 8 velocidades.

Os propulsores a gasolina mild hybrid receberam um sistema elétrico adicional de 48V que melhora a agilidade nos arranques e retomas de velocidade com mais 10 kW (14 cv) de potência.

Mercedes-Benz Classe A hatchback e sedã vista dianteira 3/4

Além disso, a adoção deste sistema promete uma melhoria de conforto (menos ruído e menos vibrações) do sistema stop/start graças ao motor de arranque/gerador acionado por correia e a possibilidade de «navegar» com o motor de combustão desligado em algumas situações.

A Mercedes-Benz afirma que, nas versões híbridas plug-in, a bateria com 10,7 kWh úteis de capacidade foi melhorada, o que se traduz num aumento da autonomia elétrica.

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Contudo, a Mercedes-Benz não revela quantos quilómetros se «ganharam» face aos anteriores 72 km de autonomia elétrica.

A par da bateria, também o motor elétrico das versões híbridas plug-in foi melhorado: passou de 75 kW (102 cv) para 80 kW (109 cv).

Mercedes-Benz Classe A a carregar
A versão híbrida plug-in do Classe A viu o motor elétrico ganhar potência.

Quanto ao carregamento da bateria, em corrente alternada (AC) pode ser feito a 3,7 kW ou a 11 kW, uma melhoria face aos 7,4 kW de potência máxima que se registavam até agora.

Em corrente contínua (DC) a potência máxima de carregamento mantém-se nos 22 kW, o que permite carregar de 10 a 80% em 25 minutos.

Resumidamente, os motores a gasolina são então de 4 cilindros e 1.33 l com 136 cv (A 180) ou 163 cv (A 200); 2.0 l com 190 cv (A 220) ou 224 cv (A 250 4MATIC) e o A 250 e (híbrido plug-in) conserva os 218 cv de potência máxima combinada.

Nos Diesel não houve alterações: a versão A 180d oferece 116 cv, a A 200d debita 150 cv e a A 220d conta com 190 cv de potência.

Pouco muda também na gama AMG

As «cores» da AMG continuam a ser defendidas pelos A35 4MATIC (sedã e cinco portas, com 306 cv) e A45 S 4MATIC (apenas cinco portas, com 421 cv).

No exterior destas versões as diferenças resumem-se às novas jantes, ao novo lábio do spoiler traseiro e aos faróis traseiros redesenhados.

Por dentro, o volante AMG Performance passa a ser oferecido de série. Este dispõe de botões para controlar os três modos de funcionamento do controlo de estabilidade e o programa de melhoria de comportamento AMG Dynamics sem que o condutor tenha que retirar as suas mãos do volante.

Quanto às motorizações, só a versão 35 4MATIC traz novidades, passando a contar com um sistema mild-hybrid de 48V e com a caixa automática de oito velocidades da versão mais potente.

Quando chega?

Por enquanto ainda não sabemos quando é que o renovado Mercedes-Benz Classe A vai chegar ao mercado nem quanto vai custar.

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