Particulares vs Empresas. Quem compra mais elétricos e híbridos na Europa?

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Particulares vs Empresas. Quem compra mais elétricos e híbridos na Europa?

As vendas de elétricos e híbridos separadas entre particulares e empresas permite saber quem mais contribui para a eletrificação da Europa.

Durante o primeiro trimestre de 2022 na Europa, 54% das vendas de automóveis novos foram para empresas e 46% para particulares, mas quando separamos os números relativamente aos elétricos, híbridos e híbridos plug-in, há algumas surpresas.

Relembramos que 2022 está a ser, no geral, um ano terrível para o mercado automóvel europeu — as vendas caíram 14% na primeira metade do ano, o terceiro ano consecutivo de quebra.

No caso dos veículos elétricos e híbridos plug-in o percurso é inverso, pois apesar da queda generalizada do mercado, as suas vendas ainda não pararam de subir, representando já 20% do mercado europeu (dados acumulados até maio de 2022).

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Mas afinal, são os particulares ou são as empresas quem mais compram veículos novos elétricos e híbridos? Qual dos grupos está a impulsionar o mercado europeu? A JATO reuniu os dados de vendas de automóveis novos de 17 países europeus nos três primeiros meses de 2022, e permitiu obter algumas respostas.

Incentivos, o principal fator deturpador

Primeiro, a resposta não é linear, pois depende do tipo de motorização, se elétrico ou híbrido. No caso dos 100% elétricos, as vendas são (praticamente) equitativamente distribuídas por particulares e empresas — 49,8% e 50,2%, respetivamente —, apesar de estes serem o tipo de veículo eletrificado mais caro.

Isto diz-nos que consumidor particular continua a responder aos generosos incentivos existentes para a aquisição de automóveis elétricos presentes em muitos mercados europeus — nalguns casos superam os 5000 euros —, compensando o valor mais elevado deste tipo de veículos.

Os construtores também saem beneficiados com esta participação substancial dos particulares, pois as vendas a retalho são mais rentáveis que as para empresas e frotas.

O factor “incentivos” também pode ajudar a explicar o desequilíbrio visível entre particulares e empresas nos híbridos plug-in onde 69% das vendas são para empresas e apenas 31% são para particulares.

Nos híbridos plug-in os incentivos são inferiores ao dos elétricos — nalguns mercados foram mesmo retirados —, e concentram-se, cada vez mais, no mercado empresarial, sobretudo através de benefícios fiscais, como acontece em Portugal.

Como comparação, basta constatar que na venda de veículos híbridos convencionais — que não precisam de ser ligados a um posto de carregamento  — são os particulares que os compram em maior quantidade, absorvendo 58% do total das vendas. Também a ausência de incentivos neste tipo de veículos, tanto para particulares como para empresas, pode ser o principal fator para justificar este resultado.

Por fim, entre os veículos equipados só com motor de combustão, as quotas entre empresas e particulares estão perfeitamente alinhadas com o mercado automóvel em geral, sendo de 54% para as empresas e 46% para particulares.

Fonte: JATO

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