Volkswagen e Mercedes apoiam UE no banir dos motores de combustão em 2035

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Volkswagen e Mercedes apoiam UE no banir dos motores de combustão em 2035

Grupo Volkswagen e Mercedes-Benz dizem ser possível alcançar a redução em 100% das emissões de CO2 dos automóveis novos proposta pela União Europeia.

Depois da Ford, também o Grupo Volkswagen e a Mercedes-Benz deram o seu apoio à proposta da Comissão Europeia de reduzir em 100% as emissões de CO2, que irá, basicamente, banir os motores de combustão interna dos automóveis novos em 2035.

A proposta, inserida no no programa europeu “Fit for 55”, só dará espaço à venda de veículos novos 100% elétricos a partir de 2035 — até os híbridos ficam de fora ao abrigo desta proposta —, e já foi aprovada pelo Parlamento Europeu no passado dia 8 de junho.

O Grupo Volkswagen referiu-se ao plano da Comissão Europeia como “ambicioso, mas a meta é alcançável”, afirmando ainda que a mudança da indústria automóvel para a mobilidade elétrica é “irreversível”.

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Volkswagen ID. Buzz

"Ecologicamente, tecnologicamente e economicamente é o único caminho sensato para substituir os motores de combustão o mais rápido possível".

Grupo Volkswagen

O Grupo Volkswagen referiu-se ainda positivamente à aprovação da proposta por parte do Parlamento Europeu, pois garante segurança aos planos futuros dos construtores automóveis.

São precisos milhões de postos de carregamento

Já a Mercedes-Benz apoia também a proposta por princípio, ainda que, como já tinham dito antes e novamente reforçado nas declarações dadas à Agência de Imprensa Alemã (DPA) por Eckart von Klaeden, diretor de relações externas, “em 2030 estaremos prontos para ser totalmente elétricos onde as condições de mercado o permitam”.

Mercedes-Benz EQS SUV

Agora, a Mercedes-Benz «passa a bola» de novo aos legisladores, mais uma vez pela voz de Eckart von Klaeden: “a decisão (do Parlamento Europeu) coloca o ónus nos legisladores para garantir que a infraestrutura necessária esteja instalada”.

Relembramos um estudo conjunto da Ernst & Young e da Eurelectric, que previu que seriam necessários 65 milhões de postos de carregamento na Europa até 2035 para fazer face ao aumento brutal de veículos elétricos em circulação esperado para os próximos 10-15 anos.

Hoje contam-se menos de meio milhão de postos de carregamento na Europa. Para atingir essas metas, a proposta de redução de emissões em 100% seria acompanhada por outra que obrigará os estados membros da UE a instalar milhões de postos de carregamento.

Também a ACEA (Associação Europeia de Construtores Automóveis) apoia no geral o objetivo traçado, mas quer que aconteça, a meio caminho, um relatório do progresso efetuado, de modo a definir novas metas pós-2030.

Apesar das metas ambiciosas definidas pela UE, a verdade é que já foram vários na indústria automóvel a anunciar que só venderão veículos elétricos na Europa até 2035 ou ainda mais cedo. Entre eles o próprio Grupo Volkswagen, a Stellantis, a Ford e a Jaguar.

Fonte: Automotive News

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