O «Código da Estrada» que não está escrito

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Cordialidade

O «Código da Estrada» que não está escrito

Dos sinais de luzes a dar os «piscas», há uma série de «regras» e formas de comunicação que não estão escritos no Código da Estrada.

Criado e utilizado, maioritariamente, por quem faz grande parte da sua vida atrás de um volante, há todo um «Código da Estrada» não oficial que há anos facilita a convivência entre os condutores.

Não, não falo do elenco de leis e regras escritas e rescritas por sucessivos governos e que tivemos todos de estudar na escola de condução. Aquilo a que me refiro é uma espécie de «código de honra» (ou o buxido) dos condutores.

Recheado de normas de conduta e até formas de comunicar próprias, este não se encontra em nenhum livro nem sequer num grupo de Whatsapp, sendo antes passado de uma geração de condutores para a seguinte como se de uma lenda se tratasse.

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Os camionistas são quem melhor interpreta e mais usa este «código».

Podemos vê-lo aplicado, maioritariamente, longe dos grandes centros urbanos, nas estradas nacionais povoadas por camionistas, distribuidores e vendedores e foi precisamente um (o meu pai) que mo ensinou, isto apesar de inicialmente não compreender a necessidade de o aprender.

Comunicar é essencial

Antes de me dizerem que estou a inventar tudo isto, deixem-me fazer-vos uma pergunta: nunca deram convosco atrás de um camião, desesperados para o ultrapassar e de repente, depois de várias tentativas falhadas, vêm o camionista fazer pisca à direita?

Pois bem, essa situação é um exemplo deste «código» de que vos falo. Ciente de que vos impacta a visibilidade, ao fazer o pisca à direita aquele profissional do volante indica-vos que é seguro fazer a ultrapassagem.

Ainda acerca dos piscas, fazer quatro piscas ou um pisca à esquerda seguido de outro à direita é, usualmente, serve para agradecer quando alguma manobra é facilitada, seja uma ultrapassagem, a entrada numa rua ou numa fila de trânsito ou uma manobra de saída do estacionamento.

Também os «sinais de luzes» têm uma função. Por norma, dois ou três sinais rápidos servem de alerta de que há algum obstáculo na via.

Cordialidade precisa-se

Já menos usual, mas ainda assim presente na mente de alguns condutores são os pequenos gestos de cordialidade.

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Estes «ditam» que perante um veículo parado na berma em dificuldades se abrande e, se possível, se pergunte se é preciso algum tipo de auxílio ao condutor e passageiros . O mesmo princípio aplica-se quando vemos alguém a tentar colocar o carro a trabalhar ou a limpar freneticamente um vidro repleto de gelo numa manhã de inverno.

Afinal de contas, se temos cabos de bateria ou a «famosa solução» que permite descongelar rapidamente o vidro porque razão não havemos de auxiliar um condutor em apuros? Como é óbvio ninguém é obrigado a aplicar no seu dia a dia estes «ensinamentos», mas a verdade é que estes facilitam, e muito, a convivência nas estradas, fomentando a sempre importante cordialidade ao volante.

Recordam-se de mais algum?

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