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Salão de Munique 2021

Mini-EQS? Mercedes-Benz EQE revelado no Salão de Munique

O Mercedes-Benz EQE foi mundialmente apresentado no Salão de Munique, posicionando-se abaixo do EQS, numa relação idêntica entre o Classe E e o Classe S.

Quando o vemos em fotografia chega a ser difícil distingui-lo do EQS (por faltarem referências de dimensões) até porque o novo Mercedes-Benz EQE utiliza os mesmos elementos principais (para além da plataforma) que definem a sua aparência: carroçaria em arco, habitáculo avançado, projeções de carroçaria mínimas, silhueta de cinco portas (apesar de ser, na realidade, um três volumes, porque o óculo traseiro é fixo) e ombros traseiros musculados.

A distância entre eixos de 3132 mm é 90 mm mais curta do que a do EQS e o comprimento total (4,946 m) é muito próximo do do CLS.

Como acontece sempre em automóveis elétricos com plataformas “dedicadas”, o interior consegue ser bem mais amplo do que o de um Classe E com motor de combustão. Por exemplo, tem mais 2,7 cm de largura à frente e mais 8 cm de comprimento para pernas atrás, além de uma altura de assentos 6,5 cm mais elevada, neste caso pelo facto de no piso do EQE existir uma enorme bateria.

ESPECIAL: Todas as novidades do Salão de Munique 2021 estão aqui
Mercedes-Benz EQE

A bagageira, por outro lado, tem uma capacidade de 430 litros, bem inferior à do Classe E que tem 540 l.

Onde já vimos este interior?

A mesma impressão “dejá vu” é sentida no interior, ou não fosse o painel de bordo o conhecido Hyperscreen (com os mesmos 1,41 m de largura do EQS e capacidade para memorizar sete perfis de utilizadores), o maior ecrã digital automóvel do mundo, também aqui fazendo parte do equipamento opcional.

A complexidade do sistema operativo (MBUX) fica bem patente em alguns números do que alimenta o seu cérebro: oito unidades de controlo de processamento (CPU), 24 GB de RAM e uma memória com largura de banda de 46,6 GB por segundo.

Duas versões

No lançamento existirão duas versões: o EQE 350 de 215 kW (292 cv, montado sobre o eixo traseiro), bateria de 90 kWh utilizáveis, que promete uma autonomia de 545 km a 660 km, e uma segunda motorização sobre a qual a marca alemã não quis ainda divulgar quaisquer detalhes, mas sabemos que contará com um segundo motor na frente, que lhe dará tração às quatro rodas.

Tal como no EQS, existem três níveis de intensidade de recuperação de energia (D+, D e D-), que o condutor pode selecionar através da patilhas atrás do volante, ou simplesmente deixar o sistema trabalhar por si na posição DAuto.

A capacidade máxima de carga em corrente direta (DC) é de 170 kW, com a qual bastam 15 minutos para injetar no Mercedes-Benz EQE uma autonomia adicional de 250 km (cerca de 35,55 kW). Em corrente alternada (AC) o carregamento pode ser feito a 11 kW ou 22 kW (trifásico), sendo os tempos de 8h25min e 4h25min para cargas completas, respetivamente.

Tem o mesmo eixo traseiro direcional do EQS

O eixo traseiro direcional faz também parte da lista de opcionais, com duas variantes, uma com rotação das rodas traseiras de 4,5º e outra de 10º, neste último caso capaz de tornar o Mercedes-Benz EQE muito mais manobrável, com uma redução do diâmetro de viragem de 12,5 m (com eixo traseiro “passivo”) para 10,7 m (10º) ou 11,6 m (4,5º).

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Também opcional, a Luz Digital dispõe de um módulo em cada farol principal que contém três LED muito brilhantes cuja luz é refratada e direcionada com a ajuda de 1,3 milhões de micro espelhos (o que significa que a resolução é de 2,6 milhões de pixels por veículo).

Suspensão “inteligente”

A pedido do cliente, a suspensão pode ser pneumática e com amortecedores eletrónicos variáveis. A suspensão pneumática Airmatic combina foles de suspensão a ar com amortecedores adaptativos, cujas caraterísticas podem variar de forma automática e em cada roda individualmente, nas fases de compressão e de expansão.

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Um sistema de sensores e algoritmos define a resposta dos amortecedores de acordo com o tipo de estrada para garantir que, por exemplo, quando uma das rodas passa sobre um ressalto, esse movimento não é transmitido para todo o eixo e, consequentemente, para o interior do veículo.

Mercedes-Benz EQE

A Airmatic mantém a distância ao solo constante, independentemente da carga do veículo, mas também faz alterações quando necessário. Por exemplo, em Sport, a carroçaria baixa em 20 mm acima dos 120 km/h, para reduzir o arrasto aerodinâmico e aumentar a estabilidade. Abaixo dos 80 km/h, a altura da carroçaria retorna à posição inicial. Até 40 km/h, a carroçaria pode ser subida em 25 mm ao toque de um botão e acima de 50 km/h desce automaticamente para a altura ao solo normal.

Quando chega?

O novo Mercedes-Benz EQE apesar de revelado hoje, chega ao mercado apenas em meados do ano que vem. A sua produção será em Bremen, na Alemanha.

Mercedes-Benz EQE

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