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Venda

Este 190E 2.5-16 Evolution II à venda “viveu” em Portugal mais de 20 anos

O Mercedes-Benz 190E 2.5-16 Evolution II continua a ser um dos especiais de homologação mais reverenciados e o preço deste exemplar demonstra-o.

A história do Mercedes-Benz 190E 2.5-16 Evolution II n.º 473 (de um total de 502) teve, curiosamente, Portugal como pano de fundo durante grande parte da sua existência, apesar de agora se encontrar nos EUA à venda.

Entre 1993 a (crê-se) 2015 foi propriedade do português António de Jesus Sousa, de Vila Nova de Gaia, e por cá acumulou sensivelmente 8000 km, tendo sido cuidadosamente mantido numa garagem com climatização controlada.

António de Jesus Sousa pode não ter sido o primeiro proprietário do 190E 2.5-16 Evolution II, mas foi aquele que mais tempo o teve em sua posse, de acordo com a informação avançada pela SpeedArt Motorsports, que o está a vender.

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Mercedes-Benz 190E 2.5-16 Evolution II © SpeedArt Motorsports

O especial de homologação foi adquirido originalmente por Heinz Eichler em 1990, um apaixonado pela marca da estrela e seu embaixador, e um dos clientes favoritos de Karl Santelmann, o proprietário do concessionário da Mercedes Autohaus Santelmann GmbH, que garantiu a reserva de uma das limitadas unidades a serem produzidas.

A unidade n.º 473, encomendada com o “Komfortpaket” (pacote Conforto), seria entregue a Eichler em julho de 1990.

Mercedes-Benz 190E 2.5-16 Evolution II © SpeedArt Motorsports

Nos três anos que o teve, Heinz Eichler desfrutaria desta muito especial máquina durante 10 mil quilómetros, mas acabou por vendê-lo em 1993 a, como referimos, António de Jesus Sousa.

Praticamente 23 anos depois, em 2015, o 190E 2.5-16 Evolution II ressurgiria aos olhos do público no Techno Classica, em Essen, evento dedicado aos clássicos, através da Auto Leitner, comerciante holandês de automóveis clássicos.

Mercedes-Benz 190E 2.5-16 Evolution II © SpeedArt Motorsports

Durante o evento, o especial de homologação — na altura, já com estatuto de carro de culto — captou o interesse de um executivo grego que também possui uma das coleções mais notáveis de Mercedes-Benz na Europa. Negócio feito e o carro seria transportado para a Grécia, tendo sido entregue nos subúrbios do norte de Atenas durante o verão de 2016. Na altura, o odómetro marcava 17 993 km.

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Nos quatro anos que esteve na Grécia, o 190E 2.5-16 Evolution II percorreu apenas 143 km, tendo sido mantido pelo especialista ateniense em modelos da marca da estrela, Teotech.

De Atenas para Miami

Em dezembro de 2019, sabendo da existência deste cuidado exemplar, o dono da Speedart Motorsports deslocou-se a Atenas e, apesar de o Mercedes-Benz 190E 2.5-16 Evolution II n.º 473 não ter sido anunciado publicamente para venda, conseguiu fechar negócio com o seu proprietário.

Novo dono, novo destino. A Speedart Motorsports levaria o Evo II para os Estados Unidos da América, mais precisamente para Miami, onde se encontra atualmente, tendo chegado a 2 de março de 2020. Desde então não percorreu mais do que 112 km, para efeitos de manutenção, registando um total de 18 248 km.

O estado imaculado do especial de homologação e o seu caráter exclusivo, ajudam a justificar o preço pedido de 475 mil dólares, cerca de 405 mil euros.

Evo II

O 190E 2.5-16 Evolution II foi a derradeira… evolução do modelo, exuberante no aspeto e na mecânica para suplantar o seu arquirrival, o BMW M3 (E30) no campeonato alemão de turismos, o DTM.

Os adereços aerodinâmicos que o distinguiam — enorme asa traseira ajustável, splitter dianteiro ajustável e spoiler traseiro — não eram só para “exibir”. Contribuíam efetivamente para melhor “colar” o carro à estrada, como ajudavam a reduzir a resistência aerodinâmica (Cx de 0,29).

Por baixo do capô encontrávamos um bloco de quatro cilindros em linha com 2,5 l de capacidade, que passou pelas “mãos mágicas” da Cosworth. Debitava uma potência máxima de 235 cv às 7200 rpm e 245 Nm às 5000 rpm, força que era passada para o eixo traseiro apenas e só com uma caixa manual de cinco velocidades.

O 190E 2.5-16 Evolution II pode ter “chocado” os clientes tipicamente mais conservadores da Mercedes-Benz, mas dado a sua natureza limitada e preço exorbitante — o equivalente a cerca de 70 mil euros em 1990 — transformaram-no num clássico instantâneo, justificando os preços pedidos por um exemplar hoje em dia.

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Mas pode descobrir a resposta aqui::

Mercedes-Benz MB 100 D AMG… desculpem? AMG?!

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