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Cinema

O Monte Carlo do “The Fast and the Furious: Tokyo Drift” tem um V8 XXL

No The Fast and the Furious: Tokyo Drift, o Chevrolet Monte Carlo que vemos derrotar o Dodge Viper esconde um V8 com… 9,4 litros!

Apesar do filme “The Fast and the Furious: Tokyo Drift” (“Velocidade Furiosa – Ligação Tóquio” em Portugal), de 2006, ter o seu foco na cultura JDM (Japanese Domestic Market) o protagonista deste artigo é um muito americano Chevrolet Monte Carlo de 1971.

A primeira corrida que vemos está longe da realidade japonesa onde se passa a maior parte do filme, com a disputa a ser entre dois… puros “músculos” americanos — o então ainda recente Dodge Viper SRT-10 de 2003 e um clássico Chevrolet Monte Carlo de 1971.

Ainda que nunca tenha uma passagem discreta pelo filme, o “Chevy” Monte Carlo esconde um grande segredo por baixo do seu grande capô, na forma de um V8 com gigantes 9,4 l de capacidade, segredo este que foi agora revelado por Craig Lieberman, consultor técnico dos três primeiros filmes da saga Velocidade Furiosa.

VEJAM TAMBÉM: O Lykan Hypersport “voador” do filme Velocidade Furiosa vai a leilão

Mas, antes de seguirmos para os números concretos deste motor que ultrapassa confortavelmente os nove mil centímetros cúbicos, deixem-nos explicar o porquê de terem escolhido este aparentemente modesto Monte Carlo ao invés de um mais valorizado e “polido” Camaro ou Dodge Challenger.

Tem tudo a ver com o protagonista, Sean Boswell, interpretado pelo ator Lucas Black, o dono do carro no filme.

Um adolescente sem muitos meios, mas capaz de construir e modificar o seu próprio carro e o Monte Carlo, mais acessível que outros nomes sonantes no mundo dos “muscle car“, acaba por ser uma escolha mais credível, como esclarece Craig Lieberman no vídeo.

(Quase) Um motor de camião num “pequeno” carro

Mas apesar do aspeto desgastado e aparentemente inacabado, o Monte Carlo era um verdadeiro monstro, estando equipado com um dos “big block” (bloco grande) da GM.

No filme é possível ver os números “632” no topo de uma das bancadas de cilindros, uma referência â sua capacidade em polegadas cúbicas (ci). Convertendo esse valor para centímetros cúbicos, obtemos 10 356 cm3.

Chevrolet Monte Carlo, 1971, Velocidade Furiosa

Segundo Lieberman, no entanto, a capacidade real deste V8 era de 572 ci, o equivalente a uns mais “modestos” 9373 cm3, o que arredondando, dá 9,4 l de capacidade. Por curiosidade o mais conhecido “small block” (bloco pequeno) que equipa, por exemplo, o Chevrolet Corvette, apesar do nome, tem 6,2 l de capacidade.

Ou seja, mesmo sabendo que o Dodge Viper do rival “fanfarrão” do protagonista vem com um gigante V10 com 8,3 l de capacidade de origem, o Monte Carlo ultrapassa-o em mais de 1000 cm3, o que, pelo menos, em “poder de fogo” torna-o num rival credível para o muito mais recente Viper.

Lieberman diz ainda que, com gasolina normal, este Monte Carlo de 1971 era capaz de produzir uns muitos saudáveis 790 cv e, com gasolina de corrida, a potência subia até aos 811 cv — por comparação, o Viper pouco mais de 500 cv.

Sendo que motores V8 “big block” como este são comprados propositadamente (“crate engine”) para usar em carros transformados, seria de esperar que também o enorme V8 não estivesse totalmente original. Por exemplo, o carburador — sim, ainda é a carburador —, é um Holley 1050 e o sistema de escape também é específico da Hooker,

Inicialmente eram 11

Como é habitual nestes filmes, foram construídas várias unidades do Chevrolet Monte Carlo. O antigo consultor técnico revela que, para a gravação desta cena, foram utilizados 11 carros — a maioria sem o 9.4 V8, com alguns deles a serem usados apenas para algumas “stunts” específicas — tendo “sobrevivido”, ao que tudo indica, cinco modelos.

Chevrolet Monte Carlo, 1971, Velocidade Furiosa

Um dos “carros-heróis”, com o “big-block”, está na posse da Universal Studios, com os outros Monte Carlo usados em acrobacias a estarem espalhados em vários pontos do mundo, nas mãos de colecionadores e fãs da saga “Velocidade Furiosa”.

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