Desde 39 292 euros

Testámos a Skoda Octavia Break iV (híbrida plug-in). Alternativa ao Diesel?

Depois de a termos testado com o motor Diesel, voltamos a por à prova a Skoda Octavia Break, desta vez na sua variante híbrida plug-in.

Se há uns anos atrás as versões mais económicas da Octavia Break eram sinónimo de motores Diesel, hoje, graças à Skoda Octavia Break iV já não é bem assim.

Afinal de contas, graças à tecnologia híbrida plug-in a Octavia Break iV consegue, pelo menos em teoria, igualar (ou até bater) os consumos alcançados pelas variantes Diesel.

Mas será que no “mundo real” todas essas promessas de economia conjugada com performance são cumpridas? Para descobrir pusemos à prova a Octavia Break iV depois de o Diogo Teixeira já ter descoberto as qualidades da Octavia Break TDI.

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Skoda Octavia IV Hyrbrid © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Praticamente indistinguível

Distinguir visualmente a Octavia Break iV das suas “irmãs” equipadas exclusivamente com motor de combustão é uma tarefa quase tão difícil como encontrar o famoso Wally no livros infantis.

As diferenças resumem-se à porta de carregamento e a um pequeno logótipo na traseira. Quanto ao resto, continuamos a contar com o mesmo aspeto sóbrio e discreto que caracteriza as propostas da Skoda, se bem que nesta nova geração tenha ganho uns bem-vindos traços mais carregados.

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Para onde foram os botões?

Tal como no exterior, também no interior da Octavia Break iV as diferenças são de pormenor, resumindo-se a pouco mais do que os menus específicos no sistema de infoentretenimento.

Por falar nele, este revelou-se completo e relativamente fácil de usar (mas não tão fácil como na geração anterior) e é uma parte importante do salto tecnológico do Octavia nesta quarta geração, que se traduziu numa considerável digitalização do interior.

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E é precisamente a digitalização rampante que merece alguns reparos no interior da proposta checa. Tal como o Diogo referiu no seu teste em vídeo, esta veio dificultar a operação de certas funcionalidades, com especial destaque para o controlo da climatização.

Quanto à qualidade geral (da montagem e dos materiais) esta mantém-se ao nível daquilo a que os modelos da Skoda nos habituaram, com o habitáculo de desenho simples, mas moderno a contar com materiais mais moles e agradáveis ao toque nas zonas superiores e materiais mais duros e menos agradáveis nas zonas inferiores do habitáculo.

Quanto ao espaço, as mais valias da muito elogiada plataforma MQB Evo continuam a fazer-se sentir, havendo espaço mais que suficiente para quatro adultos e apenas a bagageira “sofreu” com a adição da tecnologia híbrida plug-in, descendo dos 640 l para os 490 l.

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O melhor de dois mundos?

Olhando apenas para os números da variante híbrida plug-in da Skoda Octavia Break estes são prometedores. O 1.4 TSi de 150 cv surge associado a um motor elétrico de 85 kW (116 cv) oferecendo uma potência máxima combinada de 204 cv.

Isto traduz-se num tempo dos 0 aos 100 km/h de 7,7s e uma velocidade máxima de 220 km/h. Mas será que no dia a dia, as prestações anunciadas coincidem com o prometido?

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Pois bem, no mundo real a verdade é que a Octavia Break iV impressiona, permitindo prestações bastante interessantes e chegando até a surpreender os mais distraídos que não estão habituados a ver uma carrinha familiar da Skoda “mexer-se tão bem”.

As acelerações impressionam, tudo se passa mais depressa do que seria de esperar numa carrinha com 1620 kg e, quando chegam as curvas, a direção precisa e direta e a suspensão ajudam a dar um cunho mais dinâmico à proposta checa.

Skoda Octavia IV Hyrbrid
O novo volante é apelativo esteticamente, mas os comandos exigem alguma habituação. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

O melhor de tudo é que graças ao sistema híbrido plug-in mesmo quando “apertamos” com a Skoda Octavia Break iV os consumos não “disparam”. Consegui médias de 7,2 l/100 km numa condução mais empenhada e sem quaisquer preocupações com a economia.

Já quando “abrandei o ritmo” e com a energia das baterias de 13 kWh de capacidade esgotada (ou seja, apenas em modo híbrido) consegui médias de 4,9 l/100 km, ou seja, valores dignos de um… Diesel.

Skoda Octavia IV Hyrbrid
A porta de carregamento “denuncia” esta versão híbrida plug-in. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Mas há mais. Sempre que temos as baterias carregadas, em modo elétrico — o modo por defeito quando ligamos o carro, caso haja carga suficiente  —, temos perto de 45 km de autonomia reais sem termos de fazer concessões ao ritmo, e em modo híbrido é fácil alcançar médias de 2,4 l /100 km.

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É o carro certo para si?

A Skoda Octavia Break tem de estar na sua “lista de possíveis compras” sempre que procura uma carrinha familiar — não é à toa que é a carrinha mais vendida no mercado europeu. O mesmo podemos dizer desta versão iV.

É verdade que o seu preço a partir de 36 904 euros (nível Ambition; a Style que testámos começa nos 39 292 euros) é superior aos 32 500 euros pedidos pela versão com o 2.0 TDI de 150 cv. Contudo, a versão híbrida plug-in não só paga menos de IUC como oferece mais 54 cv e a possibilidade de circular em modo 100% elétrico.

Skoda Octavia IV Hyrbrid © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Quanto aos consumos, com uma condução regrada e a disciplina de a carregar frequentemente, estes podem realmente rivalizar (e até bater) os da variante com motor Diesel.

Tudo isto faz com que esta versão se apresente, pelo menos, como uma das mais interessantes da gama. Se é a melhor? Vai depender e muito do contexto de utilização de cada um — como sempre, os híbridos plug-in só fazem sentido quanto mais frequentes os carregamos —, mas sem dúvida que merece uma “vista de olhos”.

Preço

unidade ensaiada

39.847

Versão base: €39.292

IUC: €137

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha
    • Capacidade: 1395 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Injeção direta + Turbo + Intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válv. por cil. (16 válv.)
    • Potência: Motor combustão: 150 cv entre as 5000-6000 rpm; Motor elétrico: 116 cv; Potência máxima combinada: 204 cv
    • Binário: Motor combustão: 250 Nm entre as 1550-3500 rpm; Motor elétrico: 330 Nm; Binário máximo combinado: 350 Nm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: DSG (dupla embraiagem) de 6 velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4689 mm / 1829 mm / 1468 mm
    • Distância entre os eixos: 2686 mm
    • Bagageira: 490 litros
    • Jantes / Pneus: 225/45 R18
    • Peso: 1620 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 1,1 l/100 km (Autonomia elétrica: 60 km)
    • Emissões de CO2: 24 g/km
    • Vel. máxima: 220 km/h
    • Aceleração: 7,7s
  • Equipamento
    • Acesso remoto + Infotainment online 1 ano
    • Ar condicionado Climatronic
    • Banco traseiro rebatível com apoio de braços
    • Bancos dianteiros reguláveis em altura com apoio lombar
    • Camara traseira
    • Cockpit Virtual
    • Compartimentos de arrumação na bagageira
    • Cruise Control + Speedlimiter
    • Espelhos retrovisores exteriores eléctricos, aquecidos e retrácteis
    • Faróis de nevoeiro dianteiros
    • Faróis dianteiros full LED Matrix, AFS 1
    • Fecho central com sistema Keyless Advanced
    • Front Assist com sistema de travagem de emergência
    • Hill hold control
    • Inserções decorativas Silver Squares Haptic
    • Jantes liga leve 18''
    • Lane Assist (sem HOD)
    • Light & Rain Assist - com sensor de luz e chuva
    • Monitorização da pressão dos pneus
    • Receção digital do sinal de rádio
    • Sensor de parqueamento dianteiro e traseiro
    • Sistema de infoentretenimento Bolero
    • Sistema Start&Stop com recuperação de energia da travagem
    • SmartLink (wired & wireless App-connect)
    • Tomada de 12V na bagageira
    • Volante multifunções, 2 raios, com controlos de rádio e telefone e DSG
    • 2 x USB à frente, 2 x USB atrás + 1 USB na lateral do espelho retrovisor interior
Extras
Pintura metalizada — 475 €; Revestimento da parte traseira dos encostos dos bancos dianteiros em pele sintética — 25 €; Light & Rain Assist - espelho retrovisor interior com anti encadeamento automático e sensor de luz e chuva — 55 €.
Avaliação
8 / 10
Há uns anos, aquando da sua apresentação num dos "grandes" do futebol português, um famoso treinador da nossa "praça" declarou que desde então não havia dois, mas três candidatos ao título. Depois de ter andado alguns dias ao volante da Skoda Octavia Break iV não posso evitar adaptar a sua frase e afirmar que, atualmente, quem quer comprar a carrinha checa e conjugar consumos baixos com boas prestações não tem apenas uma alternativa (o Diesel), mas sim duas, tudo graças à tecnologia híbrida plug-in.
  • Gestão das baterias
  • Relação consumos/performance
  • Espaço
  • Conforto
  • Perda dos comandos físicos da climatização
  • Perda de capacidade da bagageira face às versões apenas com motor de combustão
Sabe responder a esta?
Em que ano foi revelado o protótipo Skoda Tudor?
Não acertou..

Mas pode descobrir a resposta aqui::

Nada está a salvo. Skoda Tudor, o protótipo que até seria roubado

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